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<p>A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) representará sozinha a maior contratação de servidores federais efetivos dos últimos dez anos, com 6.640 vagas, quando os aprovados tomarem posse em 21 órgãos públicos federais.</p>
<p>Os dados são do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/servidor/pt-br/observatorio-de-pessoal-govbr/painel-estatistico-de-pessoal" target="_blank">Painel Estatístico de Pessoal</a> (PEP) do Portal do Servidor, que concentra informações de pessoal do poder Executivo federal. Os números excluem as contratações realizadas por universidades federais públicas e institutos federais, que têm lei própria devido aos critérios de autonomia das instituições de ensino.</p>
<p>Além das vagas do concurso unificado, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, em 2023, a realização de concurso público para outros 2.426 cargos efetivos. <strong>Ao todo, 2023 teve no total, somando o CPNU e outros certames. </strong></p>
<p>Em 2024, foram autorizadas mais 2.282 vagas de concursos. Para o segundo semestre deste ano, o MGI planeja realizar a segunda edição do chamado Enem dos Concursos ainda sem edital publicado.</p>
<h2>Contratações</h2>
<p>As novas contratações visam reverter duas tendências: a de queda na contratação de efetivos e a de aumento de servidores temporários na administração pública federal.</p>
<p>O MGI disponibilizou os números anuais de contratações estatutárias e temporárias de servidores da administração direta, autarquias e fundações, com exceção dos institutos federais de ensino superior (Ifes) e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia (Ifets):</p>
<ul>
<li><strong>2014</strong>: 13.659 contratações estatutárias e 2.691 contratações temporárias, com total de 16.350 contratações;</li>
<li><strong>2015</strong>: 6.214 contratações estatutárias e 2.594 contratações temporárias, com total de 8.808 contratações;</li>
<li><strong>2016</strong>: 4.647 contratações estatutárias e 2.196 contratações temporárias, com total de 6.843 contratações;</li>
<li><strong>2017</strong>: 3.744 contratações estatutárias e 4.425 contratações temporárias, com total de 8.169 contratações;</li>
<li><strong>2018</strong>: 2.283 contratações estatutárias e 1.616 contratações temporárias, com total de 3.899 contratações;</li>
<li><strong>2019</strong>: 4.311 contratações estatutárias e 3.000 contratações temporárias, com total de 7.311 contratações;</li>
<li><strong>2020</strong>: 3.197 contratações estatutárias e 1.810 contratações temporárias, com total de 5.007 contratações;</li>
<li><strong>2021</strong>: 1.434 contratações estatutárias e 908 contratações temporárias, com total de 2.342 contratações;</li>
<li><strong>2022</strong>: 7.371 contratações estatutárias e 5.683 contratações temporárias, com total de 13.054 contratações;</li>
<li><strong>2023</strong>: 4.996 contratações estatutárias e 4.908 contratações temporárias, com total de 9.904 contratações;</li>
<li><strong>2024</strong>: 3.575 contratações estatutárias e 4.155 contratações temporárias, com total de 7.730 contratações.</li>
</ul>
<p>Em nota, o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso, rebateu críticas de que o setor público possui um número excessivo de funcionários e reforçou a necessidade de recomposição da força de trabalho da administração pública para continuidade dos serviços públicos. </p>
<blockquote>
<p>“O que está em jogo é a própria continuidade da máquina [pública] e do rol de políticas públicas que dela dependem para serem implementadas, a serviço da população, territórios e mercados”.</p>
</blockquote>
<h2>Aposentadorias</h2>
<p>Entre 2010 e 2023, quase 246 mil servidores do Executivo federal se aposentaram. Além disso, o Ministério da Gestão projeta que aproximadamente 57 mil servidores do Executivo Federal se aposentarão entre 2024 e 2026.</p>
<p>De acordo com o Painel Estatístico de Pessoal (PEP), atualmente, cerca de 66,3 mil servidores federais continuam trabalhando, mesmo tendo condições para se aposentar.</p>
<p>A situação é chamada de abono de permanência, que equivale à contribuição previdenciária ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União. O valor é pago até que o servidor complete 75 anos, idade da aposentadoria compulsória no serviço público, ou quando solicitar o benefício previdenciário.</p>
<p> </p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-04/cnu-representa-maior-contratacao-de-servidor-publico-da-ultima-decada">Fonte: Clique aqui</a></p>


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