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Com programação gratuita, Sussuarana receberá o Festival Afrocria, encontro de cultura, empreendedorismo e valorização da população negra, no dia 29 de agosto. O evento ocorre no Colégio Estadual Ruth Pacheco, em Nova Sussuarana, em Salvador, das 10h às 22h. O festival reúne atividades de formação, feira de empreendedorismo e atrações culturais, conectando diferentes iniciativas e territórios.
A feira de empreendedorismo, logo no início da manhã, será um dos espaços de destaque do evento, reunindo empreendedoras de Sussuarana e valorizando iniciativas do próprio território. A proposta é ampliar a visibilidade dos negócios locais, estimular a circulação de renda e aproximar o público de produtos, serviços e experiências produzidos pela comunidade. Além da feira, haverá intervenções artísticas com grupos de teatro, capoeira, poesia, música, dança e a apresentação do documentário “Sussuarana: Território, corpo e memória”.
As atividades de formação reunirão, das 18h às 19h30, convidados com diferentes trajetórias nos campos da cultura, juventude, direitos humanos, empreendedorismo e transformação social. Participam da programação MV Bill, Preta Drika, Onã Rudá e Laís Santana Pinho, que compartilharão experiências e reflexões relacionadas a temas como identidade, juventude, equidade racial, participação social, oportunidades e trabalho.
Em seguida, a programação cultural do Afrocria leva o protagonismo de artistas e fazedores de cultura, com shows que celebram a diversidade de expressões musicais presentes nas periferias. Entre as atrações está a banda feminina Samba Ohana, que levará ao público uma apresentação inspirada no samba raiz e de terreiro, incorporando também referências da MPB, do rock, do pop e do axé. A programação busca criar um ambiente de encontro, celebração e intercâmbio cultural, aproximando artistas de diferentes territórios.
O festival representa uma etapa prática do processo de formação e mobilização desenvolvido pelo EGbÉ. Ao reunir jovens no centro da produção, o projeto aproxima educação, cultura, trabalho e geração de oportunidades, permitindo que estudantes e profissionais do território ocupem não apenas o lugar de público, mas também os espaços de criação, produção e protagonismo.
A programação é desenvolvida pelo projeto EGbÉ, que capacitou 105 educandos para atuação na economia criativa em áreas como estética afro e produção cultural, fotografia e audiovisual, percussão e produção musical. A iniciativa também implantou um estúdio de podcast e videocast, ampliando as possibilidades de produção de conteúdo e comunicação no território. Durante o Afrocria, os participantes colocarão em prática conhecimentos adquiridos, atuando em diferentes etapas da realização do evento, do planejamento e organização à comunicação, ao registro audiovisual e à execução da programação artística.
Promovido pelo projeto EGbÉ – Arte, Tecnologia e Trabalho Decente, o Festival Afrocria é realizado pelo CEDHU (Centro de Direitos Humanos Franco Pellegrini), com financiamento do FUNTRAD – Fundo de Promoção do Trabalho Decente.
