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<p>Documento do Ministério de Minas e Energia propõe industrialização para inserir país nas cadeias globais de transição energética</p>
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<p data-start="659" data-end="1012">O MME (Ministério de Minas e Energia) apresentou nesta 6ª feira (19.jun.2026) um estudo inédito para subsidiar a elaboração da Estratégia Nacional de Terras-Raras. O documento deve orientar decisões do governo federal sobre o aproveitamento econômico e a neoindustrialização associados a esses minerais críticos. Eis a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://static.poder360.com.br/uploads/2026/06/CEBRIRelatrioFinalverso08.06-1.pdf">íntegra</a> do estudo (PDF – 10,5 MB).</p>
<p data-start="1014" data-end="1335">O trabalho foi conduzido pelo ministério em parceria com o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.iadb.org/pt-br">BID</a> (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e elaborado pelo <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://cebri.org/">Cebri</a> (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). O relatório traz um diagnóstico da cadeia produtiva e sugere diretrizes para que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de matéria-prima.</p>
<p data-start="1337" data-end="1541">Para o ministro de Minas e Energia, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/mme/pt-br/composicao/gabinete-do-ministro/alexandre-silveira"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Alexandre Silveira</span></span></a>, o cenário geopolítico atual exige visão estratégica e capacidade de transformar a disponibilidade de recursos em desenvolvimento.</p>
<p data-start="1543" data-end="1759"><em>“O Brasil reúne todas as condições para ocupar posição de protagonismo na nova economia global. Temos recursos naturais, energia limpa, instituições sólidas e capacidade de diálogo com diferentes parceiros”</em>, afirmou.</p>
<p data-start="1761" data-end="1934">Segundo o ministro, o compromisso é converter essas vantagens em inovação e empregos para preservar a soberania nacional e apoiar parceiros alinhados aos interesses do país.</p>
<h2 data-start="1936" data-end="1960"><strong data-start="1936" data-end="1960">POTENCIAL E GARGALOS</strong></h2>
<p data-start="1962" data-end="2327">As terras-raras compreendem um grupo de 17 elementos químicos indispensáveis para tecnologias digitais e para a indústria de defesa. O foco econômico atual recai sobre 4 deles: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Eles compõem a base dos ímãs permanentes de alto desempenho, peças essenciais para motores de veículos elétricos e geradores de turbinas eólicas.</p>
<p data-start="2329" data-end="2628">O documento indica que o Brasil detém a 2ª maior reserva do mundo, com 21 milhões de toneladas. O país concentra 23,1% dos recursos globais e fica atrás apenas da <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">China</span></span>. Apesar da abundância geológica, a indústria nacional enfrenta limitações de capacidade produtiva.</p>
<p data-start="2630" data-end="2956">A cadeia de produção do setor é dividida em 3 etapas: mineração (upstream), separação e refino (midstream) e manufatura de componentes (downstream). O Brasil é competitivo na mineração, impulsionado por depósitos de argilas iônicas em Estados como <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Goiás</span></span> e <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Minas Gerais</span></span>.</p>
<p data-start="2958" data-end="3095">Porém, o país tem capacidade quase nula na fase de processamento químico, etapa tecnologicamente complexa dominada por empresas chinesas.</p>
<p data-start="3097" data-end="3315">A dependência externa no elo intermediário é apontada como a principal fragilidade nacional. O Cebri afirma que a vantagem geológica, por si só, não garante posicionamento estratégico nas cadeias globais de suprimento.</p>
<h2 data-start="3317" data-end="3340"><strong data-start="3317" data-end="3340">EIXOS DA ESTRATÉGIA</strong></h2>
<p data-start="3342" data-end="3445">Para reverter essa defasagem, o estudo propõe uma transição seletiva e coordenada, dividida em 3 fases.</p>
<p data-start="3447" data-end="3624">No <strong>curto prazo</strong>, a prioridade é organizar a mineração competitiva, aprofundar o conhecimento geológico e estruturar instrumentos financeiros para reduzir riscos aos investidores.</p>
<p data-start="3626" data-end="3821">No <strong>médio prazo</strong>, o objetivo é ampliar a capacidade nacional de separação e refino, com a criação de polos regionais integrados a setores consumidores, como mobilidade elétrica e energia renovável.</p>
<p data-start="3823" data-end="4024">No <strong>longo prazo</strong>, a meta é consolidar uma indústria integrada, capaz de realizar desde a extração mineral até a fabricação de componentes avançados e magnetos, além da criação de programas de reciclagem.</p>
<p data-start="4026" data-end="4261">O relatório também alerta para a necessidade de maior previsibilidade regulatória. O licenciamento de projetos de terras-raras é frequentemente impactado pela presença de radioatividade natural (minerais classificados pela sigla NORM).</p>
<p data-start="4263" data-end="4512">A sobreposição de competências entre órgãos ambientais, minerais e nucleares eleva o custo de capital e atrasa investimentos. A harmonização das regras entre a União e os Estados é apontada como condição estrutural para o avanço da cadeia produtiva.</p>
<p data-start="4514" data-end="4765">A adoção de incentivos tributários e a ampliação da oferta de crédito também são citadas como medidas necessárias para viabilizar refinarias. Atualmente, os projetos em estágio mais avançado no Brasil somam R$ 13,2 bilhões em investimentos anunciados.</p>
<p data-start="4767" data-end="4959">Caso o país amplie essas iniciativas, há potencial para adicionar 38.700 toneladas de óxidos de terras-raras ao mercado mundial, volume equivalente a 10% da produção global estimada para 2025.</p>
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		</script></p>
<p><a href="https://www.poder360.com.br/poder-governo/governo-apresenta-estudo-para-guiar-estrategia-nacional-de-terras-raras/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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