Categories: Educação

“Z de zangão”: projeto aproveita vivências para alfabetizar no mangue

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Na Vila dos Pescadores de Ajuruteua&comma; no município de Bragança&comma; no nordeste do Pará&comma; o abecedário ensinado a crianças e adolescentes é diferente&period; Sentados em círculo em um galpão com estrutura de palafita&comma; erguido por troncos de madeira que impedem que as marés inundem a escola&comma; os estudantes associam o ambiente que os cerca a cada uma das letras&period; O &OpenCurlyDoubleQuote;R” é de rancho&comma; o &OpenCurlyDoubleQuote;O” é de ostra&comma; o &OpenCurlyDoubleQuote;Z” ali não é de zebra&comma; mas de zangão e o &OpenCurlyDoubleQuote;M”&comma; de mangue – ecossistema no qual estão imersos e do qual a maior parte das famílias ali retira o sustento&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que a gente faz aqui é com que eles identifiquem o espaço deles a partir da leitura&period; Explicamos&comma; não pela escrita em si&comma; mas pela fala&comma; pelos desenhos&comma; por jogos&period; Assim&comma; eles conseguem identificar as letrinhas com aquilo que eles vivenciam diariamente”&comma; explica a professora alfabetizadora Pâmela Gonsalves&period; As aulas fazem parte de uma das iniciativas do projeto Mangues da Amazônia&comma; o AlfaMangue&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;428358&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;428358 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">A professora Pamela Gonsalves atua com crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua na Alfamangue&comma; em atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia&period; <strong>Fernando Frazão&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;428358--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><strong>Além de promover o reflorestamento&comma; o mapeamento do manguezal e das espécies que ali habitam&comma; o projeto também é voltado para a educação ambiental e para as necessidades das comunidades que vivem nas áreas de mangue<&sol;strong>&period; O AlfaMangue surgiu a partir da identificação de uma dessas necessidades&colon; muitas crianças e adolescentes estavam com a aprendizagem defasada ou não sabiam ler ou escrever&period; As aulas funcionam como um reforço ao ensino regular&comma; em contraturnos e nos finais de semana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Vila dos Pescadores não possui escola&comma; e os estudantes precisam ir à comunidade vizinha&comma; a Vila do Bonifácio&comma; para assistir às aulas&period; O problema&comma; diz Pâmela&comma; é que para isso precisam atravessar uma ponte&comma; o que frequentemente não é possível&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A maré enche e&comma; então&comma; essas crianças faltam muita aula&comma; porque não conseguem atravessar a ponte&period; Elas têm dificuldade na escrita porque elas não vão muito para escola por causa da maré”&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;428306&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;428306 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta"> Vila dos Pescadores de Ajuruteua&comma; na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu&period; <strong>Fernando Frazão&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;428306--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Na comunidade&comma; cerca de 25 crianças são atendidas pelo reforço&period; O AlfaMangue ocorre nos quatro municípios onde o projeto atua&colon; além de Bragança&comma; em Tracuateua&comma; Augusto Corrêa e Viseu&comma; atendendo&comma; em cada localidade&comma; de 20 a 25 crianças&period; Ao todo&comma; envolvendo esta e outras iniciativas voltadas para educação ambiental&comma; o Mangues da Amazônia chega a mais de 1&comma;6 mil crianças de 7 a 11 anos em toda a área na qual atua&period; O projeto todo conta com 5&comma;6 mil pessoas participando diretamente das ações e&comma; <strong>nas aulas&comma; o mangue é o centro&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Sempre trabalhamos o manguezal&period; Ele é o nosso objeto de estudo e é também a nossa sala de aula&period; A gente realmente o usa como sala de aula &HorizontalLine; as raízes são nossas cadeiras para aprender lá também”&comma; diz Pâmela&period; Os resultados já podem ser sentidos&colon; &OpenCurlyDoubleQuote;A importância da alfabetização é de ter leitura do mundo&period; Essas crianças conseguem se inserir na sociedade&comma; conseguem mudar a realidade delas quando conseguem escrever seu próprio nome”&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2> <&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;428362&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;428362 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua participam da Alfamangue&comma; atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia&comma; na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu&period; <strong>Fernando Frazão&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;428362--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Letras e peixes<&sol;h2>&NewLine;<p>Hévelly Fernandes&comma; de 8 anos&comma; é uma das estudantes atendidas pelo projeto&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Eu já sei escrever meu nome melhor&period; Eu aprendi coisas que nem eu nem eu sabia que existiam&period; Eu tenho um sonho na minha vida&colon; ser pilota de avião&period; Só que&comma; para isso&comma; eu tenho que focar nos meus estudos&period; E eu tô focando”&comma; diz&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No livro de estudos&comma; ela desenhou o animal preferido que vive no mangue&colon; um peixe&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Eu gosto muito de peixe&comma; eu tenho um peixe&comma; o nome dele é Rafael”&comma; diz&period; <strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Eu aprendi que cuidar do mangue é bom porque do mangue vem no nosso alimento”<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;428367&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;428367 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">A estudante Hévelly Fernandes&comma; da Vila dos Pescadores de Ajuruteua&comma; participa da Alfamangue&comma; atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia&period; <strong>Fernando Frazão&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;428367--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Ao lado de Hévelly&comma; a mãe&comma; Rutelene Sousa&comma; de 48 anos&comma; acompanha orgulhosa os progressos da futura pilota&period; Rutelene vende os peixes que o marido pesca na região e é daí que vem o sustento da família&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Saio 5h da manhã de casa&comma; pego meu peixe e vou para Bragança vender&comma; com ela&period; Aí&comma; quando nós chegamos&comma; ela vai para a aula&period; Ela estuda às 13h e sai às 17h&period; Quando ela vai pra lá&comma; eu vou deitar um pouquinho&comma; descansar&period; À noite&comma; sou eu que estudo&period; Aí&comma; de manhã&comma; no outro dia&comma; vou de novo para o meu trabalho”&comma; conta Rutelene&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ela percebeu que a filha tinha dificuldades na escrita e na leitura&comma; e até chegou a buscar aulas particulares&comma; mas isso não chegou a ser viável&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A minha filha tem muito conhecimento hoje em dia&period; Nós&comma; pais&comma; moramos na beira da praia&comma; mas não temos tempo&comma; às vezes&comma; para levar o nosso filho&comma; mostrar e explicar&comma; porque o nosso dia a dia é muito corrido”&comma; diz&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Hoje em dia&comma; a minha filha pega uma cartilha e ela sabe ler”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Com a filha estudando&comma; Rutelene também se animou a retomar as aulas na Educação de Jovens e Adultos &lpar;EJA&rpar;&comma; em que passou a cursar o ensino médio&comma; à noite&period; Ela diz que sempre foi um sonho&comma; que acabou sendo adiado com o casamento&comma; os filhos e a correria do dia a dia&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A educação ensina muita coisa para a gente&comma; abre muito as portas&period; Quando a gente é analfabeto&comma; a gente é um cego de olho aberto&period; A gente não enxerga as coisas&period; Quando a gente sabe ler&comma; sabe escrever&comma; a gente vê as coisas com outro olhar&comma; tem outro conhecimento”&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Mangue como inspiração<&sol;h2>&NewLine;<p>Em outra comunidade atendida pelo projeto Mangues da Amazônia&comma; também em Bragança&comma; na Vila do Tamatateua&comma; é Edite Ribeiro da Silva que&comma; aos 61 anos&comma; está prestes a realizar o sonho de ter uma formação&period; Em dois meses&comma; ela vai se formar em educação do campo no Instituto Federal do Pará &lpar;IFPA&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;428334&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;428334 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Edite Ribeiro da Silva&comma; liderança comunitária da Vila do Tamatateua&comma; atua com o projeto Mangues da Amazônia na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu&period; <strong>Fernando Frazão&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;428334--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Edite coordena um grupo de mulheres que&comma; na comunidade&comma; cuidam no viveiro das mudas que serão plantadas nas áreas degradadas dos mangues&period; Elas também atuam na conscientização dos moradores e levam debates para as escolas&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Minha mãe pescava&comma; ela tirava caranguejo&comma; minha avó também”&comma; diz&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Às vezes&comma; as pessoas não têm consciência do que estão fazendo dentro do manguezal&period; Não têm consciência do quanto nós&comma; da comunidade de Tamatateua&comma; precisamos desse ecossistema&comma; de onde nós tiramos a nossa sobrevivência&period; Nossos pais&comma; nossas mães&comma; eles vivem do mangue&period; Eles pescam&comma; eles tiram o caranguejo todos os dias”&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Edite se casou aos 15 anos&comma; teve quatro filhos e seis netos&period; Os estudos&comma; assim como os de Rutelene&comma; acabaram ficando para depois&period; Mas ela nunca desistiu deles&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Hoje&comma; eu estou lá&comma; estudando e ajudando também a nossa juventude&comma; mostrando para eles a importância de se educar&comma; de trabalhar&comma; de cuidar&comma; dentro daquilo que é nosso”&comma; defende&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A gente tem que estudar para compreender&comma; entender e buscar o conhecimento&period; O que é nosso direito&comma; que às vezes nós temos&comma; mas muitas das vezes é negado para nós”&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;428398&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;428398 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Manguezal da Vila dos Pescadores de Ajuruteua&comma; na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu&period; <strong>Fernando Frazão&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;428398--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><em>&ast;A equipe da <strong>Agência Brasil<&sol;strong> viajou à Bragança entre os dias 11 e 14 de junho para conhecer o projeto Mangues da Amazônia&comma; a convite da Petrobras&comma; patrocinadora do projeto&period;<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;educacao&sol;noticia&sol;2025-06&sol;z-de-zangao-projeto-aproveita-vivencias-para-alfabetizar-no-mangue">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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