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<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/ibc/pt-br/assuntos/noticias/marco-lilas-mes-de-prevencao-ao-cancer-de-colo-de-utero" target="_blank" rel="noopener"><strong>Março Lilás</strong></a> chama a atenção, sobretudo, para a prevenção do câncer de colo de útero, também conhecido como câncer cervical. A campanha busca conscientizar a população sobre a importância dos exames de rastreamento e da vacinação contra o HPV que, juntos, são aliados fundamentais na estratégia global de erradicação da doença até 2030.</p>
<p>No Brasil, atualmente, o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente entre as mulheres. No Nordeste, por sua vez, ocupa a segunda posição, ficando atrás apenas do câncer de mama, desconsiderando, nesse caso, o câncer de pele não melanoma.</p>
<p>De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país deve registrar 19.310 novos casos da doença em 2026. Já na região Nordeste, por exemplo, a previsão é de 6.130 novos diagnósticos por ano, o que reforça o alerta para a necessidade de ampliar o acesso à prevenção.</p>
<p><strong>Na Bahia,</strong> entretanto, o cenário também exige atenção redobrada. O estado lidera o ranking regional, com estimativa de 1.370 novos casos anuais, o que, consequentemente, acende um sinal de alerta para gestores e profissionais de saúde.</p>
<p>“<strong>Esses números refletem a desinformação e a desigualdade de acesso aos exames de rastreamento, o que acaba por desencadear muitos casos de diagnóstico tardio de uma doença que é completamente evitável</strong>“, explica a oncologista Luciana Landeiro, da Oncoclínicas na Bahia.</p>
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<p>“<strong>O Março Lilás é uma oportunidade para reforçar a mensagem da prevenção através dos exames de rastreamento e da vacina HPV</strong>“, enfatiza a especialista.</p>
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<h5><strong>HPV está presente na maioria dos casos</strong></h5>
<p>Em geral, cerca de 90% dos casos de câncer de colo de útero estão relacionados à infecção persistente por determinados tipos de HPV (Papilomavírus Humano), vírus transmitido, principalmente, por relações sexuais sem proteção. Entre eles, destacam-se o HPV-16 e o HPV-18, considerados de alto risco oncogênico e, portanto, mais associados ao desenvolvimento da doença.</p>
<p>Segundo o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas, “<strong>a imunização contra o HPV é a principal aliada para prevenção do câncer de colo de útero, além de prevenir cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis, lesões que podem evoluir para câncer, tumores de orofaringe e outras neoplasias de cabeça e pescoço associadas ao Papilomavírus Humano”</strong>.</p>
<p>Além disso, outros fatores de risco também merecem atenção especial. A oncologista Camila Kelly Chiodi, da Oncoclínicas, alerta, ainda, para hábitos que podem aumentar a vulnerabilidade à doença, especialmente quando associados à infecção pelo vírus.</p>
<p>“<strong>Há um risco aumentado para mulheres fumantes infectadas pelo HPV. O cigarro, o sexo sem proteção, a higiene íntima inadequada e a iniciação sexual precoce são fatores que também podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de colo de útero</strong>“, destaca a especialista.</p>
<h5><strong>Estudos comprovam eficácia da vacina contra o HPV</strong></h5>
<p>Diversos estudos internacionais, ao longo dos últimos anos, vêm comprovando a eficácia da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.paho.org/pt/vacina-contra-virus-do-papiloma-humano-hpv" target="_blank" rel="noopener">vacina contra o HPV</a> na prevenção do câncer cervical. De modo geral, as pesquisas apontam que a imunização pode reduzir em até 87% o risco de desenvolvimento da doença, especialmente quando aplicada na adolescência. Além disso, de forma complementar, a vacinação também é capaz de diminuir em 62% a mortalidade associada ao tumor.</p>
<p>No Brasil, por sua vez, um estudo realizado entre 2019 e 2023 por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com apoio da Royal Society e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de mais de 60 milhões de mulheres por ano, com idade entre 20 e 24 anos, a fim de medir o impacto da vacinação no país.</p>
<p>Publicada na The Lancet, a pesquisa concluiu que, de maneira significativa, a imunização reduziu em 58% os casos de câncer do colo do útero e, paralelamente, em 67% as lesões pré-cancerosas graves.</p>
<figure id="attachment_8357" aria-describedby="caption-attachment-8357" style="width: 360px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8357" class="wp-caption-text">Imagem: Freepik</figcaption></figure>
<p>A oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas, reforça, portanto, a importância da conscientização, sobretudo entre pais e responsáveis, já que a prevenção começa antes mesmo do início da vida sexual.</p>
<p>“<strong>A vacinação de meninas e meninos na idade entre 9 e 14 anos, antes de se tornarem sexualmente ativos, reduz a transmissão do vírus e protege contra o câncer de colo de útero, sendo uma estratégia de saúde pública fundamental para erradicação da doença</strong>“, ressalta.</p>
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<p>“<strong>Se a cobertura vacinal for alta e a imunização acontecer na idade ideal, é possível pensar em erradicação</strong>“, acrescenta a médica.</p>
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<h5><strong>Teste DNA-HPV representa avanço no rastreamento</strong></h5>
<p>Além da vacinação, o rastreamento adequado é decisivo para reduzir a incidência da doença. Nesse sentido, o teste molecular DNA-HPV representa um avanço significativo na estratégia de prevenção.</p>
<p>Capaz de identificar 14 genótipos do vírus, o exame, que já é utilizado na rede privada e, gradualmente, vem sendo implementado no SUS, detecta de forma precoce e precisa a presença do HPV no colo do útero, mesmo antes do surgimento de lesões. Dessa forma, amplia-se a possibilidade de intervenção antecipada.</p>
<p>“<strong>Com o teste molecular, é possível prever o risco da paciente desenvolver um câncer de colo de útero e adotar as medidas preventivas</strong>“, explica a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas.</p>
<p>Considerado mais eficaz e mais preciso que o exame citopatológico (Papanicolau), o teste de DNA-HPV é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como exame primário para diagnosticar infecções pelo vírus.</p>
<p>“<strong>O teste tem uma sensibilidade diagnóstica até 95% maior que o exame preventivo tradicional, então sua implementação é uma conquista na luta pela erradicação do câncer de colo de útero”</strong>, conclui Luciana Landeiro.</p>
<p>Por fim, conforme orientação do Ministério da Saúde, o exame é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos e deve ser repetido a cada três ou cinco anos, desde que não haja infecção pelo HPV.</p>
<figure id="attachment_8359" aria-describedby="caption-attachment-8359" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-8359" class="wp-caption-text">Imagem: Freepik</figcaption></figure>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/cancer-de-colo-de-utero-avanca-no-nordeste-mesmo-sendo-prevenivel/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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