Categories: Últimas Notícias

Taxação dos super-ricos no G20 é vaga, mas politiza desigualdade

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;2 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>De forma inédita&comma; a declaração da cúpula do G20&comma; no Rio de Janeiro&comma; destacou a importância da taxação dos super-ricos&period; Para analistas consultados pela Agência Brasil&comma; o texto é vago e não define como a taxação de bilionários será feita&comma; mas ressaltaram que a menção ao tema politiza o debate sobre a desigualdade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O jornalista&comma; doutor em Ciência Política e professor de Relações Internacionais Bruno Lima Rocha Beaklini lembrou que a taxação dos super-ricos depende da legislação nacional dos países&comma; por isso é difícil operacionalizar&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Como está no campo das intenções&comma; é interesse&period; É um reconhecimento que há cada vez mais uma acumulação de riqueza e mecanismos de evasão fiscal&period; Se fosse especificamente um texto dizendo que é preciso tributar direto nos paraísos fiscais&comma; era possível conseguir um caminho mais rápido para tributar os super-ricos&comma; mas isso não foi feito&period; Ou seja&comma; foi dito a importância&comma; a relevância&comma; mas não foi apontado onde seria feita essa apreensão dos recursos&comma; nem como”&comma; ponderou Bruno&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O texto aprovado por consenso das maiores potências do planeta afirma que&comma; com &OpenCurlyDoubleQuote;respeito à soberania tributária&comma; nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A declaração acrescenta que a cooperação pode envolver o intercâmbio de melhores práticas&comma; o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão fiscal&period; Os países afirmam ainda que estão &OpenCurlyDoubleQuote;ansiosos para continuar a discutir essas questões no G20 e em outros fóruns relevantes” e que incentivam políticas fiscais progressivas&comma; que é o princípio de que quem ganha mais deve pagar mais impostos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense &lpar;UFF&rpar; Vitelio Brustolin&comma; o documento está no plano das intenções&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Se fala da importância da tributação progressiva como caminho necessário para taxar os super-ricos&comma; mas não se sabe como e nem o caminho para isso”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Soberania tributária<&sol;h2>&NewLine;<p>O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília &lpar;UnB&rpar; Roberto Goulart Menezes&comma; que coordena um grupo de <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"http&colon;&sol;&sol;www&period;revistageopolitica&period;com&period;br&sol;index&period;php&sol;revistageopolitica&sol;issue&sol;view&sol;43&sol;showToc" target&equals;"&lowbar;blank">pesquisa sobre o G20 da <em>Revista de Geopolítica<&sol;em><&sol;a>&comma; enfatizou que o Brasil tem um dos regimes tributários mais regressivos do mundo&comma; ou seja&comma; os pobres pagam proporcionalmente mais tributos que os ricos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele destaca que o texto deixa claro que os recursos devem ficar nos países que arrecadam&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Não é um dinheiro que vai ser arrecadado nos diferentes países e que vai para um fundo com a supervisão da ONU para ser colocado nos países de menor desenvolvimento relativo&period; Não é isso&period; Por isso eles &lbrack;G20&rsqb; falam de soberania tributária no documento”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Roberto Goulart lembrou que a proposta de taxação dos bilionários foi inicialmente defendida pelo economista francês Gabriel Zucman&period; Segundo esse pesquisador&comma; a medida afetaria apenas 3 mil indivíduos em todo o planeta&comma; dos quais cerca de 100 na América Latina&period; Em contrapartida&comma; teria potencial de arrecadar cerca de US&dollar; 250 bilhões por ano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O Brasil&comma; ao trazer esse tema&comma; tem dois objetivos&period; Um é politizar a desigualdade com o forte apoio do presidente &lbrack;dos Estados Unidos&comma; Joe&rsqb; Biden&comma; que o apoiou&period; E o segundo objetivo&comma; que não é novo&comma; é tentar cercar os paraísos fiscais”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A menção ao tema super-ricos foi elogiada pela organização não governamental Oxfam Brasil&comma; uma das principais entidades que trabalha com o tema da desigualdade&period; Segundo estudos da ONG&comma; entre 2013 e 2023&comma; o 1&percnt; mais rico do mundo se apropriou de metade da riqueza criada&period; Entre 2020 e 2023&comma; o 1&percnt; ficou com dois terços da riqueza gerada&comma; cerca de US&dollar; 42 trilhões&comma; seis vezes mais que 90&percnt; da população mundial&comma; ou seja&comma; 7 bilhões de pessoas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A diretora executiva da Oxfam Brasil&comma; Viviana Santiago&comma; é de opinião que o Brasil abriu caminho para avançar nesse debate&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Aplaudimos o Brasil por usar a sua presidência do G20 para responder às exigências das pessoas em todo o mundo para combater a desigualdade extrema&comma; a fome e o colapso climático&comma; e particularmente para mobilizar ações sobre a tributação dos super-ricos”&comma; ressaltou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A diretora da Oxfam Brasil defendeu taxas de impostos &OpenCurlyDoubleQuote;suficientemente elevadas para reduzir drasticamente a desigualdade e angariar os bilhões de dólares necessários para enfrentar a crise climática e a crise da pobreza”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Viviane Santiago cobrou&comma; por último&comma; que a África do Sul continue a pautar o tema durante sua presidência do G20&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A bola está do lado da África do Sul para continuar a luta contra a desigualdade extrema e tornar realidade o acordo deste ano para tributar os super-ricos do mundo&period; Esse seria um legado verdadeiramente histórico da sua próxima presidência do G20”&comma; defendeu&period; <&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2024-11&sol;taxacao-dos-super-ricos-no-g20-e-vaga-mas-politiza-desigualdade">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

Recent Posts

Trump reage ao Irã após bloqueio no Estreito de Ormuz e eleva tensão no Golfo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com firmeza à decisão do Irã de…

2 horas ago

Irã impede passagem e atira contra navios no estreito de Ormuz

Petroleiro e porta-contêineres são alvos de disparos; embarcações recuam depois de ordem de fechamento da…

3 horas ago

Jogo de ida – Esporte Clube Bahia

O Bahia volta à campo na Arena Fonte Nova na noite desta quarta-feira (22), às…

3 horas ago

Versão cidadã do Orçamento 2027 traduz termos técnicos para o público

O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) publicou nesta quinta-feira (16) uma versão acessível do Projeto de…

4 horas ago

Saiba como vai funcionar o cashback da restituição automática do IR

Uma das maiores novidades da declaração do Imposto de Renda de 2026 vai impactar, curiosamente,…

4 horas ago

Embrapa pesquisa planta para transformar recuperação do solo

Testes indicam que o gênero Sesbania é capaz de aumentar a matéria orgânica e de…

5 horas ago