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Governo de SP adia implementação de escolas cívico-militares para 2026

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O governo de São Paulo decidiu estender até o ano que vem a consulta pública sobre as escolas cívico-militares&comma; adiando o plano original de implementar 45 unidades ainda em 2025&period; Pelo novo cronograma&comma; as escolas deverão começar a funcionar em 2026&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na última terça-feira &lpar;26&rpar;&comma; o ministro Gilmar Mendes&comma; do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; derrubou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que impedia a implantação de escolas cívico-militares no estado&period; A decisão foi resposta a um pedido do governador Tarcísio de Freitas peticionada e encaminhada ao ministro na segunda &lpar;25&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A decisão cassou a liminar do desembargador Luiz Antonio Figueiredo Gonçalves que havia suspendido o modelo em agosto&period; A decisão de Mendes&comma; entretanto&comma; não diz respeito à constitucionalidade da lei que institui o modelo das escolas cívico-militares e será analisada pelo plenário da Corte&period; <&sol;p>&NewLine;<h2>Histórico<&sol;h2>&NewLine;<p>As escolas cívico-militares ganharam mais visibilidade e força durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro&period; Em meados de julho de 2023&comma; o governo de Luiz Inácio Lula da Silva revogou o Decreto nº 10&period;004&sol;2019&comma; que instituiu o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares&period; Contudo&comma; o programa foi recuperado no Congresso Nacional pelo deputado federal Capitão Alberto Neto &lpar;PL-AM&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O projeto que institui o modelo no território paulista foi aprovado por 54 votos a favor e 21 contra&comma; na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo &lpar;Alesp&rpar;&comma; em maio&period; No dia da sessão&comma; estudantes secundaristas protestaram contra a medida e foram agredidos pela Polícia Militar&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em outubro deste ano&comma; o STF realizou uma audiência pública para debater o assunto&comma; dando espaço para que professores&comma; especialistas da área de educação&comma; juristas&comma; parlamentares&comma; autoridades e representantes de órgãos públicos e de entidades da sociedade civil apresentassem argumentos contra e a favor do projeto&period; <&sol;p>&NewLine;<h2>Especialistas<&sol;h2>&NewLine;<p>O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação&comma; Daniel Cara&comma; lembra que a questão da constitucionalidade dessas escolas ainda será pautada no plenário do STF&period; &&num;8220&semi;Mas o que ocorre é que&comma; quanto mais se demora para se decidir sobre esse tema&comma; mais temos uma situação-limite&comma; porque muitas escolas vão sendo militarizadas&period; A gente já passa de 1 mil escolas e essa militarização provoca um efeito completamente danoso&comma; pois as escolas vão sendo organizadas com base em uma gestão militarizada e é muito difícil retroceder&comma; se esse volume continuar crescendo no Brasil&period; É uma matéria que o STF tem adiado e&comma; em relação a ela&comma; precisa ser mais célere&&num;8221&semi;&comma; opina&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A avaliação da coordenadora do Instituto Cultiva&comma; Micaela Gluz&comma; é a de que o projeto representa um risco à educação e até mesmo à gratuidade no ensino básico&period; Ela cita dois fatores que explicam isso&colon; estudos feitos em escolas dos Estados Unidos demonstraram que manter agentes de segurança nas instituições resultou em evasão escolar&comma; insegurança e aumento da violência&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;E&comma; principalmente&comma; em meninas e mulheres&period; Com as estudantes&comma; a violência de gênero aumentou&period; Relatou-se muito assédio&comma; abuso sexual&comma; assédio sexual&comma; abuso de gênero dos policiais contra as meninas&&num;8221&semi;&comma; emenda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Bárbara Lopes&comma; coordenadora do projeto Gênero e Educação da Ação Educativa&comma; afirma que o governo estadual tem tocado o projeto de modo acelerado&period; &&num;8220&semi;O processo de consulta se iniciou durante o recesso escolar e com outras características&comma; no nosso entender&comma; violam a gestão democrática das escolas&&num;8221&semi;&comma; pontua&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;educacao&sol;noticia&sol;2024-11&sol;governo-de-sp-adia-para-2026-implementacao-de-escolas-civico-militares">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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