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<p>A principal suspeita é que Juliana tenha morrido por intoxicação provocada pelo cloro usado para a limpeza da piscina</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Reprodução / Jovem Pan News</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/foto-jp-2-6-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/foto-jp-2-6-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Vídeo de câmeras de monitoramento registra a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passando mal ainda na área da piscina<br /></span></div>
<p><?xml encoding="UTF-8"???></p>
<p>A Justiça de São Paulo (TJ-SP) indeferiu nesta sexta-feira, 13, o pedido de prisão temporária contra os sócios da academia G4 Gym pela morte da professora Juliana Faustino Basseto no último sábado, 7. A mulher, de 27 anos, passou mal depois de usar a piscina da academia, em São Lucas, zona leste da capital, e morreu horas depois de dar entrada em um hospital.</p>
<p>A principal suspeita é que Juliana tenha morrido por intoxicação provocada pelo cloro usado para a limpeza da piscina. Além dela, outras cinco pessoas que entraram na água na mesma academia, também no sábado, tiveram que ser hospitalizadas.</p>
<p>No entendimento da juíza Paula Marie Konno, que assina a decisão, não há motivos para a decretação da prisão temporária, visto que não há indícios de que os sócios da academia estariam atrapalhando o curso das investigações.</p>
<p>Ela cita que o trio já prestou depoimento, a perícia já fez a coleta dos materiais na G4 Gym, a academia já foi lacrada e não há, nos autos, registro de que os investigados estejam “intimidando ou constrangendo testemunhas”.</p>
<p>“Deste modo, não há razão para a imposição da prisão temporária, porquanto as medidas cautelares diversas da prisão se mostram suficientes no caso em apreço”, afirmou a magistrada na decisão</p>
<p>Na própria decisão, a magistrada explicou que a prisão temporária é determinada pela Justiça quando for necessária para as investigações, no caso de os suspeitos não terem residência fixa ou se não fornecerem elementos para esclarecer as respectivas identidades.</p>
<p>Ela, contudo, definiu e fixou algumas medidas cautelares que os suspeitos são obrigados a cumprir, como: comparecer em juízo para justificar atividades e informar atualização de endereços; não manter contato direto ou indireto com testemunhas relacionadas ao caso; não se ausentar da Comarca por mais de sete dias sem autorização do juiz.</p>
<p>“Ficam os investigados advertidos de que o descumprimento de quaisquer das condições poderá ensejar a decretação da prisão preventiva”, afirma.</p>
<p>Em nota, a defesa dos sócios afirmou que recebeu “com satisfação a decisão judicial” que dá ao trio a possibilidade de aguardar o julgamento em liberdade e afirmou que eles vão cumprir as medidas cautelares. “Reiteramos que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”, acrescentou a defesa.</p>
<h2>Indiciamento por dolo eventual</h2>
<p>Na última quarta-feira, 11, a Polícia Civil indiciou por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de morte) os três empresários responsáveis pela unidade da academia, Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração. A defesa nega a negligência do trio.</p>
<p>A mistura que supostamente seria a causa do mal-estar dos alunos foi realizada pelo ajudante-geral Severino Silva, 43, que recebia as orientações dos donos do local via mensagem sobre como fazer as dosagens, segundo o próprio funcionário relatou à polícia, e não possui formação técnica para manipular os produtos da piscina.</p>
<p>De acordo com a defesa de Severino, que não foi indiciado, o funcionário colabora com as investigações e é tratado apenas como testemunha do caso.</p>
<p>No pedido de prisão, o delegado Alexandre Bento afirma que “os relatos colhidos indicam a inadequação na utilização de cloro em quantidades excessivas, por pessoas sem habilitação profissional ou conhecimento técnico, empregada de forma consciente e deliberada pelos sócios da empresa C4 Gym, visando exclusivamente à vantagem financeira (lucro)”.</p>
<p>Ainda de acordo com o delegado, os sócios teriam tentado ainda descaracterizar a cena do crime, dissipando os gases logo após Juliana ser levada a um hospital.</p>
<h2>MP instaura inquérito para investigar rede</h2>
<p>Na última terça-feira, 10, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que instaurou um inquérito civil para investigar a rede de academias C4 Gym, que possui franquias espalhadas por São Paulo.</p>
<p>O inquérito civil foi aberto pela Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo, com o objetivo de apurar se as franquias da rede operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O AVCB é um documento que atesta que uma edificação possui as condições de segurança contra incêndio e pânico exigidas por lei. A reportagem busca contato com a academia para comentar sobre o assunto.</p>
<p>O promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos determinou que a academia apresente uma relação completa das unidades em funcionamento (endereço e identificação dos franqueados), detalhes de como os contratos de franquia são firmados, além de informações sobre eventuais irregularidades.</p>
<p>“Segundo informações preliminares constantes da portaria, a empresa opera por meio de sistema de franquias, havendo indícios de que algumas unidades funcionariam sem o devido AVCB”, informou a promotoria em nota.</p>
<p>Depois do episódio, a Subprefeitura de Vila Prudente interditou a academia C4 Gym devido a uma “situação precária de segurança” e também à ausência do Auto de Licença de Funcionamento, o alvará, uma vez que o estabelecimento possui dois CNPJs vinculados à atividade exercida no endereço.</p>
<p>*Estadão Conteúdo</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/tj-sp-nega-prisao-de-socios-de-academia-por-morte-de-mulher-que-passou-mal-em-piscina.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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