Presidente diz que arsenal é amplo e promete punir responsáveis por vazamentos sobre estoques
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que o país tem “quantidades enormes” de munições. Em publicação na Truth Social na madrugada desta 5ª feira (6.ago), o republicano declarou que “grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas para os EUA conforme a necessidade”.
Reportagem dos jornalistas Tara Copp, Natalie Allison e Noah Robertson, do jornal norte-americano The Washington Post, diz que Trump cobrou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, por uma eventual escassez de mísseis no arsenal norte-americano e pela falta de informações sobre o nível dos estoques durante a guerra contra o Irã. De acordo com a publicação, houve um bate boca entre os 2.
O jornal afirma que Trump questionou Hegseth na 6ª feira (31.jul), durante uma reunião do gabinete em Camp David. O presidente, conforme o The Washington Post, disse que acreditava que o problema das munições “já havia sido resolvido” e que ele foi levado a uma avaliação errada sobre a capacidade militar disponível.
A falta de mísseis guiados de longo alcance e de interceptadores de defesa aérea teria contribuído para Trump recuar de novos ataques de grande escala contra o Irã. Na 2ª feira (3.ago), o presidente afirmou que havia autorizado e depois cancelado “o maior ataque desde a 2ª Guerra Mundial”, enquanto citava a possibilidade de negociações sobre o estreito de Ormuz.
O jornal diz que Hegseth responsabilizou o vice-secretário de Guerra, Stephen Feinberg, por não manter Trump devidamente informado sobre os estoques.
A Casa Branca negou o relato. A porta-voz Karoline Leavitt declarou que a conversa “nunca foi realizada” e afirmou que Trump mantém total confiança em Hegseth. O Pentágono rejeitou que o secretário tenha enganado o presidente ou culpado Feinberg.
Segundo publicação na 3ª feira (4.ago) da agência de notícias Reuters, o Exército dos Estados Unidos usou “praticamente todo” o estoque de ATACMS e PrSM, sistemas de mísseis táticos e de ataque de precisão disparados a longa distância. As fontes não informaram quantas unidades ainda estão disponíveis.
A agência informou que os Estados Unidos consumiram pouco menos da metade de seu estoque global de mísseis Tomahawk desde o início da guerra. Estimativas indicam o uso de cerca de 65% dos interceptadores Patriot e uma redução de ao menos 38% no estoque de THAAD.
Na publicação feita na madrugada desta 5ª feira (6.ago), Trump disse que os responsáveis pelos vazamentos serão procurados. Afirmou que seu governo buscará “longas penas de prisão” para os autores das informações divulgadas.
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