A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada na manhã deste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, provocou forte reação no meio político, e uma das vozes mais duras veio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pelas redes sociais, ele classificou a medida como injusta, desproporcional e ofensiva à dignidade humana.
Segundo Tarcísio, Bolsonaro tem enfrentado “ataques e injustiças com a firmeza e coragem de poucos”. O governador destacou ainda o estado de saúde do ex-presidente, afirmando que levá-lo à sede da Polícia Federal nessas condições é um ato irresponsável. “Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”, criticou.
O governador também insistiu na tese de inocência do ex-presidente. “Bolsonaro é inocente, e o tempo mostrará. Lutaremos para que essa injustiça seja reparada o quanto antes”, escreveu.
Motivos para a prisão
A decisão de Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco à ordem pública após a convocação de uma vigília na porta do condomínio do ex-presidente. A PF também citou violações da tornozeleira eletrônica, interpretadas como possível tentativa de fuga.
O ministro do STF determinou que o cumprimento da ordem ocorresse na manhã de sábado, sem uso de algemas e sem exposição midiática, diretrizes semelhantes às adotadas em outras prisões consideradas urgentes, como a do ex-ministro Walter Braga Netto.
Defesa fala em “perplexidade”
Em nota, a defesa de Bolsonaro afirmou que a prisão causa “perplexidade” e classificou a decisão como desprovida de fundamentos sólidos. Os advogados argumentam que o ex-presidente já estava detido em casa, monitorado e com tornozeleira, o que afastaria qualquer possibilidade real de fuga.
A equipe jurídica também reforçou que Bolsonaro enfrenta um “delicado estado de saúde” e que sua prisão “pode colocar sua vida em risco”. O grupo informou que deve apresentar recurso ainda neste fim de semana.
A repercussão da prisão deve continuar movimentando o cenário político e jurídico nos próximos dias, especialmente diante da expectativa de novos recursos e da pressão crescente de aliados do ex-presidente.

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