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<p>O animal, chamado de Savana, foi encontrado pelo médico veterinário João Henrique Machado; na época, ela estava em grave estado de desnutrição</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação/SSP</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/07/462147671-5e6oln4clfgahdq7d2yk3bnw7e-311x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/07/462147671-5e6oln4clfgahdq7d2yk3bnw7e-676x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Para ser um cão perito, o animal precisa ter habilidades como foco, determinação, socialização e alto nível de energia<br /></span></div>
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<p>Uma cachorra ‘vira-lata’ encontrada abandonada em <strong>São José dos Campos</strong> ganhou não só um lar, mas também uma profissão. Após passar por dois anos de treinamento, se tornou o segundo cão perito da Polícia Científica de São Paulo, especialista em farejar e identificar sinais não visíveis de sangue humano em cenas de crimes contra a vida.</p>
<p>O animal, chamado de Savana, foi encontrado pelo perito criminal e médico veterinário João Henrique Machado, que trabalha há cinco anos no Instituto de Criminalística de São José dos Campos fazendo biodetecção de vestígios biológicos com o uso de cães. Na época, ela estava em grave estado de desnutrição, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (<strong>SSP</strong>).</p>
<p>O policial, por conta própria, ofereceu tratamento inicial à cachorra e pretendia entregá-la para um programa de adoção, mas percebeu que ela tinha potencial para ser cão perito, por conta do seu espírito curioso e de faro apurado. Ele decidiu, então, treiná-la para o trabalho policial.</p>
<p>“A vira-lata acabou desenvolvendo essa habilidade (de identificar sinais de sangue humano) ‘imitando’ o Mani (também sem raça definida), o primeiro cachorro que integra a equipe de peritos da Polícia Científica”, diz a SSP. “Ela consegue detectar manchas de sangue humano que não são visíveis a olho nu ou quando há a tentativa de remoção do vestígio, podendo ajudar na elucidação de casos de crimes contra a vida.”</p>
<p>Há atividades de obediência, recreação e detecção em ambientes abertos e fechados, na tentativa de reproduzir os locais que comumente são encontrados na perícia criminal: veículos, áreas com grandes extensões como sítios e peças de roupas, por exemplo.</p>
<p>“A utilização de cães como uma ferramenta de perícia é um projeto pioneiro no Brasil. Além de ter um custo mais barato para a polícia, tem demonstrado ser uma técnica mais precisa na descoberta de sangue humano no cenário do crime”, diz a SSP. Os animais já são amplamente utilizados pela polícia federal para identificar drogas, por exemplo.</p>
<p>“Geralmente, para descobrir algum vestígio de sangue latente, os peritos criminais utilizam o luminol, um produto químico que reage com o ferro do sangue e emite uma luz fluorescente. Porém, em amostras diluídas ou em áreas muito iluminadas e extensas, o reagente não produz o efeito desejado – além de ser um produto de alto custo”, afirma a pasta.</p>
<p>O cão perito Mani já descobriu manchas de sangue em um veículo seis meses após o crime e, em uma camiseta, um ano após. “Mas isso depende de vários fatores, de como aquele material se preservou em meio ao processo de degradação”, diz Machado.</p>
<p>“O grande diferencial é o trabalho em cima das amostras que a gente usa. Tem todo o detalhe para que o cão não vicie no mesmo tipo sanguíneo e mesmo material, já que o sangue de hoje não é o mesmo daqui 30 dias. Os cachorros são treinados para lidar com essas nuances”, afirma o perito.</p>
<p>O policial desenvolve um projeto de mestrado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) de São José dos Campos para elaborar o protocolo de treinamento e utilização de cães pela polícia. Ele espera que, no futuro, cada núcleo da Polícia Científica de São Paulo tenha o seu próprio cão para apoiar as equipes em campo.</p>
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<p>De acordo com o especialista, para ser um cão perito, o animal precisa ter habilidades como foco, determinação, socialização, alto nível de energia e vontade de fazer as mesmas coisas que um cão perito faz. “Cães muito agressivos ou muito grandes são evitados”, diz a SSP. As buscas pelos animais ideais são feitas em canis municipais.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo</em></p>
<p><em>Publicado por Nátaly Tenório</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/cachorra-vira-lata-se-torna-perita-da-policia-cientifica-de-sp.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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