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<p></p>
<p>Sobrecarga em sistemas de refrigeração e instabilidade na rede elétrica elevam o risco de desperdício no varejo e nas residências</p>
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<div class="post_image"><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/12/fta20251211147-311x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/12/fta20251211147-676x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Moradores e comerciantes do Conjunto dos Metalúrgicos, em Osasco (Grande São Paulo), acumularam prejuízos após falta de energia<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p data-path-to-node="1">Com a chegada do verão e das festas de fim de ano, um inimigo invisível ameaça as despensas e as gôndolas dos supermercados: o calor excessivo. O aumento das temperaturas não apenas sobrecarrega o sistema elétrico, como coloca em xeque a conservação dos alimentos, elevando o risco de desperdício e prejuízos financeiros.</p>
<p data-path-to-node="3">Para os supermercados, o período é de alerta máximo. Segundo a plataforma de inteligência de dados NEO Estech, os sistemas de refrigeração chegam a representar 70% do consumo de energia de uma loja nesta época. O esforço das máquinas é multiplicado por três fatores críticos:</p>
<ol>
<li data-path-to-node="4,0,0"><b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="0">Temperaturas externas elevadas:</b> O motor precisa trabalhar mais para manter o frio interno.</li>
<li data-path-to-node="4,1,0"><b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="0">Superlotação:</b> Geladeiras cheias dificultam a circulação do ar.</li>
<li data-path-to-node="4,2,0"><b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="0">Fluxo de clientes:</b> A abertura constante de portas dissipa o ar gelado.</li>
</ol>
<p>“Períodos de alta demanda como este são um verdadeiro teste energético para as empresas”, afirma Sami Diba, CEO do NEO Estech. Segundo ele, o calor externo, as geladeiras lotadas e o aumento de circulação provocam um efeito em cadeia: os equipamentos perdem eficiência, o desgaste se acelera e as manutenções emergenciais tendem a aumentar</p>
<p data-path-to-node="5">Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) revelam que as perdas no setor giram em torno de 1,8% do faturamento. O dado mais alarmante é que 68% dessas perdas são causadas pela chamada “quebra operacional”, que inclui falhas técnicas e problemas de conservação.</p>
<h3 data-path-to-node="7">O drama doméstico: o fator apagão</h3>
<p data-path-to-node="8">Se no varejo o desafio é técnico, para o consumidor comum o problema ganhou contornos dramáticos com os recentes apagões em São Paulo. A falta de energia prolongada transformou geladeiras em “armários quentes”, forçando paulistanos a descartarem quilos de comida.</p>
<p data-path-to-node="9">Diferente dos supermercados, que muitas vezes possuem geradores, as residências ficam vulneráveis. Sem eletricidade, a temperatura interna dos eletrodomésticos sobe rapidamente, atingindo a “zona de perigo” (entre 5°C e 60°C), onde as bactérias se multiplicam aceleradamente, tornando carnes e laticínios impróprios para o consumo em poucas horas.</p>
<h3 data-path-to-node="11">Como prevenir o desperdício?</h3>
<p data-path-to-node="12">Especialistas e engenheiros apontam que a eficiência depende de medidas preventivas e organização inteligente, tanto no comércio quanto em casa:</p>
<ul>
<li data-path-to-node="13,0,0"><b data-path-to-node="13,0,0" data-index-in-node="0">Circulação de ar:</b> Nunca bloqueie as saídas de ar da geladeira com excesso de produtos. O ar frio precisa circular para manter a temperatura homogênea.</li>
<li data-path-to-node="13,1,0"><b data-path-to-node="13,1,0" data-index-in-node="0">Vedação:</b> Verifique o estado das borrachas das portas. Se houver frestas, o equipamento gastará mais energia e não resfriará corretamente.</li>
<li data-path-to-node="13,2,0"><b data-path-to-node="13,2,0" data-index-in-node="0">Monitoramento:</b> No varejo, o uso de sensores inteligentes pode reduzir em até <b data-path-to-node="13,2,0" data-index-in-node="77">15% o consumo de energia</b>, antecipando falhas antes que o alimento estrague.</li>
<li data-path-to-node="13,3,0"><b data-path-to-node="13,3,0" data-index-in-node="0">Em caso de falta de luz:</b> Mantenha a porta da geladeira fechada o máximo de tempo possível. Uma geladeira fechada mantém a temperatura por cerca de 4 horas; um freezer cheio pode segurar o gelo por até 48 horas.</li>
</ul>
<p data-path-to-node="14">O combate ao desperdício no verão é uma combinação de tecnologia e hábitos simples. Em um cenário de instabilidade climática e energética, o cuidado com a refrigeração deixa de ser apenas uma questão de economia e passa a ser uma prioridade de segurança alimentar.</p>
<h3 data-path-to-node="2">Guia de segurança alimentar: o que fazer no apagão</h3>
<p data-path-to-node="3">Quando a energia acaba, o cronômetro começa a correr. O objetivo principal é manter os alimentos fora da “Zona de Perigo” (temperaturas acima de <span class="math-inline" data-math="5°C" data-index-in-node="145">5°C</span>), onde as bactérias se multiplicam rapidamente.</p>
<h3 data-path-to-node="4">1. Prazos de Segurança (Portas Fechadas)</h3>
<p data-path-to-node="5">Se você mantiver a geladeira fechada, os alimentos estarão seguros por:</p>
<ul>
<li data-path-to-node="6,0,0"><b data-path-to-node="6,0,0" data-index-in-node="0">Geladeira:</b> Até 4 horas.</li>
<li data-path-to-node="6,1,0"><b data-path-to-node="6,1,0" data-index-in-node="0">Freezer (meio cheio):</b> Até 24 horas.</li>
<li data-path-to-node="6,2,0"><b data-path-to-node="6,2,0" data-index-in-node="0">Freezer (totalmente cheio):</b> Até 48 horas (os alimentos congelados funcionam como blocos de gelo entre si).</li>
</ul>
<h3 data-path-to-node="7">2. O que descartar após 4 horas sem luz?</h3>
<p data-path-to-node="8">Se a energia não voltou e você não tem gelo extra, <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="51">descarte</b> os seguintes itens se estiverem acima de <span class="math-inline" data-math="5°C" data-index-in-node="101">5°C</span>:</p>
<p data-path-to-node="8">
<h3 data-path-to-node="10">3. A regra de ouro: “Na dúvida, jogue fora”</h3>
<p data-path-to-node="11">Nunca experimente um alimento para saber se ele está estragado. As bactérias que causam intoxicação alimentar grave muitas vezes não alteram o cheiro, a cor ou o sabor da comida.</p>
<h3 data-path-to-node="12">4. Como salvar o que restou?</h3>
<ul>
<li data-path-to-node="13,0,0"><b data-path-to-node="13,0,0" data-index-in-node="0">Agrupe os alimentos:</b> No freezer, junte todos os pacotes congelados. Isso mantém o frio por mais tempo.</li>
<li data-path-to-node="13,1,0"><b data-path-to-node="13,1,0" data-index-in-node="0">Gelo seco ou blocos de gelo:</b> Se souber que o apagão será longo, tente comprar gelo para colocar em caixas térmicas com os itens mais caros (carnes e laticínios).</li>
<li data-path-to-node="13,2,0"><b data-path-to-node="13,2,0" data-index-in-node="0">Termômetro:</b> Se tiver um termômetro de cozinha, verifique a temperatura interna da carne. Se estiver acima de <span class="math-inline" data-math="5°C" data-index-in-node="109">$5°C$</span> por mais de duas horas, o descarte é o caminho mais seguro.</li>
</ul></div>
<p><a href="https://jovempan.com.br/?p=2089210">Fonte: Clique aqui</a></p>


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