Presidente afirmou que Orçamento não comporta plano de longo prazo para ciência e falou em buscar recursos extras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 3ª feira (28.jul.2026), que será necessário criar mecanismos de financiamento “por fora das coisas que nós conhecemos como arcabouço fiscal” para ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Segundo o petista, o Orçamento da União não comporta um plano de longo prazo.
“Dentro do orçamento não cabe. Nós vamos ter que construir o funcionamento disso por fora das coisas que nós conhecemos como arcabouço fiscal. A gente vai ter que pensar aonde arrumar dinheiro extra. […] Eu não vou desrespeitar [o arcabouço fiscal] porque eu sei o preço que ele tem para mim”, declarou Lula.
Durante discurso na 78ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Niterói (RJ), Lula afirmou que o país precisa construir uma proposta de investimento para a ciência com metas para os próximos 10 anos.
Segundo o presidente, o modelo atual de financiamento é insuficiente para garantir os recursos necessários ao setor. Afirmou também que a busca por novas formas de financiamento não significaria desrespeitar o arcabouço fiscal. “O que eu preciso é construir alternativa para criar um programa que a gente possa anunciar ao Brasil”, declarou.
DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO
O presidente disse que a proposta deve estabelecer investimentos de longo prazo em áreas consideradas estratégicas, como saúde, inteligência artificial, indústria e tecnologia.
Lula afirmou que o Brasil precisa aumentar sua capacidade de competir internacionalmente por meio de pesquisa e inovação. Disse que o país não deve disputar espaço com Estados Unidos e China por meio de confronto, mas pelo desenvolvimento tecnológico.
“Eu não quero brigar com a China. Eu não sou louco. Vocês acham que eu quero brigar com os Estados Unidos? Eu não sou louco”, afirmou. Segundo o presidente, o caminho é ampliar a capacidade científica brasileira.

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