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Estados podem aderir a nova renegociação de dívidas até 31 de dezembro

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>A partir desta terça-feira &lpar;15&rpar;&comma; os estados e o Distrito Federal podem aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados &lpar;Propag&rpar;&comma; que prevê descontos em juros e financiamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos&period;  Em troca&comma; os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa &lpar;FEF&rpar;&comma; que distribuirá dinheiro mesmo aos que não tiverem débitos com a União&comma; para investimento em educação&comma; segurança pública&comma; saneamento&comma; habitação&comma; transportes e outras áreas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Administrado pelo Banco do Brasil&comma; o FEF terá 20&percnt; dos recursos partilhados conforme o inverso da dívida estadual &lpar;quem deve menos recebe mais&rpar;&comma; com os 80&percnt; restantes distribuídos conforme os critérios do Fundo de Participação dos Estados &lpar;FPE&rpar;&comma; usado para repartir os recursos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo Ceron&comma; ainda não há estimativas de quanto o FEF arrecadará porque o montante dependerá de quantas unidades da Federação aderirem ao Propag&period; A ideia é que os estados pouco endividados e bons pagadores sejam recompensados com mais investimentos em educação&comma; segurança e infraestrutura&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O Propag também permite que os estados amortizem até 20&percnt; do saldo devedor oferecendo ativos à União&comma; como empresas estatais locais&comma; royalties de petróleo&comma; imóveis&comma; créditos a receber e dívida ativa estadual ou distrital&comma; entre outras&period; Em troca&comma; os estados terão menos contrapartidas em investimentos diretos e poderão reduzir os aportes ao FEF&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Sancionado no início do ano&comma; o Propag foi regulamentado nesta-terça&period; Na ocasião&comma; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou pontos que trariam impacto sobre o resultado primário &lpar;resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Investimentos<&sol;h2>&NewLine;<p>Em entrevista coletiva nessa segunda-feira &lpar;14&rpar;&comma; o secretário do Tesouro Nacional&comma; Rogério Ceron&comma; disse que o Propag permitirá aos estados ampliar o investimento em cerca de R&dollar; 20 bilhões por ano &lpar;em valores atuais&rpar;&period; Assim como no caso da União&comma; esses investimentos não devem impactar o resultado primário dos estados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Pelas regras do programa&comma; explicou Ceron&comma; em troca do valor que os estados poderão investir a mais&comma; serão reduzidos os limites de crédito que os governos estaduais poderão pegar emprestados no sistema financeiro&period; Dessa forma&comma; o impacto final do programa sobre os cofres estaduais será neutralizado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Todos os anos&comma; o Conselho Monetário Nacional &lpar;CMN&rpar; estipula o limite de crédito que os estados e os municípios podem pegar emprestado&period; A redução dos limites de crédito precisa ser aprovada pelo conselho&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Contas da União<&sol;h2>&NewLine;<p>A União&comma; informou Ceron&comma; deixará de receber de R&dollar; 20 bilhões a R&dollar; 25 bilhões por ano &lpar;em valores atuais&rpar; em juros da dívida dos estados&period; O secretário&comma; no entanto&comma; esclareceu que o impacto sobre os cofres federais não afetará o resultado primário&comma; resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública e usado para apurar o cumprimento das metas fiscais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo Ceron&comma; o dinheiro que o governo federal não receber afetará operações financeiras que impactam a dívida pública líquida &lpar;diferença entre o que a União deve e tem a receber&rpar;&comma; sem ser contabilizado no resultado primário da União&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Apenas em alguns casos&comma; em que estados oferecerem à União participação em ações de estatais locais para amortizar a dívida&comma; haverá um impacto residual sobre o resultado primário&period; Isso porque o governo federal herdará lucros e prejuízos dessas empresas&comma; aumentando ou reduzindo o déficit&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em janeiro&comma; o Tesouro tinha informado que o Propag aumentaria a dívida pública federal em até R&dollar; 105&comma;9 bilhões de 2025 a 2029 no pior cenário&comma; em que os estados não oferecerem ativos à União e não amortizarem os débitos&period; No melhor cenário&comma; a União arrecadará até R&dollar; 5&comma;5 bilhões no mesmo período&comma; caso os estados transfiram R&dollar; 160 bilhões em ativos à União e amortizem a divida nos primeiros cinco anos&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Vetos<&sol;h2>&NewLine;<p>Apesar da insatisfação de diversos governadores&comma; que têm pressionado as bancadas estaduais a votarem pela derrubada dos vetos à lei complementar do Propag&comma; Ceron disse que a equipe econômica não trabalha com essa possibilidade&period; Segundo ele&comma; o projeto de lei foi amplamente negociado entre a União e o Ministério da Fazenda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os governadores do Rio de Janeiro&comma; de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul já fizeram manifestações favoráveis à derrubada dos vetos&period; Um dos pontos de maior polêmica é a retirada da possibilidade de que os estados usem recursos do futuro Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional &lpar;FNDR&rpar; para abater débitos com a União&period; Criado pela reforma tributária&comma; o FNDR combaterá desigualdades regionais&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2025-04&sol;estados-podem-aderir-nova-renegociacao-de-dividas-ate-31-de-dezembro">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

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