<!-- WP QUADS Content Ad Plugin v. 3.0.4 -->
<div class="quads-location quads-ad1" id="quads-ad1" style="float:none;margin:0px;">

</div>
<p></p>
<div>
<p>Governo, oposição, empresários e sindicatos dos trabalhadores discutem no Senado, nesta quarta-feira (1º), a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1845483&;filename=PEC%20221/2019" target="_blank">Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de 6&#215;1</a>, em audiência pública no plenário da Casa. A PEC completou mais de um mês travada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).</p>
<p><strong>Empresários dos setores do comércio, dos transportes e da indústria e senadores da oposição criticaram a PEC, alegando que a proposta eleva custos do trabalho e prejudica a economia.</strong> </p>
<p>Os líderes patronais defendem que a jornada seja definida por negociação direta entre empregados e empregadores, e não por mudança legislativa.</p>
<p><strong>Os representantes de centrais sindicais e do governo federal ponderam que os custos da PEC para economia são pequenos, semelhantes a um aumento de salário mínimo.</strong> </p>
<p>Para os defensores da proposta, os trabalhadores estão exaustos da escala 6&#215;1 e precisam de mais tempo para família, estudos e lazer.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=467846:cheio_8colunas --></p>
<p> <!-- END scald=467846 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=467846-->Ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (D), defende que os ganhos dos últimos 40 anos na economia brasileira sejam repartidos com os trabalhadores &#8211; Foto: <strong>Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=467846--></h6>
</p>
</div>
<p>Além de instituir dois dias de descanso por semana, a PEC reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial. </p>
<p>O presidente da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua, destacou que o desafio não é escolher entre trabalhar “mais ou menos”, mas como o Brasil pode “produzir mais”.</p>
<blockquote>
<p>“O problema não é o trabalhador. O problema é a produtividade da economia. Primeiro, precisamos produzir mais riqueza, depois, distribuí-la. Foi esse o caminho percorrido pelas economias que hoje servem de referência internacional”, argumenta o empresário.</p>
</blockquote>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target="_blank">>;>; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</a></p>
<h2>Exaustão</h2>
<p>O ministro da Secretária-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, avalia que os <strong>custos econômicos da PEC podem ser absorvidos pelas empresas, assim como a economia absorve aumentos reais do salário mínimo</strong>.</p>
<p>“[Estudo do Ipea calculou um impacto] de 7,8%, que é algo proporcional ao aumento real de salário mínimo. Aumentou-se o salário e nenhuma empresa faliu. Nenhuma empresa deixou de operar, não houve desemprego. Ao contrário, nós estamos na menor taxa de desemprego da série histórica no Brasil”, defendeu Boulos.</p>
<p>Estudos sobre o tema têm divergido em relação aos impactos da PEC do fim da 6&#215;1 em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), inflação e nível de emprego.</p>
<p>Segundo o ministro, para além da discussão econômica, a PEC do fim da 6&#215;1 traz benefícios humanos para milhões de trabalhadores.</p>
<blockquote>
<p>“No ano passado, o Brasil bateu o recorde de afastamentos de trabalhadores por burnout, depressão e ansiedade. Isso é resultado da exaustão de trabalhadores”, destacou.</p>
</blockquote>
<p>Em 2025, 4,1 milhões de trabalhadores foram afastados temporariamente por motivos de saúde, aumento de 15% em relação a 2024. Os principais motivos foram dor nas costas e lesões dos discos intervertebrais, como hérnias de disco, além de problemas mentais e depressivos.</p>
<p><strong>Boulos lembrou que as experiências de redução de jornada de trabalho levaram ao aumento da produtividade do trabalho, “por razões que deveriam nos parecer óbvias”.</strong> </p>
<p>“Um trabalhador mais descansado é um trabalhador mais produtivo”, disse.</p>
<h2>Votação</h2>
<p>O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu a PEC apresentada pela oposição. <strong>A proposta mantém a escala 6&#215;1, não reduz a jornada de trabalho e introduz um contrato por hora trabalhada.</strong></p>
<p>“Nós vamos criar situações que vão levar à informalidade? Nós vamos tirar a liberdade das pessoas de fazerem o que querem fazer? Nós vamos tirar a liberdade de as pessoas se entenderem? E como fica a pequena, a micro, a média empresa e os microempreendedores individuais?”, questionou. </p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=467841:cheio_8colunas --></p>
<p> <!-- END scald=467841 --></div>
<p><h6 class="meta">Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defende votação da PEC depois das eleições &#8211; Foto: <strong>Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=467841--></h6>
</p>
</div>
<p><strong>Skaf apelou para que a PEC 6&#215;1 seja votada apenas depois da eleição de outubro.</strong> </p>
<blockquote>
<p>“Podemos debater, mas não em vésperas de eleição, não com motivação eleitoral, não tirando a liberdade dos senadores ou dos deputados de votarem dentro das suas consciências, dentro daquilo que veem como o melhor para o Brasil”, argumentou.</p>
</blockquote>
<p>O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, afirmou que a PEC aumenta os custos dos transportes e pediu uma transição mais longa para redução das jornadas. </p>
<p>“Outra alternativa para absorvermos isso é fazer uma transição com mais tempo, com mais prazo para poder se fazer. Se colocarmos 1 hora por ano, é muito provável que os empresários conseguirão absorver com mais facilidade o aumento de custos”, defendeu.</p>
<p>A PEC aprovada na Câmara prevê 60 dias para acabar com a escala 6&#215;1 e 14 meses para se chegar às 40 horas semanais.</p>
<h2>Tempo para viver</h2>
<p><strong>O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que uma das primeiras greves do Brasil, em 1917, já pedia a jornada de trabalho de 40 horas.</strong></p>
<p>“Todos nós temos o direito de viver. Nós gostamos de trabalhar, sou apaixonado pelo trabalho, mas acho que nós merecemos também viver, estar com a família”, disse Patah.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=467842:cheio_8colunas --></p>
<p> <!-- END scald=467842 --></div>
<p><h6 class="meta">Audiência pública no Senado para debater o fim da escala 6&#215;1 &#8211; Foto: <strong>Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=467842--></h6>
</p>
</div>
<p>A liderança sindical chamou a atenção para o tempo que o trabalhador passa dentro do transporte para ir e voltar do serviço. </p>
<blockquote>
<p>“Nós não podemos ter um país onde poucas pessoas têm privilégios extraordinários e milhões de pessoas estão exauridas”, alertou.</p>
</blockquote>
<p>O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, defendeu que os ganhos dos últimos 40 anos na economia brasileira sejam repartidos com os trabalhadores.</p>
<p><strong>“Muito dinheiro na mão de poucos é miséria e desigualdade. Pouco dinheiro na mão de muitos é desenvolvimento, é consumo, é uma economia mais dinâmica, são trabalhadores gerando negócios e oportunidades para que inclusive o capital possa se fortalecer”, argumentou.</strong></p>
<p>O ministro citou o projeto de lei enviado pelo Executivo à Câmara, com aumento do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e a autorização para contratar dois trabalhadores, considerando como uma medida para aliviar os pequenos negócios em meio a redução da jornada de trabalho. </p>
<p><strong>Confira mais informações sobre a sessão no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil</strong></p>
<p><amp-youtube data-videoid="cbzILmQvrGw" layout="responsive" width="1000" height="563"></amp-youtube></p>
<p> <!-- Relacionada --></p>
<p> <!-- Relacionada -->
 </div>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-07/empresarios-atacam-pec-6x1-no-senado-sindicatos-e-governo-defendem">Fonte: Clique aqui</a></p>


Da Redação Um homem de 25 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (1º) após…
Auditorias apontaram falhas em licitações, indícios de direcionamento, restrição à competitividade e pagamentos sem comprovação…
O Bahia se despediu do Brasileirão sub-20 de forma digna, com um triunfo por 3…
Continua após a publicidade Continua após a publicidade Continua após a publicidade O Governo…
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a gasolina deve acompanhar o…
Políticas públicas associadas ao crescente interesse da iniciativa privada têm tirado a sociobioeconomia da invisibilidade…