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<p>Com foco na valorização da cultura afro-brasileira e na formação cidadã dos estudantes, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) realizou, nesta quarta-feira (23), a primeira reunião do Comitê Gestor do Projeto Capoeira das Escolas: Movimento, Identidade e Ancestralidade. O encontro aconteceu no auditório da SEC, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), reunindo representantes de órgãos públicos e lideranças do movimento da capoeira. A iniciativa integra as ações da Lei Moa do Katendê, regulamentada em 2024, que reconhece a capoeira como patrimônio e garante sua presença nas escolas da rede estadual.</p>
<p>O Comitê Gestor é composto, além da SEC, pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), bem como por representantes da Salvaguarda da Capoeira, mestres de Capoeira Angola e Regional e por grupos e coletivos atuantes nos territórios. “A criação do comitê nasce da regulamentação da Lei Moa do Katendê e se firma como uma ação pioneira da educação pública da Bahia”, afirmou Neuber Leite Costa, da Coordenação de Educação Antirracista da SEC. “Estamos implementando um projeto que articula educação, cultura e ancestralidade com base em uma perspectiva afrocentrada”, acrescentou.</p>
<p><strong>Educação, identidade e reparação</strong><br />Durante a reunião, foi realizada uma apresentação dos integrantes do Comitê e discutidas as estratégias de fortalecimento das ações nas escolas. Representando a Sepromi, a chefe de gabinete Daniele Costa reforçou a importância da articulação interinstitucional. “A criação do comitê é resultado da luta histórica do movimento da capoeira e do compromisso do Estado em atender a uma demanda de reparação”, destacou. Para ela, o momento marca uma virada de chave na implementação de políticas públicas que valorizam as culturas negras e tradicionais.</p>
<p>Já presente em cerca de 600 escolas e com mais de 14 mil estudantes beneficiados, o projeto Capoeira das Escolas oferece oficinas educativas, capacitação de oficineiros, distribuição de instrumentos musicais e festivais de capoeira. Cada escola recebeu um aporte de, aproximadamente, R$ 2.400 para aquisição dos chamados kits ginga, compostos por berimbau, atabaque, pandeiro, agogô, caxixi, reco-reco e dobrão. As aulas promovem o desenvolvimento motor, cognitivo e social, ao mesmo tempo em que integram conteúdos sobre a história da capoeira e a trajetória de Moa do Katendê.</p>
<p>Fundamentado em uma proposta pedagógica afrocentrada, o projeto também serve como ferramenta para a implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. A proposta busca ampliar a consciência crítica dos estudantes sobre racismo, sexismo e outras formas de discriminação, valorizando a diversidade e o protagonismo das culturas negras. Ao unir tradição, educação e identidade, a Bahia reafirma seu papel na preservação e difusão da capoeira como patrimônio vivo.</p>
<p><em><strong>Fonte: Ascom/SEC</strong></em></p>
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<p><a href="http://www.ba.gov.br/comunicacao/noticias/2025-07/371254/primeira-reuniao-do-comite-do-projeto-capoeira-das-escolas-marca-avanco-da">Fonte: Clique aqui</a></p>


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