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Portugal rejeita projeto antirracista impulsionado por caso Vini Jr.

PROJETOS INSTITUCIONAIS 0626 DIGITAL

Proposta obteve número de assinaturas necessárias após atacante brasileiro relatar ter sido alvo de insultos racistas em fevereiro de 2026

O Parlamento de Portugal rejeitou na 6ª feira (12.jun.2026) um projeto de lei que endurecia as penas para crimes de racismo. A proposta havia sido encaminhada depois de um caso envolvendo o jogador brasileiro de futebol Vinicius Júnior no país.

Votaram contra o texto legendas de centro-direita que apoiam o governo e o partido de direita Chega, da oposição. Partidos de centro-esquerda e esquerda votaram a favor.

O projeto havia sido proposto por um grupo de 80 organizações da sociedade civil portuguesa por meio de uma ferramenta da Iniciativa Legislativa Cidadã. 

A iniciativa já existia desde dezembro de 2024. No início de 2026, faltavam 4.000 assinaturas para encaminhar a proposta. Depois do caso de Vini Jr., o grupo conseguiu mais 8.000 e superou a meta. O projeto foi submetido à Assembleia da República com o apoio de 35.605 pessoas.

O artigo 240 do Código Penal português determina prisão de 6 meses a 5 anos de prisão para condenados por racismo, mas a ofensa precisa ser proferida em público ou em meios de comunicação. Ficam de fora outros tipos de comportamentos discriminatórios, como no caso do jogador brasileiro.

O projeto rejeitado na 6ª feira (12.jun) propunha elevar a pena máxima a 8 anos de prisão e retirar a exigência de divulgação pública da ofensa.

CASO VINI JR.

Em 17 de fevereiro de 2026, o atacante do Real Madrid afirmou ter sido alvo de insultos racistas durante partida contra o Benfica pela Champions League. 

O episódio se deu no 2º tempo do jogo disputado em Portugal. Depois de marcar o gol da vitória do Real Madrid por 1 a 0, Vini Jr. se envolveu em discussão com o argentino Prestianni, do Benfica. Segundo relatos, o jogador do time português teria coberto a boca para proferir ofensas contra o brasileiro.

O jogo ficou paralisado por cerca de 10 minutos enquanto a arbitragem avaliava a situação. O protocolo antirracismo da Fifa estabelece a possibilidade de interrupção temporária ou até cancelamento da partida em caso de reincidência. Após a paralisação, o confronto foi retomado.

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