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<p>Com a proximidade da Copa do Mundo, a violência no futebol chega ao centro das discussões aqui no Portal ComSaúde Bahia. Em meio à paixão que mobiliza milhões de torcedores, episódios de brigas entre torcidas, atos de racismo, misoginia e ataques a jogadores têm ampliado o alerta sobre segurança, saúde emocional e convivência nos eventos esportivos.</p>
<p>Além das consequências imediatas, especialistas chamam atenção para impactos que vão além dos estádios, atingindo diretamente a saúde mental da população e o próprio direito à saúde coletiva.</p>
<p>Em entrevista , a <strong>advogada Fabiane Azevedo, especialista em Direito à Saúde</strong>, afirma que episódios de agressão em eventos esportivos ultrapassaram os limites das arquibancadas. Segundo ela, a violência relacionada ao futebol também deve ser tratada como questão de saúde pública.</p>
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<p>“<strong>Cada torcedor ferido em uma briga generalizada se transforma em uma demanda concreta para o SUS: ambulância acionada, leito de emergência ocupado, equipe médica deslocada, exames de imagem, cirurgias, internações e, muitas vezes, acompanhamento psicológico posterior</strong>”, afirma.</p>
</blockquote>
<h4><strong>Casos de violência cresceram no Brasil</strong></h4>
<p>Dados recentes do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://observatoriosocialfutebol.org/wp-content/uploads/2024/11/Relatorio-Violencias-no-Futebol-Observatorio-Social-do-Futebol.pdf" target="_blank" rel="noopener">Observatório Social do Futebol</a> mostram que a violência relacionada ao futebol segue em crescimento no país. Somando 2023 e 2024, foram registrados 461 casos de violência entre torcidas. Somente em 2024, ocorreram 303 episódios, número superior ao do ano anterior.</p>
<p>Além disso, o levantamento aponta que a maioria das ocorrências acontece fora dos estádios. O problema, portanto, passou a ocupar ruas, estações de transporte, rodovias e áreas urbanas.</p>
<p><strong>Outro dado chama atenção</strong>: cerca de 37% dos casos ocorreram no entorno das arenas esportivas. Já aproximadamente 22% foram registrados dentro dos estádios. Rio de Janeiro e São Paulo concentram os maiores índices nacionais.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, confrontos entre torcedores de Sport e Santa Cruz, em Recife, reacenderam o debate. As cenas de extrema violência repercutiram nacionalmente e mobilizaram serviços de emergência, forças de segurança e unidades hospitalares da região.</p>
<figure id="attachment_10254" aria-describedby="caption-attachment-10254" style="width: 344px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-10254" class="wp-caption-text">William Meira/MEsp/</figcaption></figure>
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<h4><strong>Impactos emocionais também geram indenização</strong></h4>
<p>Além das lesões físicas, os danos psicológicos provocados pela violência coletiva passaram a receber maior atenção do Judiciário. Ansiedade, estresse pós-traumático, depressão e medo de frequentar eventos esportivos estão entre as consequências mais relatadas.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a violência como um importante problema de saúde pública devido aos impactos físicos, emocionais e sociais causados à população.</p>
<p>Para Fabiane Azevedo, os efeitos emocionais não podem ser minimizados. “<strong>O debate público costuma se concentrar nos feridos visíveis, nas imagens de pancadaria, mas raramente alcança o trauma de quem presenciou a cena, de quem ficou preso em uma multidão em pânico ou de quem perdeu um familiar em uma arquibancada</strong>”, pontua.</p>
<p>A advogada destaca ainda que os danos psicológicos possuem reconhecimento jurídico. “<strong>O dano psíquico é plenamente indenizável. Quem sai de um estádio com sequelas emocionais, ainda que sem um único arranhão, tem direito a buscar reparação</strong>”, ressalta.</p>
<p>Segundo ela, a jurisprudência brasileira já reconhece o dano moral e o dano psicológico como danos autônomos, independentemente de lesões físicas ou prejuízos materiais. Além disso, laudos psicológicos, prontuários médicos e provas testemunhais podem ser utilizados para comprovar o sofrimento emocional causado por episódios de violência coletiva.</p>
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<p>“<strong>O Judiciário tem sido sensível a esse tipo de demanda, especialmente quando há omissão demonstrada dos responsáveis pela organização</strong>”, afirma.</p>
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<figure id="attachment_10252" aria-describedby="caption-attachment-10252" style="width: 362px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-10252" class="wp-caption-text">Imagem: Freepik</figcaption></figure>
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<h4><strong>Responsabilidade também pode atingir clubes e Estado</strong></h4>
<p>A entrevista também aborda a responsabilidade jurídica de clubes, federações, organizadores e do próprio Estado diante de falhas de segurança. De acordo com Fabiane Azevedo, o direito à saúde vai além do atendimento médico.</p>
<p>“O direito à saúde não envolve apenas tratamento médico. Ele também inclui prevenção, promoção de segurança e proteção ao bem-estar físico, mental e social da população”, destaca.</p>
<p>Outro ponto discutido é a relação entre alcoolismo, comportamento coletivo e violência nos estádios. Estudos nacionais e internacionais apontam que o consumo excessivo de álcool aparece frequentemente associado a episódios de agressividade e confrontos entre torcedores.</p>
<p>Para a especialista, o debate precisa avançar além da lógica do entretenimento. “<strong>Torcer não pode ser sinônimo de adoecer ou morrer”</strong>, reforça.</p>
<p>Diante da proximidade da Copa do Mundo, especialistas defendem que o futebol também seja debatido sob a perspectiva da saúde pública, da educação emocional e da cultura de paz.</p>
<p><strong>Confira a íntegra da entrevista AQUI.</strong></p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/saude-seguranca-e-direitos-do-torcedor-entram-em-campo-no-ano-da-copa/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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