Categories: Política

CCJ do Senado aprova novo código eleitoral com 900 artigos

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Após diversos adiamentos ao longo do ano&comma; foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça &lpar;CCJ&rpar; do Senado&comma; nesta quarta-feira &lpar;20&rpar;&comma; o projeto de lei complementar &lpar;PLP&rpar; que cria novo Código Eleitoral no Brasil com quase 900 artigos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;legis&period;senado&period;leg&period;br&sol;sdleg-getter&sol;documento&quest;dm&equals;10018981&amp&semi;ts&equals;1755269694544&amp&semi;rendition&lowbar;principal&equals;S&amp&semi;disposition&equals;inline" target&equals;"&lowbar;blank">PLP 112&sol;2021<&sol;a> unifica sete legislações e foi alterado em diversos pontos na última semana para atender solicitações de parlamentares&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na reunião da CCJ&comma; três destaques foram aprovados com novas mudanças envolvendo participação feminina na política&comma; uso de recursos próprios do candidato para bancar campanhas e a instituição do voto impresso&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A bancada feminina conseguiu aprovar destaque&comma; por 18 votos contra 5&comma; para manter a obrigatoriedade de 30&percnt; de candidatas mulheres por cada partido&comma; da mesma forma como é hoje&period;<&sol;strong> O texto proposto acabava com essa obrigatoriedade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além disso&comma; o projeto fixa cota de 20&percnt; para mulheres na Câmara de Deputados federal&comma; além de assembleias estaduais e municipais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Agora&comma; o PLP 112&sol;2021 deve seguir ao plenário do Senado&period; Como houve alterações&comma; a matéria será analisada novamente pela Câmara&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Para valer nas próximas eleições&comma; as novas regras precisam ser sancionadas até um ano antes do pleito de 2026&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Fake news<&sol;h2>&NewLine;<p>O PLP 112&sol;2021 foi aprovado após o relator&comma; senador Marcelo Castro &lpar;MDB-PI&rpar;&comma; reduzir as penas para quem divulgar <em>fake news<&sol;em> que prejudiquem a disputa eleitoral&comma; além de excluir a pena para quem promover mentiras para deslegitimar o sistema eleitoral&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O parecer aprovado na CCJ prevê pena de prisão de dois meses a um ano&comma; ou multa&comma; para quem divulgar fatos &OpenCurlyDoubleQuote;sabidamente inverídicos em relação a partidos ou a candidatos e capazes de exercer influência perante o eleitorado”&period;<&sol;strong> No texto anterior&comma; a pena era de um a quatro anos de detenção&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Medidas para combater as notícias fraudulentas foram alvo de críticas de parlamentares da oposição&period; Castro argumentou que&comma; diante de tanta divergência&comma; resolveu alterar o texto&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Tiramos tudo que criminalizava a questão de <em>fake news<&sol;em> que veio da Câmara e colocamos o que já existe hoje na legislação que nós aprovamos em 2021&comma; inclusive por unanimidade aqui no Senado Federal”&comma; explicou o relator&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Sistema eleitoral<&sol;h2>&NewLine;<p>O relator retirou também do texto a punição para quem divulgar notícia sabidamente inverídica para deslegitimar o processo eleitoral&period;  &OpenCurlyDoubleQuote;Não constitui crime a mera crítica sobre o serviço eleitoral e o processo de votação”&comma; disse o relator&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Em sessão anterior&comma; Marcelo Castro afirmou&comma; em resposta à criticas da oposição&comma; que atacar o sistema eleitoral era diferente da criticar o sistema eleitoral&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É um movimento de desacreditação do resultado eleitoral para promover uma balbúrdia e desacreditar o eleito&period; É totalmente diferente da crítica”&comma; disse o senador Marcelo Castro&comma; em junho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na última eleição&comma; os partidários e o ex-presidente Jair Bolsonaro denunciavam&comma; sem provas&comma; que o sistema eleitoral não seria seguro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A prática vem sendo entendida como parte da estratégia para criar um clima para golpe de Estado em caso de derrota&comma; segundo a investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar; sobre a trama golpista&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Participação feminina<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>A proposta aprovada na CCJ reserva 20&percnt; das vagas nos parlamentos federal&comma; estaduais e municipais para as mulheres&period; A regra vale por 20 anos&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a proposta&comma; só poderiam entrar na cota de 20&percnt; a candidata que tenha&comma; no mínimo&comma; conquistado 10&percnt; do quociente eleitoral definido em cada eleição&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O quociente eleitoral é uma média calculada com base no número de votos válidos e de vagas disputadas e usado para evitar que pessoas com poucos votos assumam uma cadeia no Legislativo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por outro lado&comma; o parecer do relator derrubava a cota de 30&percnt; para candidaturas femininas por partido&comma; mantendo a exigência atual dos 30&percnt; de recursos do Fundo Eleitoral destinados à candidaturas femininas&comma; independentemente do número de candidatas por legenda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As senadoras Zenaide Maia &lpar;PSD-RN&rpar;&comma; Dorinha Seabra &lpar;União-TO&rpar; e Soraya Thronicke &lpar;Podemos-MS&rpar; criticaram essa mudança&period; Para Zenaide Maia&comma; a alteração é um retrocesso em relação à participação das mulheres na política&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Mulheres brasileiras&comma; o que vai ser votado aqui hoje é tirar um direito conquistado da gente com muita luta&comma; dado pelo Poder Judiciário&comma; não foi desta Casa&period; E sabe o que é que vai acontecer&quest; Não vão ser aprovados os 20&percnt;&comma; e a gente vai ficar sem as candidaturas”&comma; afirmou Zenaide&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>O relator argumentou que os 30&percnt; de vagas destinadas às mulheres não garante a participação feminina&comma; mas sim os recursos&comma; que estavam mantidos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Obrigatoriedade de candidaturas femininas não elege mulher&comma; não aumenta a participação feminina da mulher na política&period; É uma luta em vão&period; É o dinheiro que é importante nas candidaturas femininas”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A posição do relator foi vencida por destaque apresentado pela bancada feminina e aprovado por 18 votos contra cinco&period; Com isso&comma; fica mantida a regra atual que reserva 30&percnt; das vagas para candidatas mulheres&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Quarentena<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Outra mudança feita pelo relator para atender pedidos de senadores&comma; em especial&comma; da oposição&comma; foi a redução da quarentena para os juízes&comma; procuradores&comma; policiais e militares concorrerem a cargo eletivo de dois para um ano&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Esse prazo de um ano&comma; porém&comma; só valeria para as eleições de 2028&period; Policiais em funções administrativas não teriam essa quarentena&comma; podendo sair das suas funções apenas a seis meses do pleito&comma; como ocorre com ocupantes de outros cargos públicos&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O argumento era de que essas funções – de militares&comma; procuradores&comma; policiais e juízes&comma; podem ser instrumentalizadas para perseguir adversários e desequilibrar o processo eleitoral&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Creditamos que o prazo de um ano antes do pleito&comma; embora mais curto que o anteriormente proposto&comma; é o mínimo necessário para afastar a influência que esses agentes públicos podem ter em uma eleição e assegurar a igualdade entre os candidatos&comma; sem ferir o direito eleitoral passivo dessas categorias”&comma; escreveu o relator no parecer&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Voto impresso<&sol;h2>&NewLine;<p>A oposição justificou que o voto impresso iria pacificar o Brasil em um contexto de acusações&comma; sem provas&comma; contra o sistema de urna eletrônica feitas pelos partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A gente tem que pacificar o país&period; Pelo amor de Deus&excl; A questão não é querer ter razão&comma; é ser feliz&period; Então&comma; para pacificar o país e ser feliz&comma; é o voto impresso”&comma; justificou o senador Carlos Portinho &lpar;PL-RJ&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A CCJ aprovou destaque para incluir a obrigatoriedade do voto impresso no texto&comma; medida já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&period; O texto foi aprovado por 14 votos contra 12&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o texto aprovado&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;a urna imprimirá o registro de cada voto&comma; que será depositado&comma; de forma automática e sem contato manual do eleitor&comma; em local previamente lacrado&semi; III &&num;8211&semi; o processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A emenda estabelece ainda que o novo modelo deve ser implementado na eleição seguinte a aprovação do projeto&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Recursos próprios em campanha<&sol;h2>&NewLine;<p>O terceiro destaque aprovado pela CCJ foi a do senador Jaime Bagattoli que permite que um candidato possa usar recursos próprios até o teto estipulado de gastos para campanha do cargo que disputa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É impossível nós aceitarmos que um cidadão pegue R&dollar;3 milhões do fundo partidário&comma; e o outro&comma; que queira colocar o dinheiro dele&comma; só possa colocar 10&percnt; desse valor&comma; R&dollar;300 mil&period; Nós temos que equalizar&comma; e isso não é abuso de poder econômico do candidato que tem o dinheiro&period; Ele poderá colocar os 100&percnt; até o teto máximo”&comma; justificou o senador&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Para o relator Marcelo Castro&comma; a possibilidade de candidatos ricos bancarem até o teto da própria campanha desequilibra o processo eleitoral&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Nós aumentamos o autofinanciamento para 20&percnt;&period; Ora&comma; aumentar para 100&percnt; é bom para quem é rico&comma; mas e quem é pobre&quest; Perde a igualdade de condições entre os candidatos&comma; fica completamente desigual”&comma; justificou&period;  <&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Outros temas<&sol;h2>&NewLine;<p>O PLP 112&sol;2021 que cria o novo Código Eleitoral unifica sete legislações em vigor e trata dos mais diversos temas envolvendo eleições no Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O projeto fixa prazo de inelegibilidade para condenados segundo a Lei da Ficha Limpa&semi; estipula regras para fiscalização das urnas eletrônicas&semi; proíbe disparo em massa de mensagens nas redes sociais&semi; regula o uso da Inteligência Artificial &lpar;IA&rpar; proibindo manipulação com a tecnologia para simular imagens ou vozes de forma artificial&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Além disso&comma; cria regras mais rígidas para divulgação de pesquisas de intenção de votos&comma; apesar de liberar a divulgação de pesquisa no dia anterior do pleito&comma; o que hoje é proibido&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O PLP 112 ainda estabelece novas regras para prestação de contas de campanhas&colon; disciplina propaganda eleitoral na internet&comma; entre outros temas&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2025-08&sol;ccj-do-senado-aprova-novo-codigo-eleitoral-com-900-artigos">Fonte&colon; 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Redação

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