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<p>O grupo exercia controle sobre investigações relacionadas a disputas territoriais ou mercados ilícitos, como a exploração de jogos ilegais</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Reprodução/Instagram: @marielle_franco</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2021/03/marielle.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2021/03/marielle.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Marielle Franco<br /></span></div>
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<p>O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na sexta-feira (13) uma nova denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra<strong> três policiais civis do Rio de Janeiro, acusados de integrarem uma associação criminosa para obstruir investigações</strong> sobre homicídios, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.</p>
<p>A ação também abrange a tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. Os denunciados são o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto.</p>
<p>Essa é a segunda acusação formalizada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, no âmbito do Inquérito 4954, que tramita no STF e resultou no desmembramento do caso para aprofundar apurações sobre obstrução de justiça e associação criminosa.</p>
<h2>Como funcionava</h2>
<p>De acordo com a denúncia, os três policiais, juntamente com outros suspeitos, formaram uma <strong>rede criminosa no Rio de Janeiro para assegurar a impunidade</strong> em crimes de homicídio cometidos por milícias ou contraventores.</p>
<p>O grupo exercia<strong> controle direto ou indireto sobre investigações relacionadas a disputas territoriais</strong> ou mercados ilícitos, como a exploração de jogos ilegais.</p>
<p><strong>A organização atuava de forma sistemática, promovendo:</strong> desaparecimento de provas, controle de inquéritos, ocultação de evidências, não preservação de elementos probatórios, incriminação de inocentes, uso de testemunhos falsos e realização de diligências improdutivas.</p>
<p>Segundo o MPF, essa estrutura criminosa, liderada por Rivaldo Barbosa, explorava um contexto de “mercantilização de homicídios” no estado.</p>
<p>A denúncia diz que Rivaldo, enquanto diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, <strong>aderiu previamente ao plano de assassinato de Marielle Franco</strong>, comprometendo-se a garantir a impunidade dos executores.</p>
<p>O vice-procurador-geral pede a manutenção de medidas cautelares já impostas, a perda dos cargos públicos dos acusados e uma indenização por danos morais coletivos, em razão dos prejuízos causados ao sistema investigativo fluminense.</p>
<p>Julgamento de Rivaldo Barbosa como<strong> suposto mandante do crime está marcado para o dia 24 de fevereiro no STF.</strong></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/caso-marielle-mpf-denuncia-tres-policiais-por-obstrucao-de-justica-e-associacao-criminosa.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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