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Distribuidoras estão preparadas para o El Niño, diz associação

Abradee afirma que os efeitos do evento climático devem ser mais sentidos a partir de setembro

O setor elétrico tem planos de contingência e protocolos de atuação para mitigar os efeitos do El Niño, afirmou Patricia Audi, presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), ao Poder360.

Segundo a executiva, o cuidado “tem sido redobrado” por causa da expectativa de intensificação do fenômeno, que deve ser mais sentido de setembro a dezembro nas redes de energia elétrica.

O El Niño é uma das fases da ENSO (Oscilação Sul El Niño), fenômeno climático natural associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial. Os episódios costumam acontecer em intervalos de 2 a 7 anos e podem durar de 9 a 12 meses. 

EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS

Patricia declarou que as cidades devem se preparar cada vez mais para enfrentar eventos climáticos extremos, como é o caso do El Niño. A executiva afirmou que parte de um investimento de R$ 260 bilhões no setor, que será distribuído até 2030, tem como objetivo “tornar as redes mais resistentes”.

Segundo Patricia, o montante é para assegurar que, mesmo com o atendimento dos planos emergenciais, medidores inteligentes possam permitir que outras formas de energia cheguem em áreas atingidas, reduzindo o tempo de resposta em blackouts, por exemplo.

Assista a entrevista completa (23min2s):

Patricia tem mais de 30 anos de experiência nos setores público e privado e em organismos internacionais. Antes de assumir a Abradee, era vice-presidente executiva do banco Santander. No setor público, já trabalhou como secretária de Gestão do Ministério do Planejamento e Orçamento e como secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União.

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