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<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta sexta-feira (29), que é necessário um empenho coletivo para recuperar o superávit primário no país, ou seja, obter saldo positivo entre as receitas e as despesas do governo.</p>
<p>Segundo o ministro, para melhorar as contas públicas, é preciso persuadir todos de que a tarefa é essencial e, embora também pareça difícil, &#8220;a caixa de ferramentas do Poder Executivo é infinita&#8221;. </p>
<p>&#8220;Temos que fazer um esforço dentro de casa, convencer os ministros da necessidade de contenção da dinâmica da evolução do gasto público, convencer o Congresso Nacional&#8221;, disse Haddad, durante o Almoço Anual de Dirigentes de Bancos, evento que reúne os CEOS (diretores executivos) e os principais líderes do setor bancário do país. </p>
<p>Haddad afirmou que encontra no presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e no presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliados no atingimento desse objetivo. O pacote de corte de gastos obrigatórios apresentado pelo governo, de R$ 70 bilhões, deve ser votado por ambas as Casas do Congresso Nacional até o final do ano, antes do recesso parlamentar.</p>
<p>&#8220;Eu presenciei a reunião dos dois com o presidente Lula, e o alinhamento não poderia ser melhor&#8221;, ressaltou Haddad. &#8220;As graves distorções do nosso sistema tributário estão sendo corrigidas&#8221;, lembrou o ministro, adiantando que, se houver isenções, &#8220;alguém vai ter que pagar por elas&#8221;.</p>
<p>&#8220;O Congresso fez um belo trabalho no ano passado para controlar o gasto primário do país&#8221;, acrescentou. Os gastos primários compreendem as despesas do governo com o fornecimento de bens e serviços públicos à população, como as verbas destinadas à área de educação e ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Outro aspecto abordado pelo ministro da Fazenda foi o que deverá predominar na pauta de 2025. De acordo com Haddad, há possibilidade de o Congresso Nacional fazer alterações [no pacote], o que está dentro do esperado, por se tratar de uma democracia, sistema em que &#8220;as pessoas pensam diferente&#8221;.</p>
<p>Ele admitiu ainda que paira um clima de incerteza, sobretudo pela volta de Donald Trump à Casa Branca, nos Estados Unidos.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/haddad-pede-empenho-coletivo-para-recuperar-superavit-primario">Fonte: Clique aqui</a></p>


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