Em 2025, a região superou a Sul, líder da renda per capita no país no ano anterior, segundo o IBGE
O Centro-Oeste teve, em 2025, o maior rendimento médio mensal real de todas as fontes do país, com R$ 4.052. A região superou o Sul, que ocupava a 1ª posição em 2024. Os dados são da Pnad Contínua: Rendimento de Todas as Fontes, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012, divulgada nesta 6ª feira (8.mai.2026).
O avanço também se destaca no longo prazo: em comparação com 2019, o rendimento médio da região acumulou alta de 18,1%, acima da média nacional de 8,6%. Enquanto isso, o Sudeste apresentou crescimento mais moderado no período, de 4,9% —abaixo da média do país—, o que ajuda a explicar o 3º lugar no ranking nacional.
Sudeste lidera renda por trabalho
Mesmo sem liderar o rendimento médio, o Sudeste permanece como o principal polo de geração de renda do trabalho no Brasil. Em 2025, a região concentrou R$ 180,75 bilhões da massa de rendimentos mensais, o equivalente a 49,96% do total nacional, impulsionada sobretudo pela maior população e nível de ocupação.
No conjunto do país, a massa de rendimento do trabalho atingiu R$ 361,74 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica, com crescimento de 7,5% em relação a 2024. Todas as regiões apresentaram expansão, mas o Sudeste manteve ampla vantagem sobre as demais, seguido pelo Sul, com R$ 66 bilhões.
O rendimento médio nacional de todas as fontes chegou a R$ 3.367 em 2025, também recorde da série histórica.

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