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<p>O avanço da inteligência artificial trouxe inúmeras possibilidades para a comunicação. No entanto, também abriu espaço para um novo tipo de desinformação em saúde. Vídeos manipulados por IA, conhecidos como <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://portal.stf.jus.br/hotsites/desinformacao/docs/Guia_ilustrado_Contra_DeepFakes_ebook.pdf" target="_blank" rel="noopener">deep fakes</a>, estão usando a imagem e a voz de médicos, jornalistas, apresentadores e outras figuras públicas para divulgar falsas promessas de cura, vender suplementos sem eficácia comprovada e estimular pacientes a abandonarem tratamentos prescritos.</p>
<p>O problema preocupa especialistas porque esses conteúdos são cada vez mais realistas. Além disso, costumam atingir principalmente pessoas idosas, que convivem com doenças crônicas e podem ter mais dificuldade para identificar manipulações digitais. Estudos recentes mostram que adultos mais velhos estão proporcionalmente mais expostos a conteúdos de baixa credibilidade relacionados à saúde.</p>
<p>Vários especialistas explicam que a população idosa representa um público amplo, ainda pouco contemplado na produção de conteúdo digital e bastante receptivo às informações que consome. Em geral, essas pessoas permanecem mais tempo assistindo aos vídeos, demonstram maior interesse por produtos e tendem a confiar em criadores de conteúdo que abordam questões relacionadas ao envelhecimento, como dores articulares, perda de força e massa muscular, dificuldades para dormir, mobilidade e alimentação saudável.</p>
<figure id="attachment_11403" aria-describedby="caption-attachment-11403" style="width: 371px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11403" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<p>Entre os casos recentes estão vídeos que utilizam, sem autorização, a imagem do clínico geral Hélio Brasileiro, além de conteúdos falsos envolvendo o Dr. Drauzio Varella, o apresentador Ratinho e o jornalista Nélson Araújo.</p>
<h4><strong>Como funcionam os vídeos falsos</strong></h4>
<p>Nos vídeos atribuídos ao médico Hélio Brasileiro, imagens reais são manipuladas por inteligência artificial para criar falas que nunca aconteceram.</p>
<p>Entre os conteúdos divulgados aparecem promessas de cura para diabetes, Alzheimer e doenças cardiovasculares. Também circulam alertas alarmistas sobre banho quente e orientações perigosas, como substituir medicamentos para hipertensão por suco de maracujá.</p>
<p>O objetivo é gerar confiança utilizando a imagem de profissionais conhecidos. Em seguida, os vídeos direcionam o público para suplementos, produtos ou receitas sem respaldo científico.</p>
<h4><strong>Abandonar o tratamento pode colocar vidas em risco</strong></h4>
<p>Para a médica geriatra <strong>Dra. Márcia Umbelino</strong>, esse tipo de conteúdo representa um risco direto para pacientes que convivem com doenças crônicas.</p>
<blockquote>
<p>“<strong>Quando um idoso abandona um medicamento para hipertensão, diabetes ou outra doença crônica porque viu um vídeo na internet, ele pode estar colocando a própria vida em risco. Nenhum suco, chá, suplemento ou receita caseira substitui um tratamento prescrito por um médico</strong>“, alerta.</p>
</blockquote>
<p>Segundo a especialista, os vídeos costumam utilizar estratégias emocionais para convencer o público.</p>
<p>“<strong>Esses conteúdos costumam dizer que existe algo que os médicos não querem revelar ou que determinado remédio está fazendo mal. Essa estratégia cria desconfiança no tratamento e pode levar o paciente a tomar decisões perigosas sem orientação profissional</strong>“, afirma.</p>
<h4><strong>Por que os idosos são mais vulneráveis?</strong></h4>
<p>De acordo com a geriatra, diversos fatores aumentam essa vulnerabilidade.<br />Muitos idosos convivem com hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares ou demência. Além disso, frequentemente utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo. Nesse cenário, falsas promessas de soluções simples podem parecer atraentes.</p>
<p>Outro desafio é que os vídeos produzidos por inteligência artificial estão cada vez mais convincentes. Em muitos casos, é difícil perceber que a voz e a imagem foram manipuladas.</p>
<blockquote>
<p>“<strong>É preciso que familiares estejam atentos. Se uma pessoa idosa chega dizendo que vai parar um remédio porque viu um vídeo nas redes sociais, isso deve ser tratado com seriedade. O caminho correto é conversar com o médico, nunca mudar o tratamento por conta própria</strong>“, reforça.</p>
</blockquote>
<p>Pesquisas recentes também indicam que muitos idosos não se sentem confiantes para identificar conteúdos produzidos por inteligência artificial, especialmente quando envolvem informações sobre saúde.</p>
<figure id="attachment_11402" aria-describedby="caption-attachment-11402" style="width: 380px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11402" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Nem toda orientação serve para todas as pessoas</strong></h4>
<p>A especialista também alerta para outro problema frequente nas fake news de saúde: a generalização de recomendações médicas. Segundo ela, vídeos falsos costumam transformar orientações específicas em regras universais.</p>
<blockquote>
<p>“<strong>Existem situações específicas em que pacientes com doenças cardiovasculares precisam de cuidados, mas não se pode transformar uma orientação individual em regra para toda a população. Saúde exige avaliação caso a caso</strong>“, explica.</p>
</blockquote>
<h4><strong>Como identificar uma fake news de saúde produzida por IA</strong></h4>
<p>Embora os vídeos estejam mais sofisticados, alguns sinais ainda podem indicar manipulação.</p>
<h5><strong>Fique atento se o vídeo:</strong></h5>
<p><strong>• Promete cura rápida para doenças graves; </strong><br /><strong>• Orienta interromper medicamentos prescritos; </strong><br /><strong>• Vende suplementos como solução definitiva; </strong><br /><strong>• Utiliza frases como “os médicos não querem que você saiba”; </strong><br /><strong>• Afirma existir uma “cura natural escondida pela medicina”; </strong><br /><strong>• Apresenta voz artificial ou pouco natural; </strong><br /><strong>• Mostra movimentos estranhos da boca ou sincronização imperfeita; </strong><br /><strong>• Possui cortes bruscos ou expressões repetitivas.</strong></p>
<h4><strong>O que fazer antes de acreditar</strong></h4>
<p>Especialistas recomendam alguns cuidados simples para reduzir o risco de cair nesse tipo de golpe digital.</p>
<h5><strong>Confira as orientações:</strong></h5>
<p><strong>• Não interrompa medicamentos sem conversar com seu médico. </strong><br /><strong>• Verifique se o profissional realmente publicou aquele conteúdo em seus canais oficiais. </strong><br /><strong>• Desconfie de anúncios que vendem suplementos ou tratamentos milagrosos. </strong><br /><strong>• Procure informações em instituições reconhecidas, hospitais, sociedades médicas e órgãos oficiais de saúde. </strong><br /><strong>• Converse com familiares idosos sobre golpes digitais e desinformação. </strong><br /><strong>• Se surgir qualquer dúvida, leve o vídeo ao médico antes de tomar qualquer decisão.</strong></p>
<figure id="attachment_11400" aria-describedby="caption-attachment-11400" style="width: 368px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11400" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Inteligência artificial exige mais atenção à informação em saúde</strong></h4>
<p>A inteligência artificial trouxe benefícios importantes para a medicina e para a comunicação científica. Entretanto, seu uso para produzir conteúdos enganosos representa um desafio crescente para profissionais de saúde, plataformas digitais e para a população.</p>
<p>Quando o assunto é saúde, nenhuma informação obtida nas redes sociais deve substituir a avaliação individual feita por um profissional habilitado. Confirmar a origem do conteúdo e buscar fontes confiáveis continua sendo a melhor forma de proteger a própria saúde.</p>
<p><strong>O hepatologista Dr. Raymundo Paraná</strong>, que frequentemente combate as fake news em saúde por meio de suas redes sociais, reforça que a desinformação pode colocar vidas em risco.</p>
<blockquote>
<h5>“<strong>Não se deixe enganar por promessas de soluções rápidas. O que funciona para uma pessoa pode não ser seguro para outra. Sempre procure um médico com RQE (Registro de Qualificação de Especialista) antes de fazer qualquer mudança no tratamento. Além disso, busque uma segunda opinião antes de recorrer a fórmulas, soros, suplementos ou hormônios. A sua saúde não pode ser colocada em risco”</strong>, ressalta Dr. Paraná em seu Instagram.</h5>
</blockquote></div>
<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/videos-falsos-com-medicos-criados-por-ia-acendem-alerta-para-riscos-a-saude-das-pessoas-idosas/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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