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<p>Pesquisa constata que abstinência e uso consciente das plataformas digitais trazem benefícios diferentes</p>
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<p>Não é preciso abandonar as redes sociais para proteger a saúde mental, mas a forma de uso faz toda a diferença, segundo um estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://psycnet.apa.org/fulltext/2025-42103-001.html" target="_blank" rel="noopener">publicado</a> no <em>Journal of Experimental Psychology: General</em>.</p>
<p>A pesquisa mostra que tanto a abstinência total quanto o uso intencional podem trazer benefícios, mas em dimensões diferentes. Parar de usar redes sociais reduziu sintomas como ansiedade e estresse, enquanto aprender a usá-las de maneira mais consciente diminuiu sentimentos de solidão e o receio de estar perdendo algo, também conhecido pela sigla em inglês FOMO, que significa <em>fear of missing out</em>, ou “medo de ficar de fora”, em tradução livre.</p>
<p><em>“Essa redução da solidão e do FOMO aconteceu porque as pessoas foram incentivadas a agir e se conectar com os outros na vida real, fora da internet”</em>, analisa o psicólogo clínico Vitor Koichi Iwakura Fugimoto, do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.google.com/url?sa=t&;source=web&;rct=j&;opi=89978449&;url=https://www.einstein.br/n&;ved=2ahUKEwjB5fa01-aTAxWcRLgEHRgWGWcQFnoECBYQAQ&;usg=AOvVaw3VjcZdX5OBLrX2CqeRe5bf" target="_blank" rel="noopener">Einstein Hospital Israelita</a>. <em>“O problema não é o uso por si só, mas como fazemos esse uso”</em>, disse.</p>
<h2>A PESQUISA E SEUS GRUPOS</h2>
<p>A pesquisa acompanhou 393 jovens adultos canadenses, entre 17 e 29 anos de idade, que relataram preocupação com o impacto das redes sociais em seu bem-estar. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos ao longo de 6 semanas.</p>
<p>Um deles manteve o uso habitual das plataformas, outro interrompeu totalmente e o 3º assistiu a aulas sobre como modificar a forma de interação, com foco em reduzir comparações sociais, diminuir o uso passivo e priorizar conexões mais significativas.</p>
<p>Ao longo do experimento, os pesquisadores avaliaram tanto mudanças no comportamento digital quanto indicadores de saúde mental. Foram analisados tempo de uso, intensidade e padrão de engajamento (como rolagem passiva versus interação ativa), além de medidas de solidão, FOMO, estresse, ansiedade e sintomas depressivos.</p>
<p>As avaliações foram feitas em diferentes momentos durante as 6 semanas, permitindo comparar a evolução dos 3 grupos e identificar efeitos distintos entre parar completamente e aprender a usar de maneira intencional.</p>
<p>Os autores concluíram que as redes sociais operam de forma ambivalente: ao mesmo tempo em que ampliam pressões de comparação e autoapresentação, também oferecem oportunidades reais de conexão.</p>
<p><em>“Nem todo uso da rede social é danoso, é importante isso ser discriminado”, </em>frisa Fugimoto. <em>“Um padrão que costuma piorar o bem-estar é o uso passivo, quando as pessoas abrem as plataformas sem propósito definido. Além disso, o tipo de interação importa: se a pessoa consome sobretudo conteúdos de famosos ou páginas de fofoca e não se engaja com amigos e familiares, isso tende a aumentar a sensação de desconexão”</em>, afirma.</p>
<p>Os efeitos sobre a saúde mental estão diretamente ligados ao modo de uso. A comparação social é um dos principais fatores envolvidos. Trata-se de um comportamento humano natural, mas que se intensifica nas plataformas digitais, onde predominam recortes positivos e idealizados da vida cotidiana.</p>
<p><em>“Muitas vezes, o que é mostrado não é uma realidade compatível com a vida da grande maioria da população”,</em> observa o psicólogo.</p>
<h2>O QUE MOSTRAM AS PESQUISAS</h2>
<p>Outro fator relevante é a intensidade do uso. Quanto maior o tempo gasto nas plataformas, mais intensa tende a ser a sensação de perda de controle, o que pode contribuir para a piora do bem-estar. Esse ciclo costuma se retroalimentar: ao perder a noção do tempo e do conteúdo consumido, o usuário permanece conectado por mais tempo do que pretendia.</p>
<p><em>“De uma forma ou de outra, isso leva a uma intensidade maior de uso, geralmente porque a pessoa perde a noção do tempo e do que está consumindo”</em>, alerta Vitor Fugimoto.</p>
<p>Esses padrões de uso encontram respaldo na literatura científica. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2022 na <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://mental.jmir.org/2022/4/e33450"><em>JMIR Mental Health</em></a> reuniu dados de 18 pesquisas com mais de 9.000 adolescentes e jovens adultos, e identificou correlações moderadas entre uso problemático de redes sociais –caracterizado por padrões semelhantes a comportamento aditivo– e sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Os autores observaram que esse hábito foi um preditor mais consistente de sofrimento psicológico do que o simples tempo de exposição.</p>
<p>Já um estudo longitudinal publicado em 2025 na <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2834349"><em>JAMA Network Open</em></a>, que acompanhou quase 12.000 crianças e adolescentes ao longo de 4 anos nos Estados Unidos, mostrou que aumentos individuais no tempo de uso de redes sociais estavam associados à elevação posterior de sintomas depressivos.</p>
<p>Outra pesquisa, feita com mais de 3.000 jovens e publicada em 2019 na <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2737909"><em>JAMA Pediatrics</em></a>, identificou associação entre maior tempo dedicado às redes e aumento de sintomas depressivos, efeito parcialmente explicado por mecanismos como comparação social ascendente e redução da autoestima.</p>
<p>Dados populacionais dos Estados Unidos, divulgados em 2025 pelo <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.cdc.gov/pcd/issues/2025/24_0537.htm" target="_blank" rel="noopener">CDC</a> (Centros de Controle e Prevenção de Coenças, na sigla em inglês), também indicam que adolescentes com 4 horas diárias ou mais de tempo de tela apresentam maior risco de relatar sintomas de depressão, ansiedade, pior qualidade do sono e menor percepção de suporte social.</p>
<p>A relação se estende à autoimagem. Uma meta-análise publicada em 2025 na revista <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1740144524001633"><em>Body Image</em></a>, que analisou dados de estudos envolvendo mais de 55.000 participantes, mostrou que níveis mais elevados de comparação social online estão associados a maiores preocupações com imagem corporal, sintomas de transtornos alimentares e imagem corporal positiva inferior.</p>
<h2>USO CONSCIENTE</h2>
<p>No estudo canadense, os participantes que passaram pela intervenção do “uso intencional” foram orientados a reduzir comparações sociais, deixar de seguir ou silenciar contas que provocavam sentimentos negativos, diminuir a rolagem passiva e priorizar interações ativas –como comentar, enviar mensagens diretas e fortalecer vínculos com pessoas próximas. A proposta não era apenas reduzir o tempo de tela, mas transformar a qualidade do engajamento.</p>
<p><em>“Acho que, no dia a dia, o que a gente pode fazer para reduzir essa comparação social e fazer isso intencional é de fato ter um propósito do porquê estar abrindo aquele aplicativo, seja o Instagram, o TikTok, o WhatsApp ou o Facebook”</em>, propõe o psicólogo do Einstein.</p>
<p>Para ele, o 1º passo é criar um filtro ativo das próprias redes: revisar as contas seguidas e refletir sobre o impacto real de cada uma delas. Perfis que estimulam comparação constante, exibem rotinas idealizadas ou reforçam padrões inalcançáveis podem ser silenciados ou deixados de lado.</p>
<p>No entanto, é bom ter em mente que o controle nunca é absoluto. Mesmo após ajustes, os algoritmos continuam sugerindo conteúdos que podem reacender comparações ou distrações. Daí a importância de manter uma postura consciente diante do que aparece no feed e avaliar continuamente se aquele conteúdo contribui ou não para o bem-estar.</p>
<p>Outra medida é estabelecer limites de tempo e evitar o uso automático. Desativar alertas constantes ou habilitar ferramentas de monitoramento do próprio celular pode ajudar o usuário a visualizar quanto tempo passa nas plataformas e a identificar padrões de acesso impulsivo. O objetivo não é impor metas rígidas, mas desenvolver percepção sobre o próprio comportamento digital.</p>
<hr/>
<p>Este texto foi publicado originalmente pela Agência Einstein em 7 de abril de 2026 e adaptado para publicação pelo <strong>Poder360</strong>.</p>
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<p><a href="https://www.poder360.com.br/poder-saude/uso-consciente-de-redes-sociais-reduz-impactos-na-saude-mental/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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