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Veja como foram as mudanças de escudo feitas pelo Grupo City em outros clubes

A discussão sobre uma possível modernização no escudo do Bahia colocou os holofotes sobre o histórico de transformações visuais promovidas pelo Grupo City em suas equipes espalhadas pelo mundo.

O debate, que ganhou força nos últimos dias, com declarações da Associação e rumores de bastidores, levanta curiosidade sobre qual é o verdadeiro padrão estético do conglomerado árabe ao assumir o controle visual de uma nova instituição de futebol.

Uma análise detalhada das últimas reformulações de identidade visual comandadas pelo Grupo City indica um padrão muito claro: a busca pela uniformização de formatos e conceitos. Na grande maioria das vezes, os antigos emblemas dão lugar a designs circulares, com o nome da agremiação destacado nas bordas e símbolos históricos preservados de maneira minimalista no centro.

Abaixo, a imagem ilustra a linha do tempo dessas modificações ao longo dos anos de expansão do grupo:

As mudanças de escudo feitas pelo Grupo City (Foto: Planetafobal.com)

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Detalhes das mudanças promovidas pelo Grupo City em seus clubes

Ao observar a cronologia das transformações gráficas expostas acima, é possível entender como a engrenagem de marketing de Manchester atua em diferentes mercados internacionais buscando captar detalhes culturais de cada local.

Animais tradicionais de Melbourne; uma embarcação como símbolo de Manchester; o símbolo de um sol tradicional da bandeira do Uruguai; e a ferrovia de Mumbai que transporta mais de 2 bilhões de pessoas na cidade por ano.

Por outro lado, o escudo do Shenzen é o que ganhou um design gráfico em lugar do mascote que ocupava a maior parte do símbolo anterior.

Detalhamos abaixo cada uma das mudanças:

  • Melbourne City (2014): Diferentemente do que se imagina, a primeira grande intervenção não ocorreu no Manchester City, mas sim na Austrália. O antigo escudo do Melbourne Heart, moldado em formato de coração com as cores vermelha e branca, foi totalmente descontinuado. Em seu lugar, surgiu um formato circular baseado no que aconteceria no ano seguinte com o clube da matriz inglesa, alterando o nome da equipe e inserindo o azul celeste na borda externa, que se tornaria a marca do Grupo City.
  • Manchester City (2015): A mudança no principal clube do grupo atendeu a um pedido dos próprios torcedores britânicos. O antigo formato com a águia dourada e as três estrelas superiores — que não possuíam significado de conquistas — foi abandonado. O clube retornou ao formato redondo tradicional de suas décadas passadas, mantendo o navio mercante e a rosa vermelha da região de Lancashire.
  • Montevideo City Torque (2020): No Uruguai, o antigo Club Atlético Torque possuía um escudo simples com uma bola de futebol centralizada em fundo branco e bordas pretas e azuis. No processo de transição para “Montevideo City”, o emblema ganhou o padrão circular global da marca, adotando um sol estilizado azul e dourado no miolo.
  • Girona (2021): A equipe espanhola passou por uma sutil simplificação. O formato oval antigo que continha uma coroa flutuante no topo foi substituído por uma circunferência fechada. As listras verticais vermelhas e brancas e o quadrado interno central foram mantidos, mas a estrutura externa ganhou linhas limpas e letras mais modernas.
  • Lommel SK (2022): O clube da Bélgica possuía um brasão clássico repleto de ramos verdes ao redor de uma bola e um monumento histórico. O Grupo City manteve a identidade verde e o ano de fundação (1932), mas encaixou os elementos dentro de um círculo perfeito, destacando o desenho de uma árvore estilizada no centro do escudo.
  • Mumbai City (2023): Na Índia, o formato original do escudo já era ligeiramente parecido com um distintivo tradicional, exibindo a imagem de um trem local. O redesenho inseriu o time na identidade padrão da franquia, organizando o mesmo trem e as texturas marítimas em um arranjo azul e branco.
  • Shenzhen Peng City (2024): A alteração mais recente ocorreu no futebol chinês. O clube, que antes utilizava a imagem frontal de um touro vermelho sobre um fundo amarelo pontiagudo, mudou de sede e de nome. O novo escudo abandonou completamente o antigo visual e assumiu a identidade circular corporativa com um triângulo geométrico azul no centro.
Foto: Planetafobal.com

O Grupo City não possui controle majoritário do Yokohama F. Marinos e possui acordo de parceria com o Bolívar, não tendo contrato de propriedade.

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O que o histórico do Grupo City projeta para o futuro do Bahia?

Os exemplos contidos na imagem demonstram que o Grupo City costuma aplicar a sua marca de forma impositiva em clubes que necessitam de um reposicionamento completo no mercado local, como ocorreu na Austrália, na Índia e na China.

No entanto, em praças onde o peso da camisa e o tradicionalismo das arquibancadas já existem, a postura da empresa se apoia na preservação dos símbolos fundamentais.

Nesses casos, o departamento de marketing do Grupo busca apenas melhorias de legibilidade digital ou resgate de tradições do passado; como foram casos do Manchester City e Girona.

No caso específico do Esquadrão, o escudo já apresenta um padrão similar ao de clubes que formam o Grupo City, em formato redondo. Contudo, o que pode ocorrer é a simplificação dos símbolos dentro da circunferência, ou, por exemplo, remeter a um escudo anterior.

Foto: Trivela

É importante ressaltar qualquer intenção de mexer na estrutura do escudo atual precisará respeitar a soberania dos sócios do clube associação.

Como o torcedor tricolor possui voz ativa e poder de veto garantido em Estatuto, a tendência é que um possível rebranding leve em consideração a forte identificação do escudo que já existe entre os torcedores tricolores, com propostas simples de modernização.

Fonte: Clique aqui

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