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<p><strong>As empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio terão mais facilidade para aderir ao Plano Brasil Soberano. O governo federal reduziu de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido para que empresas possam pedir linhas de crédito do programa.</strong></p>
<p>A mudança foi oficializada nesta quarta-feira (3) por meio de<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-interministerial-mdic/mf-n-173-de-15-de-maio-de-2026-710145786" target="_blank"> portaria conjunta</a> dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).<strong> As novas regras passam a valer a partir da próxima segunda-feira (8).</strong></p>
<p>Com a medida, empresas exportadoras e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio poderão acessar os financiamentos mesmo com perdas menores de receita.</p>
<h2>Quem será atendido</h2>
<p>A ampliação beneficia dos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano:</p>
<ul>
<li>Exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos (grupo 1);</li>
<li>Exportadores industriais e fornecedores com operações em países do Oriente Médio impactados pelos conflitos na região (grupo 3).</li>
</ul>
<p>Para ter acesso ao crédito, <strong>as empresas desses grupos precisarão comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência. Antes, o limite mínimo exigido era de 5%.</strong></p>
<p>No caso do grupo 1, as perdas no faturamento deverão ser comparadas com os 12 meses de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para o grupo 3, a apuração deve ser comparada com os 12 meses de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025.</p>
<p>Entre os setores contemplados pelo primeiro grupo estão:</p>
<ul>
<li>Aço;</li>
<li>Cobre;</li>
<li>Alumínio;</li>
<li>Automotivo;</li>
<li>Moveleiro.</li>
</ul>
<h2>Proteção econômica</h2>
<p>Em nota, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que <strong>a medida busca proteger empresas e empregos diante das instabilidades internacionais. </strong>Na mesma nota, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou que<strong> a ampliação atende a uma demanda de exportadores que vinham sendo afetados mesmo sem atingir o antigo limite de 5% de perda no faturamento.</strong></p>
<p>De acordo com o banco:</p>
<ul>
<li>R$ 6,7 bilhões foram pedidos em crédito;</li>
<li>R$ 1,6 bilhão recebeu aprovação.</li>
</ul>
<h2>Grupo mantido</h2>
<p>A portaria não altera as regras do terceiro grupo do programa, formado por setores considerados estratégicos para a economia brasileira.</p>
<p>Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Têxtil;</li>
<li>Químico;</li>
<li>Farmacêutico;</li>
<li>Automotivo;</li>
<li>Máquinas e equipamentos;</li>
<li>Eletrônicos e informática;</li>
<li>Borracha e plástico;</li>
<li>Equipamentos de transporte;</li>
<li>Minerais críticos.</li>
</ul>
<h2>Como pedir o crédito</h2>
<p>As empresas dos grupos 1 e 3s poderão consultar a elegibilidade a partir desta quinta-feira (4), por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital.</p>
<p>Já as empresas do segundo grupo devem verificar se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) está entre os contemplados pela regulamentação.</p>
<h2>Linhas disponíveis</h2>
<p>O Plano Brasil Soberano oferece financiamento para:</p>
<ul>
<li>Capital de giro;</li>
<li>Produção destinada à exportação;</li>
<li>Aquisição de máquinas e equipamentos;</li>
<li>Ampliação da capacidade produtiva;</li>
<li>Inovação tecnológica;</li>
<li>Adaptação de produtos, serviços e processos.</li>
</ul>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/governo-amplia-acesso-ao-plano-brasil-soberano">Fonte: Clique aqui</a></p>


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