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<p><strong>Zerar o desmatamento </strong>– especialmente na Amazônia – tem se consolidado como medida essencial para<strong> diminuir as emissões de gases de efeito estufa no Brasil</strong>, de acordo com os relatórios produzidos na última década pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (<strong>SEEG</strong>), uma iniciativa do <strong>Observatório do Clima</strong>.</p>
<p>Com o <strong>auxílio da ferramenta Google Pinpoint</strong>, a <strong>CNN</strong> analisou <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://journaliststudio.google.com/pinpoint/search?collection=a7cbaac6047b272d&;utm_source=collection_publish_link" target="_blank" rel="noopener">os relatórios produzidos nos últimos dez anos</a> pelas edições do SEEG e as mudanças nas recomendações da instituição direcionadas ao governo brasileiro. Por meio do assistente de inteligência artificial integrado à plataforma, o <strong>Gemini</strong>, foi possível listar as principais medidas propostas em cada ano.</p>
<p>Ao verificar os documentos produzidos de 2015 a 2024, é possível perceber como a proposta de <strong>desmatamento zero</strong> ganhou cada vez mais importância para que o país consiga frear suas emissões e cumprir com as metas do Acordo de Paris dentro do prazo.</p>
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<p>O SEEG foi criado no início dos anos 2010 para monitorar e divulgar dados confiáveis sobre as emissões de carbono brasileiras. Desde o início da série histórica, em 1990, a mudança de uso da terra (setor em que se enquadra o desmatamento) representa a maior porcentagem de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil em todos os anos.</p>
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<figure aria-describedby="caption-attachment-12591156" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone fullscreen-wrapper" id="attachment_12591156"> <label for="checkbox_attachment_12591156" class="fullscreen-label"> <span class="fullscreen-label__icon"/> </label><figcaption id="caption-attachment-12591156" class="wp-caption-text">Emissões de gases de efeito estufa (GEE) por setor no Brasil, em milhões de toneladas, de 1990 a 2023 • SEEG</figcaption></figure>
<p>“O perfil de emissões brasileiro é muito dominado pela emissão de desmatamento. A primeira coisa que o Brasil deve fazer para se enquadrar numa trajetória de baixo carbono é controlar o desmatamento”, observou à <strong>CNN</strong>, o coordenador do SEEG, <strong>David Tsai</strong>.</p>
<p>Por conta disso, o cenário brasileiro para reduzir emissões é diferente daquele enfrentado pela maior parte dos outros Estados, que estão focados em fazer a transição energética para fontes renováveis – cenário este que o Brasil já vive.</p>
<p>“No mundo em geral, o grande vilão do aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis, que representa mais de 70% [das emissões] no plano internacional. Também temos problema com queima de combustíveis no setor de energia [no Brasil], principalmente por causa da nossa matriz rodoviária. Mas a grande parte de nossas emissões vem do desmatamento e, pelo volume, do desmatamento na floresta amazônica”, afirmou a ex-presidente do Ibama e atual coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, <strong>Suely Araújo</strong>, em entrevista à<strong> CNN</strong>.</p>
<p>O Brasil tem em vigor duas metas: terminar 2025 com uma emissão de, no máximo, 1.320 milhões de toneladas de dióxido de carbono (MtCO2); e 2030 emitindo, no máximo, 1.200 MtCO2 – valor que representa uma redução de 53% em relação ao ano-base de 2005.</p>
<h2>Vantagem ou desvantagem?</h2>
<p>Com uma porcentagem grande das emissões de GEE vinculadas ao desmatamento, pode parecer que o caminho para que o Brasil atinja suas metas climáticas é mais simples que para os outros países. No entanto, segundo Tsai, essa “vantagem” é ilusória.</p>
<p>“Em termos de velocidade de redução de emissões, o Brasil pode entregar muito mais do que os outros países”, disse o coordenador do SEEG. “Mas, se a gente excluir o desmatamento, a média de emissões brasileira, por habitante, se torna igual à média de emissões mundial. Com o desmatamento, o brasileiro médio emite muito mais do que um cidadão médio do mundo. Então, na verdade, a gente está começando atrás.”</p>
<p>Ou seja, zerar o desmatamento pode ser o ponto de partida, mas para que o país se torne carbono neutro – ou seja, remova a mesma quantidade de GEE que é emitida – é preciso atacar as emissões em todos os setores (agropecuária, energia, resíduos, etc.).</p>
<h2>Avanços e retrocessos na última década</h2>
<p>Entre os avanços observados nos relatórios da última década, estão o aumento da organização, da transparência e da institucionalização do combate às mudanças climáticas. Se os primeiros documentos incluíam cobranças pela divulgação periódica de dados sobre desmatamento, hoje o país é referência mundial no monitoramento das mudanças de uso da terra.</p>
<p>“Houve uma inserção da política climática nos diversos setores do governo”, aponta Tsai. “Claro que ainda tem muito o que aprimorar, mas a gente vê um movimento crescente a cada ano, governos estaduais e municipais se apropriando da agenda.”</p>
<p>Nos relatórios, no entanto, muitas recomendações se mantiveram constantes: a descarbonização da economia em todos os setores, a recuperação de áreas de florestas e o fim do desmatamento, e a aposta em energia renovável, entre outras. A repetição dessas medidas indica que o país não conseguiu atingir as metas esperadas nessas áreas, mesmo após dez anos.</p>
<h2>Estamos agindo rápido o suficiente?</h2>
<p>Se os especialistas no assunto estão há dez anos falando a mesma coisa, isso quer dizer que o governo não está agindo no ritmo que deveria?</p>
<p>“Na prática, a gente não tem visto resultados concretos em termos de emissões. Após a publicação da Política Nacional de Mudança do Clima [em 2009], a expectativa era que a gente tivesse o Brasil sendo colocado numa trajetória de descarbonização. E o que a gente vê foi o contrário, foi uma trajetória de aumento das emissões. Por isso que essas recomendações se repetem”, avalia Tsai.</p>
<p>Suely Araújo também observa que, em meio a essa última década, os quatro anos de governo Bolsonaro acabaram marcados por um desmonte dos órgãos ambientais, o que fez com que o país tivesse que correr atrás do prejuízo.</p>
<p>“Não dá para falar sobre os últimos 10 anos sem essa interrupção. No governo Bolsonaro, o desmatamento da Amazônia voltou a crescer. Foram paralisados o Fundo Amazônia, o Fundo Clima”, ressalta Araújo.</p>
<p>E se o Brasil não parece estar agindo com rapidez para combater as mudanças climáticas, este também é o cenário na maior parte dos outros países.</p>
<p>“Na média global, a gente não está adotando as medidas de maneira rápida suficiente”, acrescentou o coordenador do SEEG. “A maioria dos países, ou pelo menos dos países mais emissores, também não estão entregando uma redução de emissões compatível com o Acordo de Paris.”</p>
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<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/zerar-desmatamento-e-principal-medida-contra-emissoes-apontam-relatorios/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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