O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta última segunda-feira (8) a adoção de um modelo mais rígido de combate ao crime no Brasil, inspirado nas medidas do presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Nuevas Ideas). A declaração foi feita durante participação no evento Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleições, promovido pelo Grupo Voto, em São Paulo.
Segundo Flávio, o país precisa adotar uma legislação mais dura contra crimes violentos e ampliar a estrutura prisional como forma de enfrentar a criminalidade organizada. Ele afirmou que práticas atuais favorecem a reincidência e a sensação de impunidade.
“Então a gente tem obrigação de tratar esses marginais violentos com uma legislação mais dura, sim. Esse foi um ponto que eu vi em El Salvador”, disse o senador, ao defender mudanças no sistema penal brasileiro.
O chamado “modelo Bukele” é conhecido pela forte repressão ao crime organizado em El Salvador, especialmente contra gangues, com destaque para o estado de exceção prolongado e o aumento significativo da capacidade prisional. Segundo dados oficiais do governo salvadorenho, o país registrou queda expressiva nos índices de homicídio desde 2019, ano em que Bukele assumiu a presidência.
Um dos símbolos dessa política é o Cecot, Centro de Confinamento do Terrorismo, inaugurado em 2023 e apresentado como uma das maiores prisões de segurança máxima da América Latina, frequentemente citado por apoiadores como exemplo de endurecimento penal.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro também afirmou que o Brasil precisa enfrentar a percepção de impunidade no sistema judicial. Ele defendeu que a resposta do Estado deve incluir a construção de novos presídios e maior rigor nas punições.
“Qual é a conta que eles fazem? Se eu roubar um celular aqui, qual o risco de eu ser preso? Nenhum. Se eu for preso, vou para audiência de custódia e sou liberado. Então para isso a gente precisa de construir mais presídios”, declarou.
O evento reuniu lideranças políticas e empresariais, com foco em debates sobre o cenário eleitoral de 2026 e a participação feminina na política e na economia. Também estiveram presentes nomes ligados ao meio político e empresarial, como representantes do setor de saúde, educação e gestão pública.

COMMENTS