Categories: Educação

Capes realiza censo da pós-graduação até 26 de fevereiro

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O Censo da Pós-Graduação stricto sensu referente ao ano de 2025 está aberto até 26 de fevereiro&period; É a primeira vez que ocorre a coleta de dados estatísticos sobre os programas de pós-graduação &lpar;mestrado &sol; doutorado&rpar; no Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior &lpar;Capes&rpar;&comma; o mapeamento tem o objetivo de orientar políticas públicas voltadas à melhoria da pós-graduação no país&comma; correspondentes à sua realidade&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O preenchimento dos dados é individual e obrigatório&period; Os participantes devem realizar por meio da <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;sucupira&period;capes&period;gov&period;br&sol;" target&equals;"&lowbar;blank">Plataforma Sucupira<&sol;a>&period; Devem preencher o formulário eletrônico&colon; <&sol;p>&NewLine;<p>• pós-graduandos matriculados &lpar;curso de mestrado e doutorado&rpar;&semi;<br &sol;>• professores &lpar;permanentes e colaboradores&rpar;&semi;<br &sol;>• pesquisadores em estágio pós-doutoral que não atuam como docentes&semi; e<br &sol;>• coordenadores de programas de Pós-Graduação &lpar;PPGs&rpar;&comma; em exercício&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A Capes explica que os questionários são adequados a cada perfil de entrevistado&comma; composto por perguntas de múltipla escolha com definições e orientações para garantir a correta interpretação&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Os pró-reitores e coordenadores de PPGs devem acompanhar e garantir a adesão dos integrantes de seu programa dentro do prazo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Veja o <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;youtu&period;be&sol;QNSxIy&lowbar;IbKc" target&equals;"&lowbar;blank">tutorial de preenchimento<&sol;a>&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A divulgação dos resultados está prevista para 16 de novembro de 2026&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Entrevista<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>A  Agência Brasil entrevistou a presidente da Capes e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro &lpar;UFRJ&rpar;&comma; Denise Pires de Carvalho&comma; sobre a iniciativa inédita&comma; que será feita anualmente<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; em 2025&comma; a pós-graduação brasileira completou 60 anos de institucionalização&period; Passadas seis décadas&comma; o primeiro censo da pós-graduação chega para o governo brasileiro saber os detalhes do que ocorre com essa importante etapa do ensino no país&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; toda forma de censo é muito relevante para a definição de políticas públicas&period; A pós-graduação leva luz&comma; conhecimento e desenvolvimento para os diferentes territórios do país&period; Mas quem são os pós-graduandos&quest; Quem são os docentes&quest; Quem está trabalhando nesse ambiente tão importante para o desenvolvimento de uma nação&quest; Infelizmente&comma; não temos esses dados e os detalhes&comma; por exemplo quantas mulheres&comma; homens&comma; quantos pardos&comma; indígenas&comma; brancos&comma; nas diferentes regiões do país&comma; quantas pessoas em vulnerabilidade socioeconômica&quest;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; este levantamento tem caráter declaratório&comma; por meio da coleta descentralizada de dados&period; O censo traz questões adaptadas ao perfil de cada um dos públicos que deve respondê-lo e às suas atividades acadêmicas&period; Dessa forma&comma; a senhora acredita que as estatísticas produzidas serão mais confiáveis e detalhadas&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; quando os docentes respondem é bem diferente das respostas dos estudantes&period; Na verdade&comma; temos formas de acessar o perfil dos docentes&period; Porque a maior parte deles é servidor público das nossas universidades&period; No caso dos pós-graduandos&comma; temos mais dúvidas e precisamos coletar muito mais detalhes&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; e sobre metodologia da pesquisa&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; o importante mesmo é que&comma; nas novas fichas de avaliação dos programas de pós-graduação&comma; a Capes se distancia dessa análise mais quantitativa&comma; que foi da era da cientometria &lbrack;que mede o progresso científico&rsqb; e passa a fazer uma análise quali-quantitativa&period; Nós não abandonamos o quantitativo&comma; mas introduzimos os chamados casos de impacto&period; Então&comma; independentemente do número de artigos produzidos&comma; queremos saber qual é a qualidade desses artigos&comma; o quanto eles impactaram e mudaram políticas públicas&comma; no caso de uma área do conhecimento&comma; ou mudaram um tratamento&comma; no caso de outra área do conhecimento&comma; ou deram origem a um processo ou produto&period; Com isso&comma; fundamentalmente&comma; a Capes passa a avaliar os cursos também do ponto de vista da interação com a sociedade&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; o questionário deste primeiro censo nacional incorpora perguntas sobre parentalidade&period; Esse eixo no censo ajuda a mapear como a parentalidade impacta na progressão nos cursos&comma; a permanência acadêmica e a trajetória de alunos e docentes dentro dos programas&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; a parentalidade é um exemplo excelente de política pública que leva à igualdade&period; E&comma; para isso&period; a gente precisa de políticas de equidade&period; É muito mais difícil para alguém que passa pela maternidade ou paternidade&comma; dependendo da situação&comma; no primeiro&comma; no segundo ano &lbrack;do curso&rsqb;&comma; produzir conhecimento igual a alguém que não tem uma criança pequena para cuidar&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; a partir da identificação das desigualdades – que poderiam ser invisíveis por falta de dados ou historicamente eram tratadas como assunto individual&comma; o que o governo federal pode fazer&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; um exemplo&colon; para um docente ser credenciado para orientar na pós-graduação&comma; precisa produzir conhecimento em sua área de atuação&period; A parentalidade já está incluída nas fichas de avaliação &lbrack;do censo&rsqb;&period; Com isso&comma; a gente pretende que os programas&comma; em vez de avaliarem esse professor em determinado intervalo de tempo&comma; tenham um tempo maior a ser analisado porque está passando por um período de cuidado de outra pessoa&period; Essa questão fundamental nos humaniza&period; Então&comma; tentamos ajustar o tempo de avaliação desse docente&period; Já para o estudante que ganha uma bolsa&comma; <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;in&period;gov&period;br&sol;en&sol;web&sol;dou&sol;-&sol;lei-n-14&period;925-de-17-de-julho-de-2024-572911087" target&equals;"&lowbar;blank">agora é lei<&sol;a>&colon; a Capes deve prorrogar o período da bolsa&comma; quando solicitado&period; Quando ingressei no doutorado&comma; eu era coordenadora de curso e fui mãe&period; Ainda assim&comma; tive que atender a todos os requisitos&comma; como se eu não tivesse uma criança para cuidar&period;  Por mais ajuda que a mãe tenha&comma; a criança depende muito dela&comma; principalmente&comma; nesses primeiros anos&period; Nos meses de aleitamento&comma; temos a licença&comma; mas aquele período de licença contava para minha produção intelectual&period; Agora&comma; não conta mais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; esse olhar do poder público pode aumentar o número de mulheres no ambiente acadêmico&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; é um estímulo maior&period; Muitas mulheres sequer ingressam no ambiente da orientação porque estão cuidando dos filhos&period; Em dados gerais&comma; sabemos que as mulheres são maioria entre mestres e doutores desde 1997&period; E elas são a maioria de doutores há mais de 20 anos&comma; desde 2005&period; Mas quando olhamos o corpo docente da pós-graduação&comma; esse é majoritariamente masculino&period; O que é alarmante&period; Obviamente&comma; há impedimentos&comma; seja por viés implícito – quando escolhem um homem e não uma mulher – seja por falta de igualdade de condições ou ainda porque as mulheres sequer se candidatam para concorrer nos concursos&period; Há um crivo&comma; às vezes&comma; é prévio&period; Entendo que não há nenhum motivo para uma maioria masculina&comma; quando as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação&period; E isso não se reflete na maioria do corpo docente&period; O que tem impedido as mulheres de seguirem&quest; Com certeza&comma; a maternidade é um dos fatores&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; sobre as diferenças regionais&comma; o censo pode ajudar a identificar onde estão os lugares com maiores carências na pós graduação do país&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; sem dúvida nenhuma&period; Uma pergunta é&colon; o percentual de bolsas de pós-graduação deve ser igual entre as diferentes regiões&quest; O percentual deve ser igual entre as diferentes áreas do conhecimento&quest; Sair desse eixo sul&comma; sudeste sobretudo&comma; né&quest; Muito importante a nova diretoria de informação científica que vai analisar os dados do censo&comma; junto com o Plano Nacional de Pós-Graduação&comma; com a agenda&comma; e definir os caminhos para o desenvolvimento do país&comma; para que a gente possa reduzir definitivamente a desigualdade social&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; o que se sabe sobre a inclusão de estudantes pretos&comma; pardos&comma; indígenas e quilombolas e de pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação stricto sensu&comma; prevista na revisão da <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;planalto&period;gov&period;br&sol;ccivil&lowbar;03&sol;&lowbar;ato2023-2026&sol;2023&sol;lei&sol;l14723&period;htm" target&equals;"&lowbar;blank">Lei de Cotas<&sol;a> &lpar;nº 14&period;723&sol;2023&rpar;&quest; Denise Pires de Carvalho&colon; é importante dizer que no término da graduação ainda há diferenças&comma; infelizmente&comma; porque elas vêm de base&period; Para uma reparação histórica dessas diferenças&comma; é necessário que haja cota também no ambiente da pós-graduação&period;Mas é um processo&period; O que nós fizemos &lbrack;na revisão da Lei de Cotas&rsqb; foi incluir a pós-graduação e deixar que cada programa de pós-graduação decida&period; Pois&comma; a pós-graduação é muito diversa&period; Então&comma; a inclusão não pode ser obrigatória&period; Todas essas questões precisam ser discutidas e implementadas no bojo da autonomia das universidades&period; No processo de avaliação&comma; aqueles programas que tiverem políticas afirmativas terão uma avaliação melhor&period; Então&comma; é muito importante que a Capes saiba se esse programa com uma política de ação afirmativa&comma; efetivamente&comma; está incluindo os estudantes&period; Nós saberemos sobre isso por meio do censo&period; Porque uma coisa é ter a política afirmativa na norma&comma; outra é a política ser efetivada&period; Quem vai dizer o que ocorre é o estudante&period; O censo é autodeclaratório&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; sabemos que as cotas na graduação receberam muitas críticas no passado&period; E as cotas na pós-graduação recebem também&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; para chegar na cota da pós-graduação&comma; a gente precisa de várias ações que antecedem o ingresso nessa etapa&period; Para muitos&comma; o estudante preto e pardo que ingressou na graduação já teria se igualado ao branco&comma; o que não é verdade&comma; por conta do racismo estrutural e das condições socioeconômicas do país&period; Explico que a nota de corte para um curso da graduação é determinada pelo ensino básico&period; Em uma escola de elite&comma; sabemos que é&comma; ainda&comma; diferente do ensino público básico&period; Eu espero que o ensino público básico tenha a mesma qualidade das universidades públicas&comma; que são as melhores do país&period; Na verdade&comma; isso sim é igualar&period; Mas&comma; como igualar o que há em casa&quest; Há o ambiente familiar e de estudos&comma; além de outros determinantes sociais que fazem com que uma parcela da população tenha mais dificuldades de acesso à educação superior&period; Eu acompanhei a implantação da <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;planalto&period;gov&period;br&sol;ccivil&lowbar;03&sol;&lowbar;ato2011-2014&sol;2012&sol;lei&sol;l12711&period;htm" target&equals;"&lowbar;blank">Lei de Cotas<&sol;a> &lpar;nº 12&period;711&sol;2012&rpar; e vi os cursos superiores em instituições públicas continuarem de excelência&period; À época&comma; diziam que o ingresso de estudantes pretos e pardos pela lei diminuiria a qualidade&period; O que não ocorreu&period; Hoje&comma; quando olhamos para a pós-graduação&comma; temos estudantes que vêm dos laboratórios&comma; das bancadas&comma; desde a graduação&period; É natural que um estudante ingresse em um programa de iniciação científica&comma; independentemente da sua cor&period; Mas nós tínhamos uma maioria de brancos nos programas de iniciação científica&period; Hoje&comma; vejo negros&comma; pretos recebendo premiações de iniciação científica&period; Isso demonstra que a política pública está no caminho certo&period; É uma política inclusiva que está não apenas incluindo&comma; mas dando acesso e permanência&comma; por meio da concessão de bolsas e de oportunidades&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; como o censo pode ajudar a Capes a prevenir a evasão de pós-graduandos causada&comma; sobretudo&comma; por questões de saúde mental&period; Eles são impactados pelas atividades acadêmicas e prazos&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; o aprender é sair da sua zona de conforto e ter que adquirir conhecimento&period; A questão da saúde mental é multifatorial e há um percentual da população&comma; seja no nível da educação básica ou da educação superior&comma; que terá questões de saúde mental&comma; independentemente de estar nesse ambiente estressante&period; Nesse contexto&comma; o indivíduo gradua&comma; pega o diploma&comma; alguns seguem os estudos&comma; outros param e se questionam&colon; &OpenCurlyQuote;Sou capaz de exercer essa profissão&quest; Para onde vou&quest;’&period; Todo esse conjunto gera um estresse natural no indivíduo&comma; o que&comma; muitas vezes&comma; faz com que ele adoeça&period; Quem ingressa no mestrado&comma; no doutorado&comma; já tem algum tipo de estresse&comma; o que pode deflagrar questões de saúde mental mais ou menos graves&period; São gatilhos&comma; reconheço&period; Porém&comma; a pós-graduação é o ambiente da educação com o menor nível de evasão&period; Não chega perto do abandono da graduação&comma; que é de mais 40&percnt; e até mais de 50&percnt; em alguns cursos&comma; mesmo considerando as instituições públicas&comma; onde não há pagamento de anuidade ou mensalidade&period; Então&comma; sabemos que a pós-graduação é ambiente estressante&period; Porém&comma; não é mais do que outros&period; Na pós-graduação&comma; há uma história de sucesso&comma; porque há menos de 10&percnt; de evasão no doutorado ou no mestrado&period; Na verdade&comma; dependendo do dado e como se analisa&comma; é em torno de 4&percnt; a 5&percnt;&period; Até esse percentual de 5&percnt; é esperado&period; Porque a evasão pode ser daquele estudante que mudou a trajetória por não querer mais o curso ou que não se adaptou àquele ambiente estressante&period; Sabemos que as questões de saúde mental são um motivo de evasão&period; Então&comma; devemos melhorar o ambiente da pós-graduação para que seja menos estressante&period; Só não podemos fazer isso em detrimento da qualidade dos cursos&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; há ainda os fatores socioeconômicos no país&comma; pelo fato de as pessoas precisarem trabalhar para o próprio sustento ou de sua família&quest; Por isso&comma; como avalia a importância das bolsas de estudo&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; na verdade&comma; a bolsa de estudo sustenta o indivíduo na pós-graduação&period; Porque ele não teria como continuar na pós-graduação se tivesse que trabalhar&period; Nós estamos financiando um profissional que vai fazer a diferença para o Brasil&period; O maior estresse é essa questão da falta da bolsa&period; Por isso&comma; o governo federal atual trabalha para ampliar as vagas na pós-graduação e o número de bolsas&period; Porque estamos longe de ter 100&percnt; de bolsistas na pós-graduação&period; Não&excl; É minoria em termos percentuais&comma; com bolsas da Capes&period; É importante que o país saiba disso&comma; porque muitos acham que todos os mestrandos e doutorandos têm bolsas&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; por que uma nação precisa de doutores&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; um país que tem um número maior de mestres e de doutores é mais desenvolvido&period; O Brasil passa por muitas fases para chegar ao desenvolvimento&period; Nesses 60 anos&comma; conseguimos construir o sistema nacional de pós-graduação consolidado e forte&period; Para isso&comma; as nossas universidades precisaram ampliar o número de professores doutores&period; Então&comma; grande parte dos doutores formados na pós-graduação é&comma; hoje&comma; docente na pós-graduação&period; O que quer dizer que os doutores que formamos antes&comma; atualmente&comma; formam doutores&period; O Brasil precisa de doutores&period; Nas últimas duas décadas&comma; as presidências anteriores da Capes implantaram um estágio obrigatório na docência para bolsistas da instituição&period; E um indivíduo que está no ambiente da pós-graduação&comma; que entra em uma sala de aula&comma; vai ministrar um curso sob supervisão&period; Se tem aptidão&comma; esse indivíduo acaba ficando naquele ambiente&period; Isso dá retorno&period; E esse estágio obrigatório fez com que nós tenhamos hoje algumas universidades federais com 100&percnt; de professores doutores&period; A Federal do ABC &lbrack;UFABC&sol;Santo André&comma; SP&rsqb; não tem nenhum professor que não seja doutor&period; A maior parte das universidades federais tem acima de 80&percnt; a 85&percnt; de doutores no seu corpo docente&period; As federais são as melhores universidades do país e têm os melhores cursos porque têm professores qualificados&period; Os melhores cursos estão onde há o corpo docente mais qualificado&period; É assim em todo lugar do mundo&period; Não seria diferente no Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; é importante dar continuidade a esse movimento de formação de doutores para o ambiente acadêmico ou é hora de focar na formação de doutores para o setor produtivo não acadêmico&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; um professor vocacionado para docência e para produção de conhecimento no ambiente acadêmico continuará sendo necessário&comma; porque o corpo docente da pós-graduação envelheceu&period; Então&comma; precisamos renovar esse professorado&period; Só que não pode ser mais exclusivamente&comma; porque nenhum país do mundo se desenvolveu também sem a interação universidade e empresa&comma; sem o chamado ambiente da inovação que acontece no ambiente empresarial&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; as universidades brasileiras estão direcionadas a formar mais doutores para interagir com o setor produtivo não acadêmico&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; sim&period; Nós precisamos desenvolvê-lo e é o que o governo &lbrack;federal&rsqb; tem feito&comma; com o plano Nova Indústria Brasil&period; No ano passado&comma; a <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;cad&period;capes&period;gov&period;br&sol;ato-administrativo-detalhar&quest;idAtoAdmElastic&equals;18647&num;anchor" target&equals;"&lowbar;blank">Capes<&sol;a> permitiu que o estágio obrigatório seja prestado em qualquer ambiente&comma; inclusive o empresarial&period; Estamos em nova fase do país&comma; na qual os doutores&comma; durante o doutoramento&comma; podem se aproximar das empresas e da sociedade civil organizada&period; A Capes abriu os programas de pós-graduação para todo tipo de interação&comma; em áreas vinculadas ao conhecimento&period; A determinação é do orientador do curso e do pós-graduando&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; com isso&comma; a Capes passa a avaliar os cursos do ponto de vista da interação com a sociedade&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; nas fichas de avaliação&comma; olhamos quais são os impactos regionais&comma; locais&comma; nacionais e até internacionais dessa virada de página do simples estágio na docência&period; Porque&comma; agora&comma; o estágio pode ser feito na sociedade civil organizada&comma; incluindo empresas&period; Temos o estágio obrigatório do bolsista da Capes associado à inovação&comma; que é o Programa DAI &lbrack;de Doutorado Acadêmico para Inovação&rsqb; do CNPq &lbrack;Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico&rsqb;&period; Temos um acordo de cooperação técnica com a Embrapii &lbrack;Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial&rsqb;&period; Estamos desenhando o primeiro acordo de cooperação técnica com a Finep &lbrack;&lpar;Financiadora de Estudos e Projetos&rsqb;&period; Veja que a Capes se aproxima do setor produtivo não acadêmico por meio de várias ações&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Agência Brasil<&sol;strong>&colon; considerando que o censo da Capes para os Programas de Pós-Graduação possui um universo de 504 mil participantes e está aberto há dois meses&comma; quais estratégias devem ser adotadas para garantir o engajamento total das universidades até o prazo final de 26 de fevereiro&comma; assegurando assim a representatividade dos dados&quest;<br &sol;><strong>Denise Pires de Carvalho<&sol;strong>&colon; neste momento&comma; nós já temos quase 70&percnt; do público contribuinte para o censo&period; Sendo que mais de 150 Programas de Pós-Graduação já tem 100&percnt; dos formulários preenchidos&period; Muitos outros cursos têm 98&percnt;&period;<br &sol;>Nós queremos terminar o censo o mais rápido possível para que possamos analisar os dados e para que a sociedade brasileira conheça o retrato da pós-graduação&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;educacao&sol;noticia&sol;2026-01&sol;capes-realiza-censo-da-pos-graduacao-ate-26-de-fevereiro">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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