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<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bvsms.saude.gov.br/09-6-dia-da-imunizacao/" target="_blank" rel="noopener">Dia Nacional da Imunização</a> (09/06) chama atenção para a importância das vacinas como ferramenta essencial na prevenção de doenças e, consequentemente, na melhoria da saúde pública. A data é uma estratégia para ampliar a conscientização da população sobre os benefícios da vacinação de rotina e os riscos da baixa cobertura vacinal, especialmente em um momento em que o Brasil tenta recuperar os índices ideais após anos de queda.</p>
<p>Segundo análises do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://observatoriosaudepublica.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Observatório da Atenção Primária à Saúde da Umane,</a> a cobertura vacinal no Brasil tem demonstrado uma tendência de queda, com os anos de maior impacto sendo entre 2016 e 2021, atingindo o ponto mais baixo em 2021, com apenas 52,1% de cobertura.</p>
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<p>Em 2023 e 2024, o país registrou um avanço significativo na cobertura vacinal infantil. Segundo o Ministério da Saúde, 15 das 16 vacinas do calendário para crianças tiveram aumento na adesão. Para a Dra. Rebecca Saad, médica infectologista e coordenadora corporativa do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, esses números mostram que os esforços recentes surtiram efeito, mas ainda é preciso manter a vigilância.</p>
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<h5><span style="color: #000080;">“<strong>A imunização de rotina vai muito além da proteção individual. Quando muitas pessoas se vacinam, criamos uma barreira coletiva contra a disseminação de vírus e bactérias, o que impede surtos e epidemias</strong>”</span>, afirma a especialista.</h5>
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<p>Dra. Rebecca ressalta que manter as imunizações em dia é uma atitude de autocuidado e de responsabilidade social. “Ao nos vacinarmos, protegemos também aqueles que não podem ser imunizados, como pessoas com condições imunológicas graves ou recém-nascidos. É um pacto coletivo pela vida que deve ser mantido em todas as fases da existência.”</p>
<p>Entre os principais desafios, destacam-se a desinformação e a falsa ideia de que vacinas são necessárias apenas na infância.</p>
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<h5>“<span style="color: #000080;"><strong>Existe uma percepção equivocada de que o cuidado com a imunização termina na infância. Mas a proteção precisa continuar ao longo da vida adulta e na terceira idade, com vacinas como as da gripe, hepatite, tétano e, mais recentemente, contra a Covid-19 e o HPV</strong></span>”, destaca a médica.</h5>
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<p>De acordo com a profissional, a pandemia de Covid-19 também impactou a percepção da população sobre a vacinação. “Embora tenhamos vivenciado um movimento positivo de adesão às vacinas durante a pandemia, ainda enfrentamos os efeitos de uma polarização em torno da ciência que persiste até hoje”, pontua.</p>
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<p>Negligenciar o calendário vacinal pode trazer consequências graves. Além do risco individual de contrair doenças evitáveis, existe a possibilidade de surtos que colocam em risco a vida de milhares de pessoas. “<strong>A queda nas coberturas vacinais pode reabrir as portas para doenças que já havíamos superado. É essencial que a população compreenda que o controle de enfermidades depende da manutenção constante da imunidade coletiva</strong>”, reforça.</p>
<p>Com os avanços da ciência, o futuro da imunização é promissor. Tecnologias como vacinas de RNA mensageiro e imunizantes contra doenças emergentes estão em desenvolvimento.</p>
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<h5>“<span style="color: #000080;"><strong>Estamos entrando em uma nova era da imunização, com ferramentas mais modernas e eficientes. Mas nenhuma tecnologia será suficiente se não houver confiança da população. Informação clara, acesso facilitado e campanhas educativas são fundamentais para recuperar e manter altas coberturas vacinais</strong></span>”, finaliza a infectologista.</h5>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/dia-nacional-da-imunizacao-e-a-importancia-da-prevencao/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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