O Bahia voltou a decepcionar a fiel torcida tricolor. Diante de mais de 30 mil torcedores na Arena Fonte Nova, o Esquadrão perdeu por 2 a 1, de virada, em um jogo válido pela 15ª rodada da Série A.
Com o resultado, o Tricolor estaciona nos 22 pontos ganhos em 14 jogos disputados no campeonato – ainda com uma partida e fica em sexto lugar, mas com chance de ser ultrapassado pelo Red Bull Bragantino ainda nessa rodada.
Agora é Copa do Brasil! O Bahia volta suas atenções para pensar na decisão contra o Remo nesta quarta-feira (13), no Mangueirão, precisando reverter uma desvantagem de 3 a 1 no confronto eliminatório.
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Primeiro tempo: times marcam e vão empatados para o intervalo
A partida foi iniciada com as duas equipes entendendo a necessidade do resultado positivo, cada um com seu objetivo no atual momento do campeonato. Nos primeiros minutos, ambos os times conseguiram finalizar, mas sem grande perigo.
Pelo lado do Bahia, a estratégia traçada por Ceni para o primeiro consistiu em aumentar a velocidade pelo lado direito com Erick Pulga; na esquerda, Sanabria foi a escolha.
Foi justamente a partir da ponta direita que o primeiro gol aconteceu, quando Pulga aplicou belo drible na marcação e cruzou para a área; Willian José tentou a finalização, mas foi derrubado, aos 23 minutos. Na penalidade marcada pelo árbitro, Luciano Juba assumiu a responsabilidade e abriu o placar para o Esquadrão!
O empate cruzeirense aconteceu pelo mesmo lado do campo e justamente com o lateral Kauã Moraes, que havia sido driblado por Pulga no lance que gerou o pênalti do Bahia. Aos 41 minutos, o lateral recebeu passe livre na grande área e finalizou na saída de Léo Vieira.
Antes do intervalo, Léo Vieira ainda fez uma grande defesa para evitar o que seria um golaço de Lucas Romero em chute de longa distância.
Segundo tempo: Bahia tenta reagir, mas perde de virada em casa
No retorno para a etapa final, o Bahia já tinha um ataque remodelado em relação à escalação inicial. Além da saída de Willian José no primeiro tempo, por lesão, Ceni apostou em Ademir na vaga que vinha sendo ocupada por Sanabria. Assim, deslocando Pulga para o flanco esquerdo. No centro do ataque, estava Everaldo.
Com bola rolando, o jogo continuava travado no meio-campo, com o Bahia encontrando dificuldades para fazer suas jogadas fluírem pelo centro. Dessa forma, o perigo ocorria somente em raros lances pelas pontas.
Aos 21 minutos, Ademir carregou a bola da direita para o centro do campo e acertou um chute forte de fora da área, mas parou em uma grande defesa de Otávio. Seria um golaço! No minuto seguinte, a defesa tricolor “dormiu” e Kaio Jorge finalizou sozinho, errando o alvo.
Enquanto o Bahia poucas vezes conseguia fazer a defesa cruzeirense trabalhar efetivamente, o time mineiro era perigoso em suas investidas pelos lados do campo ou em jogadas aéreas. Léo Vieira trabalhou para defender finalização de Villalba após escanteio.
O Bahia voltou a ser perigoso somente aos 34 minutos. Após bola rebatida por Ramos Mingo na direção da área adversária, Everaldo foi mais veloz do que o zagueiro e chutou na saída do goleiro Otávio, mas a bola não tomou a direção do gol.
Dois minutos depois, Kike Olivera, que substituiu Pulga na ponta esquerda, chutou rasteiro de fora da área, obrigando o arqueiro adversário a espalmar para fora. Quase!
Mas foi o Cruzeiro quem fez o gol da virada. Aos 40 minutos, Kaique Kenji dominou na grande área, driblou a defesa e chutou colocado para definir a derrota do Bahia na Arena Fonte Nova.

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