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<p class="wp-block-paragraph">Dor de garganta, febre, dificuldade para respirar e uma infecção capaz de levar à internação e até à morte. Há algumas décadas, esse era um cenário conhecido por muitas famílias brasileiras. Hoje, a maioria das pessoas nunca viu um caso de difteria de perto — e isso não aconteceu por acaso.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A doença, causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, tornou-se rara no Brasil graças ao avanço da vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização é a forma mais eficaz de prevenção e foi responsável por reduzir drasticamente a circulação da doença no país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de pouco lembrada atualmente, a difteria continua existindo e pode atingir pessoas de qualquer idade que não estejam protegidas pela vacina. A transmissão ocorre principalmente por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com secreções de pessoas infectadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas iniciais podem se parecer com os de outras infecções respiratórias, mas a doença pode evoluir para quadros graves. Um dos sinais mais característicos é o surgimento de placas esbranquiçadas ou acinzentadas na garganta, que podem dificultar a respiração. Em situações mais graves, a bactéria pode afetar órgãos como coração, rins e sistema nervoso.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O que muitos brasileiros talvez não saibam é que o desaparecimento da difteria da rotina dos hospitais é justamente uma das maiores provas do sucesso das vacinas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando as coberturas vacinais permanecem elevadas, a circulação da bactéria diminui e a população fica protegida. Por isso, especialistas em saúde pública consideram a vacinação não apenas uma proteção individual, mas uma barreira coletiva capaz de impedir o retorno de doenças que já estavam sob controle.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, autoridades sanitárias em todo o mundo têm manifestado preocupação com a queda da cobertura vacinal e o crescimento da desinformação sobre imunizantes. Informações falsas compartilhadas nas redes sociais podem levar pessoas a abandonar esquemas vacinais importantes, aumentando o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A história da difteria é um exemplo claro desse desafio. Quanto menos a doença aparece, mais as pessoas tendem a esquecer o risco que ela representa. E quanto mais a vacinação diminui, maiores são as chances de surgirem novos casos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a recomendação dos profissionais de saúde continua sendo simples: verificar a caderneta de vacinação e procurar a unidade de saúde mais próxima em caso de dúvidas. Crianças, adolescentes e adultos precisam manter o esquema vacinal atualizado para garantir proteção ao longo da vida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que a prevenção está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. E é justamente graças a ela que milhões de brasileiros cresceram sem precisar conviver com uma doença que, no passado, causava preocupação em famílias de todo o país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma vacina no braço, a imunização representa uma conquista coletiva da saúde pública — uma proteção silenciosa que, muitas vezes, só é percebida quando deixa de existir.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ascom da Suvisa</p>
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