Categories: Economia

Governo Central têm déficit primário de R$ 40,621 bilhões em maio

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Em um mês tradicionalmente de déficit&comma; as contas públicas surpreenderam em maio&period; As contas do Governo Central &lpar;Tesouro Nacional&comma; Previdência Social e Banco Central&rpar; registraram déficit primário de R&dollar; 40&comma;621 bilhões&period; Descontada a inflação&comma; o resultado negativo é 36&comma;2&percnt; menor que o do mesmo mês do ano passado&comma; quando registrou déficit de R&dollar; 60&comma;408 bilhões&period;<&sol;p>&NewLine;<p>É o quarto maior déficit para meses de maio&comma; só perdendo para 2024&comma; 2023 e 2020&period; Apesar do resultado&comma; o valor veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a pesquisa Prisma Fiscal&comma; divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda&comma; os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R&dollar; 62&comma;2 bilhões em maio&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Apesar do resultado negativo de maio&comma; as contas públicas continuam no positivo no acumulado do ano&period;<&sol;strong> Nos cinco primeiros meses deste ano&comma; o Governo Central registra superávit primário de R&dollar; 32&comma;198 bilhões&comma; o melhor resultado para o mesmo período desde 2022&period; Nos mesmos meses do ano passado&comma; havia déficit de R&dollar; 28&comma;652 bilhões&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos&comma; desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública&period; A Lei de Diretrizes Orçamentárias &lpar;LDO&rpar; deste ano e o novo arcabouço fiscal estabelecem meta de déficit primário zero&comma; com margem de tolerância de 0&comma;25 ponto percentual do Produto Interno Bruto &lpar;PIB&comma; soma dos bens e serviços produzidos no país&rpar; para cima ou para baixo&comma; para o Governo Central&period; No limite inferior da meta&comma; isso equivale a déficit de até R&dollar; 31 bilhões&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Precatórios<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Apesar do superávit acumulado no ano&comma; está previsto o pagamento de R&dollar; 70 bilhões em precatórios&comma; as dívidas com sentenças judiciais definitivas&comma; em julho&period;<&sol;strong> Em 2024&comma; o governo antecipou o pagamento de precatórios para fevereiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas&comma; divulgado no fim de maio&comma; o Orçamento de 2025 prevê déficit primário de R&dollar; 97 bilhões&period; Ao considerar apenas os gastos dentro do arcabouço&comma; há previsão de déficit primário de R&dollar; 31 bilhões&comma; no limite inferior da meta&period; O marco fiscal exclui R&dollar; 45&comma;3 bilhões de precatórios&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Receitas<&sol;h2>&NewLine;<p>Na comparação com maio do ano passado&comma; as receitas subiram e as despesas caíram&period; No mês passado&comma; as receitas líquidas subiram 10&comma;2&percnt; em valores nominais&period; Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo &lpar;IPCA&rpar;&comma; a alta chega a 4&comma;7&percnt;&period; Sem os gastos com a enchente no Rio Grande do Sul&comma; que não se repetiram neste ano&comma; as despesas totais caíram 2&comma;7&percnt; em valores nominais e 7&comma;6&percnt; após descontar a inflação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A arrecadação federal recorde em maio ajudou a segurar o déficit primário&period; Se considerar apenas as receitas administradas&comma; relativas ao pagamento de tributos&comma; houve alta de 4&comma;7&percnt; em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado&comma; já descontada a inflação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As receitas não administradas pela Receita Federal&comma; no entanto&comma; caíram 2&comma;4&percnt;&comma; descontada a inflação na mesma comparação&period; Os principais fatores de baixa foram os pagamentos de dividendos de estatais&comma; que recuaram 27&comma;5&percnt;&comma; e a queda de 3&comma;7&percnt; nas receitas de concessões&comma; também descontada a inflação&period; A alta de 11&comma;9&percnt; nos royalties de petróleo&comma; decorrente da desvalorização cambial nos últimos 12 meses&comma; ajudou a segurar a queda&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Despesas<&sol;h2>&NewLine;<p>Ao desconsiderar os gastos em razão das chuvas no Rio Grande do Sul&comma; o principal fator de alta nas despesas do governo foram os gastos com o funcionalismo&comma; que subiram 10&comma;4&percnt; acima da inflação em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado&period; O aumento desses gastos ocorreu por causa da entrada em vigor do reajuste para os servidores públicos&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Os gastos com a Previdência Social caíram 3&comma;4&percnt; descontada a inflação em maio em relação ao mesmo mês do ano passado&period;<&sol;strong> Isso se deve à antecipação de aposentadorias e pensões para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul&comma; o que não ocorreu em maio deste ano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por causa do aumento do número de beneficiários e da política de valorização do salário mínimo&comma; os gastos com o Benefício de Prestação Continuada &lpar;BPC&rpar; subiram 6&comma;6&percnt; acima da inflação&comma; mas o aumento poderia ser maior não fossem as antecipações para o Rio Grande do Sul no ano passado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As despesas obrigatórias com controle de fluxo&comma; que englobam os programas sociais&comma; recuaram 7&comma;3&percnt; em maio&comma; descontada a inflação na comparação com o mesmo mês do ano passado&comma; também por causa do Rio Grande do Sul&period; <&sol;p>&NewLine;<p>As despesas com saúde caíram R&dollar; 1&comma;7 bilhão&period; Os gastos com o Bolsa Família&comma; que passam por uma revisão constante de cadastro&comma; caíram R&dollar; 1&comma;1 bilhão&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Investimentos<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Quanto aos investimentos em obras públicas e compra de equipamentos&comma; o total nos cinco primeiros meses do ano somou R&dollar; 22&comma;393 bilhões&period;<&sol;strong> O valor representa queda de 16&comma;9&percnt; descontado o IPCA em relação ao mesmo período de 2024&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Nos últimos meses&comma; essa despesa tem alternado momentos de crescimento e de queda descontada a inflação&period; O Tesouro atribui a volatilidade ao ritmo variável no fluxo de obras públicas&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2025-06&sol;governo-central-tem-deficit-primario-de-r-40621-bilhoes-em-maio">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

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