Categories: Política

ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;2 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p><strong>A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente &lpar;ECA Digital&rpar; <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;planalto&period;gov&period;br&sol;ccivil&lowbar;03&sol;&lowbar;ato2023-2026&sol;2025&sol;lei&sol;L15211&period;htm" target&equals;"&lowbar;blank">n° 15&period;211&sol;2025<&sol;a>&comma; começa a valer no Brasil nesta terça-feira &lpar;17&rpar;&period;<&sol;strong> A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital&comma; como redes sociais&comma; jogos eletrônicos&comma; serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Sancionada em setembro do ano passado&comma; a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente &lpar;ECA&rpar;&comma; de 1990&comma; mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil&comma; para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância&comma; ouvidas pela <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&comma; qualificaram a nova lei como &OpenCurlyDoubleQuote;histórica” e de &OpenCurlyDoubleQuote;vanguarda” para o país&period;  <&sol;p>&NewLine;<p>A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes&comma; Águeda Barreto&comma; que atua na coordenação da organização não governamental &lpar;ONG&rpar; ChildFund Brasil&comma; considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países&comma; como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Nós acompanhamos que esse é um movimento global&comma; mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Lei Felca<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;433741&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;433741 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- <strong>Paulo Pinto&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;433741--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira&comma; conhecido como Felca&comma; publicar um vídeo&comma; em agosto do ano passado&comma; no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso&period; Informalmente&comma; o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A lei 15&period;211&sol;2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil&comma; sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca&comma; a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades&comma; políticos&comma; especialistas&comma; famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei&comma; que já estava madura&comma; para que pudesse ser aprovada rapidamente&period;”<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Impactos<&sol;h2>&NewLine;<p>Dados da pesquisa <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;cetic&period;br&sol;pt&sol;pesquisa&sol;kids-online&sol;indicadores&sol;" target&equals;"&lowbar;blank">TIC Kids Online Brasil 2025<&sol;a>&comma; do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação &lpar;Cetic&period;br&rpar;&comma; mostram que&comma; <strong>em 2025&comma; 92&percnt; das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet&comma; o que representa cerca de 24&comma;5 milhões de pessoas&period; Segundo a pesquisa&comma; 85&percnt; desse público têm perfil em&comma; pelo menos&comma; uma das plataformas investigadas&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Em um recorte mais específico&comma; os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos&comma; 64&percnt; dos usuários têm perfil em rede social&period; Esse percentual sobe para 79&percnt; entre o público de 11 e 12 anos&semi; e para 91&percnt; entre usuários de 13 e 14 anos&period; <strong>Quase todos &lpar;99&percnt;&rpar; os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em&comma; ao menos&comma; uma plataforma&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A partir desta terça-feira&comma; o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias com a do designer instrucional Filipe Adão&comma; pai da Catarina&comma; de 6 anos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica&colon; a do álbum de fotografia e não de uma rede social&period; A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais&comma; Filipe Adão e Karen Lima&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;Ela não utiliza redes sociais&period; Temos um Instagram para registrar memórias dela&period; Ela gosta e se diverte porque&comma; por enquanto&comma; é como um álbum de família para ela&&num;8221&semi;&comma; explicou o pai&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que&comma; embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação&comma; apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;Já era hora de existir uma regulação&comma; principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos&period;&&num;8221&semi;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos&comma; mas com um propósito específico&colon; encurtar distâncias&period; Durante a pandemia de covid-19&comma; o <em>tablet<&sol;em> foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes&period; Hoje&comma; o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça <em>off line<&sol;em>&comma; música e atividades escolares&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;456308&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;456308 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Karen Lima e Filipe Adão administram o perfil da pequena Catarina nas redes sociais &&num;8211&semi; <strong>Karen Lima&sol;Arquivo Pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;456308--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Responsabilidade das famílias<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Com o ECA Digital&comma; a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias&comma; que devem estar mais atentas ao uso da internet&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para que essa supervisão parental seja reforçada&comma; <strong>menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais&comma; caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A pesquisadora do Child Fund Brasil&comma; Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas&comma; o tempo de uso&comma; o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras&comma; por exemplo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A advogada Bianca Mollicone&comma; especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias&comma; enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família&comma; de escolas e dos educadores&colon; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas&period; Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido&period; Se você não está ali como pai e mãe&comma; quem vai impedir&quest;&&num;8221&semi;&comma; questiona Bianca&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Por outro lado&comma; Maria Mello&comma; do Instituto Alana&comma; reconhece que a fiscalização do acesso <em>online<&sol;em> de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias&semi; para Maria&comma; essa é uma conquista da legislação&comma; que reconhece as desigualdades históricas do Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo&comma; únicas cuidadoras&comma; em que falta creche&comma; parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela&comma; ampliar o rol de responsabilidades é fundamental&period;”<&sol;p>&NewLine;<h2>Acompanhamento <&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;456309&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;456309 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Psiquiatra Julianna Passos e os filhos Bernardo e Adam &&num;8211&semi; <strong>Julianna Passos&sol;Arquivo Pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;456309--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno&period; Mãe de Bernardo&comma; de 10 anos&comma; ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o &&num;8220&semi;mundo real&&num;8221&semi; e o diálogo franco&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos&comma; de presente do avô paterno&period; O dispositivo&comma; no entanto&comma; está longe de ser um passaporte livre para a internet&period; O uso é estritamente delimitado&colon; durante a semana&comma; serve apenas para dar &&num;8220&semi;boa noite&&num;8221&semi; ao pai&semi; nos finais de semana&comma; o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Redes sociais&comma; como Instagram ou TikTok&comma; são proibidas&period; &&num;8220&semi;Ele nem tem conta ou acesso&&num;8221&semi;&comma; afirma Julianna&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Mesmo no WhatsApp&comma; a vigilância é constante&comma; com fiscalizações semanais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação&period; O diálogo proporcionou a ele senso crítico&comma; pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição&&num;8221&semi;&comma; explica a mãe psiquiatra&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Essa educação digital já deu frutos&period; O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair&comma; reportando o ocorrido à mãe&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças&comma; além de bloquear sites perigosos e protegê-las do <em>bullying online<&sol;em>&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Autodeclaração <&sol;h2>&NewLine;<p>Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que&comma; com apenas um clique em &&num;8220&semi;tenho &plus;18 anos&&num;8221&semi; permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR &lpar;NIC&period;br&rpar; e especialista em direito digital&comma; Kelli Angelini Neves&comma; mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário&comma; em vez da autodeclaração&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos&period; O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos&period; Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública &lpar;MJSP&rpar; e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados &lpar;ANPD&rpar; devem publicar&comma; ainda neste mês&comma; um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Vulnerabilidade<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;390710&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;390710 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Para a pesquisadora Águeda Barreto&comma; o ECA digital é um arcabouço amplo &&num;8211&semi; <strong>Foto&colon; ONG Child Fund&sol;Divulgação<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;390710--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>No ano passado&comma; o ChildFund publicou a pesquisa <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;childfundbrasil&period;org&period;br&sol;dashboard&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2025&sol;05&sol;Pesquisa-Mapeamento-dos-fatores-de-vulnerabilidade-ChildFund-Final-IV&period;pdf" target&equals;"&lowbar;blank"><em>Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet<&sol;em><&sol;a> que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil&period; O estudo mostrou que 54&percnt; dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual <em>online<&sol;em>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos <em>online<&sol;em> permitem&comma; por exemplo&comma; com conversas virtuais&colon; &OpenCurlyDoubleQuote;O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual&period; É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>O ECA Digital também tem&comma; entre seus objetivos&comma; proteger as crianças desses ataques externos&period; <strong>Nesse contexto&comma; a lei agiliza a remoção obrigatória&comma; em prazo de até 24 horas&comma; de conteúdo de exploração sexual&comma; violência física&comma; uso de drogas&comma; <em>bullying<&sol;em>&comma; <em>cyberbullying<&sol;em>&comma; incentivo ao suicídio ou à automutilação&comma; entre outros&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados &lpar;ANPD&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além disso&comma; a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias&comma; injustas ou enganosas&comma; bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Dados da TIC Kids Online Brasil&comma; mostram que 53&percnt; dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas&period; Na faixa etária de 15 a 17 anos&comma; a exposição a esse tipo de conteúdo é pior&comma; sobe para 63&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Caixas de recompensa<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa&comma; conhecidas como <em>loot boxes<&sol;em>&period; A legislação busca banir esse mecanismo&comma; muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infanto-juvenil&comma; como o Roblox&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais&period; O usuário&comma; no entanto&comma; gasta sem saber exatamente o que vai ganhar&period; O resultado&comma; neste caso&comma; dependeria da sorte&comma; e não da habilidade do jogador&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos&comma; que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras&comma; ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais&period; O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas&period;”<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p><strong>A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Dados<&sol;h2>&NewLine;<p>A partir de agora&comma; lojas virtuais de aplicativos &lpar;Google Play e Apple Store&rpar; e sistemas operacionais devem fornecer um &&num;8220&semi;sinal de idade&&num;8221&semi;&comma; via Interface de Programação de Aplicações &lpar;API&comma; sigla em inglês&rpar;&comma; para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei&comma; sem expor dados desnecessários&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana&comma; Maria Mello&comma; o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital&period; Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos&period;”<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Responsabilidades<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços <em>online<&sol;em> para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p><strong>As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infanto-juvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa&colon; &OpenCurlyDoubleQuote;As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes&comma; com conteúdos que possam ferir os seus direitos&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas&comma; em caso de descumprimento&period; Além das penas previstas no Código Penal&comma; a legislação endurece as penas às empresas infratoras&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>As sanções vão desde advertência&comma; multas que podem chegar a 10&percnt; do faturamento do grupo econômico&comma; passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país&comma; se houver reincidência de irregularidades&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>No caso de empresa estrangeira&comma; a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&ast;Colaborou a repórter da Rádio Nacional Priscilla Mazenotti<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>&gt&semi; Confira aqui os demais pontos do ECA Digital <&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2026-03&sol;eca-digital-comeca-valer-nesta-terca-confira-principais-pontos">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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