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<p>Na semana em que a dança ganha destaque, em razão do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2022-04/dia-internacional-da-danca-data-foi-instituida-ha-40-anos" target="_blank" rel="noopener">Dia Internacional da Dança</a>, celebrado em 29 de abril, um projeto gratuito com aulas de dança voltadas para mulheres tem chamado atenção em <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://diasdavila.ba.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Dias D’Ávila</a>, na Bahia.</p>
<p>A iniciativa segue em expansão, com novas modalidades previstas, duas turmas ativas e lista de espera, o que evidencia a alta procura. As aulas foram planejadas para se adaptar à rotina feminina, com encontros às 8h, após levar os filhos à escola, e às 18h, no retorno do trabalho, facilitando a adesão e o acesso ao cuidado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mais do que exercício, a proposta se consolida como um espaço de cuidado. Ao unir movimento e convivência, o projeto tem ajudado mulheres a lidar com desafios emocionais e a resgatar a relação com o próprio corpo.</strong></p>
<h4><strong>Da experiência pessoal ao cuidado coletivo</strong></h4>
<p>A trajetória da professora Leina Alves está diretamente ligada à proposta. Aos 43 anos, ela carrega uma vivência marcada pela superação.</p>
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<h5>“<strong>Danço desde os meus 15 anos e hoje com 43 vi uma grande evolução em mim. E não falo de técnica ou de teoria, mas a saúde física e mental, de vivência, pois a dança me resgatou de um processo depressivo em estágio avançado. Onde vi o meu corpo mudar bruscamente sem entender o que estava acontecendo e fui trazida de volta. Sou a prova viva do que a dança pode fazer.</strong>”</h5>
</blockquote>
<p>A experiência pessoal motivou o aprofundamento profissional. Bacharel em Educação Física, Leina se especializou em Anatomia Feminina e passou a estudar Psicanálise. Assim, passou a integrar conhecimento técnico e sensibilidade no trabalho.</p>
<h4><strong>Movimento, mente e acolhimento</strong></h4>
<p>Segundo a psicóloga Graciela Freitas, que também participa do projeto, os efeitos vão além do físico.</p>
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<p>“<strong>A dança é uma ferramenta terapêutica poderosa, que integra mente e corpo e promove autoconhecimento a partir das sensações físicas que se transformam em consciência emocional. O movimento amplia a consciência corporal e permite a liberação de sentimentos que muitas vezes não conseguimos verbalizar</strong>.”</p>
</blockquote>
<p>Além disso, o ambiente coletivo fortalece o cuidado emocional. “<strong>Ambientes como esse são seguros, sem julgamentos, e permitem troca entre mulheres. É um momento ‘só seu’, algo raro na rotina de quem vive múltiplos papéis. A dança nos convida a habitar o próprio corpo com mais cuidado, respeito e acolhimento</strong>”, afirma Graciela.</p>
<figure id="attachment_8973" aria-describedby="caption-attachment-8973" style="width: 244px" class="wp-caption aligncenter"><figcaption id="caption-attachment-8973" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<h4><strong>Rotina transformada</strong></h4>
<p>Na prática, os efeitos já são percebidos pelas mulheres que participam ativamente das aulas. Marta Janaína, de 54 anos, mãe de três filhos e professora da educação infantil, resume a mudança.</p>
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<p>“<strong>Me sinto mais leve. Está sendo muito importante para mim, porque faz bem para a saúde mental, física e social. A cada aula, volto para casa com mais leveza no corpo. No início não foi fácil, mas hoje já sinto falta quando não tem. Tô amando”, comenta Marta.</strong></p>
</blockquote>
<h4><strong>Projeto amplia acesso ao cuidado</strong></h4>
<p>O coordenador do projeto, Fábio Castro, explica que a iniciativa integra o programa Virando o Jogo, desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer (SEMEL) e da Secretaria de Educação e Cultura (SEDUC). Inicialmente voltado para crianças e adolescentes, o projeto foi ampliado após demanda da comunidade.</p>
<p>“<strong>Os pais e responsáveis começaram a perguntar sobre atividades para adultos. A partir disso, ampliamos o programa para homens e mulheres a partir dos 18 anos. Hoje, temos atividades como boxe, tênis e, mais recentemente, a dança</strong>”, conta Fábio.</p>
<p>Segundo ele, a procura tem crescido, principalmente entre mulheres que buscam um espaço seguro para cuidar da saúde. Muitas chegam por recomendação médica, especialmente por questões de saúde mental. “<strong>Aqui, elas encontram integração, trocam experiências e conseguem se expressar. A atividade física também é uma forma de comunicação e cuidado.”</strong></p>
<figure id="attachment_8970" aria-describedby="caption-attachment-8970" style="width: 225px" class="wp-caption aligncenter"><figcaption id="caption-attachment-8970" class="wp-caption-text">Foto: Arquivo pessoal Marta</figcaption></figure>
<h4><strong>Corpo em movimento, saúde em construção</strong></h4>
<p><strong>O médico cardiologista Vitor Bruno Teixeira de Holanda</strong> reforça que a dança oferece benefícios que vão além do sistema cardiovascular. Segundo ele, a atividade também impacta positivamente a saúde cognitiva e emocional, o que gera efeitos indiretos na saúde do coração. Ele afirma que a prática pode ser adaptada para diferentes perfis, incluindo pessoas com limitações físicas, desde que respeitadas as condições individuais.</p>
<p>Entre os principais efeitos fisiológicos, <strong>o cardiologista destaca o aumento da capacidade respiratória e da aptidão cardiovascular, além da redução do colesterol, do peso corporal e dos níveis de glicose no sangue</strong>. “A atividade também contribui para melhorar a circulação sanguínea e reduzir substâncias prejudiciais ao organismo”, enfatiza o cardiologista.</p>
<p>Segundo a professora, durante as aulas, diferentes ritmos são utilizados, o que mantém o interesse e estimula a participação. Além disso, o ambiente favorece a expressão livre, sem julgamentos.</p>
<p>“<strong>Na saúde comprovadamente, já entendemos que de acordo com os estudos científicos, a dança contribui na reabilitação, fortalecimento muscular, a produção de hormônios que auxiliam no bem-estar e na melhora da saúde mental. Sendo inclusive, instrumento de cura para processos depressivo e no tratamento de atípicos</strong>”, enfatiza Leina.</p>
<p>Para Fábio Castro, a iniciativa amplia o conceito de cuidado. A dança passa a integrar práticas de promoção da saúde.</p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Em Dias D’Ávila, o movimento ganha outro significado. Entre passos e pausas, o corpo encontra linguagem. E, muitas vezes, é nele que começam os recomeços.</strong></h4>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/danca-fortalece-saude-emocional-de-mulheres-em-dias-davila/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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