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<p>Dados também mostram aumento expressivo da velocidade média das motocicletas nas vias com a sinalização especial</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2017/12/FTA20171031040-e1513698170176.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2017/12/FTA20171031040-e1513698170176.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Segundo o levantamento, 96% dos motociclistas trafegam acima de 50 km/h e 81% acima de 60 km/h nesses trechos<br /></span></div>
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<p>Pesquisa realizada por um consórcio que reúne a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Cordial, em parceria com a organização global de saúde pública Vital Strategies, indica que <strong>a implantação da Faixa Azul aumentou, em média, de 100% a 120% os sinistros</strong> (acidentes) fatais com motociclistas em cruzamentos.</p>
<p>Os dados também mostram <strong>aumento expressivo da velocidade média das motocicletas nas vias</strong> com a sinalização especial. Embora o limite regulamentado seja de 50 km/h, a velocidade média subiu de 58,3 km/h para 72,2 km/h após a implantação da Faixa Azul.</p>
<p>Segundo o levantamento, <strong>96% dos motociclistas trafegam acima de 50 km/h</strong> e 81% acima de 60 km/h nesses trechos, proporções bem superiores às observadas em vias sem a intervenção, onde 71% excedem 50 km/h e 35% ultrapassam 60 km/h.</p>
<p>Criado em 2022 na capital paulista como projeto-piloto nacional, o programa Faixa Azul teve rápida expansão e já supera 200 quilômetros. O modelo vem sendo replicado em outras capitais. Em São Paulo, a sinalização soma 233,3 quilômetros em 46 vias, com estimativa de atender cerca de 500 mil motociclistas por dia. A meta da prefeitura é chegar a 400 quilômetros até 2028.</p>
<p>O debate ocorre em um cenário de <strong>agravamento da violência no trânsito</strong>. Em 2024, o Brasil registrou 36.403 mortes em acidentes viários, o quinto aumento consecutivo desde 2019, segundo o Ministério da Saúde. Mais de um terço das vítimas, 14.994, eram motociclistas. Em São Paulo, foram 1.029 mortes, das quais 46,74% envolveram veículos de duas rodas.</p>
<p>Segundo o coordenador do estudo e professor da Escola Politécnica da USP, Mateus Humberto, a Faixa Azul reorganizou o fluxo viário, mas gerou um efeito colateral grave. “O que vimos foi um efeito colateral grave: a faixa tornou-se um corredor de aceleração. O motociclista ganha fluidez no meio da quadra, mas chega ao cruzamento com muito mais energia. Quando o impacto ocorre a 70 ou 80 km/h, os resultados são dramáticos. Essa dinâmica explica por que as fatalidades dobraram nos cruzamentos, mesmo quando visualmente parece haver um trânsito mais organizado”, afirmou.</p>
<p>O relatório conclui que a demarcação de solo, isoladamente, é insuficiente para garantir a segurança viária. Análises com uso de drones e ferramentas de georreferenciamento indicam que as marcações criam um efeito de “pista livre”, estimulando, de forma inadvertida, velocidades muito acima do limite legal.</p>
<p>Durante a pesquisa, motociclistas relataram sensação de conforto e pertencimento ao utilizar a Faixa Azul. “Mais espaço é mais tranquilo. Às vezes os carros estão muito juntos. Você acaba tentando desviar e batendo em algo. Caindo, sabe? Esse espaço mais livre ajuda. Ajudou muito”, disse um dos entrevistados.</p>
<p>O estudo, no entanto, identifica um paradoxo: a percepção de maior segurança tende a induzir comportamentos mais arriscados, como o aumento da velocidade, o que amplia a exposição a acidentes graves, especialmente nos cruzamentos.</p>
<p>Procurada, a Prefeitura de São Paulo afirmou lamentar que o estudo desconsidere dados oficiais que, segundo a administração, indicam redução das mortes de motociclistas nas vias com Faixa Azul entre 2022 e dezembro de 2025, de 29 para 22 casos. No mesmo período, diz o município, houve queda nas ocorrências com feridos, de 1.009 para 810, e nos atropelamentos com feridos, de 61 para 39. A prefeitura afirma ainda que a velocidade média das motocicletas nessas vias foi de 49,5 km/h, dentro do limite regulamentado.</p>
<p>A administração municipal destaca que os dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão disponíveis apenas até 2021, já que o monitoramento passou a ser realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) a partir de 2022, e afirma que não há registros oficiais específicos sobre sinistros em cruzamentos. Ainda assim, os dados consolidados apontam crescimento dos sinistros fatais envolvendo motocicletas desde o início da Faixa Azul: foram 446 mortes em 2022, 438 em 2023, 525 em 2024 e 536 em 2025.</p>
<p>A prefeitura afirma que acompanha diariamente os acidentes com motociclistas e diz ter adotado medidas adicionais de segurança, como reforço da sinalização, intensificação da fiscalização e campanhas educativas.</p>
<p>O lançamento do relatório ocorre em um momento decisivo, enquanto a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) aguarda evidências técnicas para definir se a Faixa Azul será regulamentada e incorporada à legislação nacional de trânsito.</p>
<p>Para Ezequiel Dantas, diretor de Vigilância de Lesões no Trânsito da Vital Strategies, os dados exigem cautela. “Precisamos ser muito cautelosos ao expandir este projeto. Medidas como gestão de velocidade e fiscalização já se mostraram mais eficazes na prevenção de mortes”, afirmou.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/acidentes-fatais-com-motos-aumentaram-em-120-apos-criacao-da-faixa-azul-diz-estudo.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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