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<p>Luiz Phillipe Mourão foi preso sob suspeita de coordenar grupo que acessou indevidamente sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação/Banco Master</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/08/master-315x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/08/master-685x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">O caso do Banco Master é um dos mais graves do sistema financeiro brasileiro<br /></span></div>
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<p>A <strong>Polícia Federal</strong> (PF) comunicou nesta quarta-feira (4) que <strong>Luiz Phillipe Mourão “atentou contra a própria vida”</strong>, <strong>enquanto estava custodiado na Superintendência Regional de Minas Gerais</strong>. Ele foi <strong>um dos alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero</strong>, que <strong>apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master</strong>.</p>
<p>Mais cedo, nesta quarta-feira, <strong>Mourão foi preso preventivamente por suspeita de integrar grupo que acessou indevidamente sistemas sigilosos</strong> da PF, do Ministério Público Federal e da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês). Ele e outros alvos da operação teriam <strong>corrompido dois servidores do Banco Central</strong>.</p>
<p>Também foram detidos pela PF:</p>
<p>De acordo com investigação da PF, <strong>Zettel é apontado como operador financeiro</strong> responsável por repassar os pagamentos do Master aos integrantes do grupo intitulado “A Turma” e a servidores públicos. <strong>Luiz Phillipi Mourão seria o coordenador operacional do esquema</strong>. Já <strong>Marilson Roseno da Silva teria composto a estrutura de monitoramento</strong>.</p>
<p>Além das prisões, o ministro <strong>André Mendonça</strong>, do Supremo Tribunal Federal (STF), <strong>determinou o afastamento dos investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões</strong>. O objetivo da medida é <strong>interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo</strong> e <strong>preservar os valores que possam ter relação com as ações sob investigação</strong>.</p>
<h2><strong>Prisão de Vorcaro</strong></h2>
<p>Após pedido da PF, o relator do caso do Banco Master no STF, ministro André Mendonça, determinou a <strong>prisão preventiva de Vorcaro</strong>. <strong>O relator do caso do Master no STF disse que a decisão se deu para “prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalistas e até de autoridades públicas”</strong>.</p>
<p>Em mensagens interceptadas pela PF, houve conversas entre Vorcaro e Mourão sobre agressões. <strong>O banqueiro chegou a escrever que queria mandar “dar um pau” no jornalista Lauro Jardim, d’<em>O Globo</em></strong>. O dono do Master também disse ter que “moer” a empregada.</p>
<h2><strong>Entenda o caso Master</strong></h2>
<p>Após identificar<strong> indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez</strong>, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a <strong>liquidação extrajudicial do Banco Master S/A</strong>, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.</p>
<p>Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, <strong>também teve o seu encerramento forçado</strong>.</p>
<p>O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da <strong>Operação Compliance Zero</strong>. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para <strong>combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional</strong> (SFN). Diante da possibilidade de fuga, <strong>Vorcaro foi preso um dia antes</strong>. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica.</p>
<p>Segundo as investigações,<strong> o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado</strong>. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar <strong>operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro</strong>, enquanto a <strong>liquidez se deteriorava</strong>.</p>
<p>Os episódios do <strong>Banco Master e da gestora de investimentos Reag</strong>, liquidada em 15 de janeiro, são os <strong>mais graves do sistema financeiro brasileiro</strong>. Os casos envolvem, além das fraudes, <strong>tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF</strong>.</p>
<p>Em 17 de janeiro, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o <strong>processo de ressarcimento aos credores</strong> do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. <strong>O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões</strong>.</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/alvo-de-operacao-contra-banco-master-atenta-contra-propria-vida.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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