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<p>Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das <em>commodities</em> (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. <strong>No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.</strong></p>
<p>Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). <strong>Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.</strong></p>
<p>Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.</p>
<p><strong>Tanto as exportações como as importações bateram recorde.</strong> Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das <em>commodities</em>, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.</p>
<p>Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.</p>
<h2>Projeções</h2>
<p>O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.</p>
<p>Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.</p>
<h2>Resiliência</h2>
<p>Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.</p>
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<p>“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.</p>
</blockquote>
<p><strong>Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989</strong>, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.</p>
<p><strong>O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:</strong></p>
<ul>
<li>Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;</li>
<li>Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação</li>
</ul>
<h2>Setores</h2>
<p>Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:</p>
<ul>
<li><strong>Agropecuária:</strong> +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;</li>
<li><strong>Indústria extrativa</strong>: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;</li>
<li><strong>Indústria de transformação:</strong> +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.</li>
</ul>
<h2>Produtos</h2>
<p>Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:</p>
<ul>
<li><strong>Agropecuária</strong>: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);</li>
<li><strong>Indústria extrativa</strong>: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);</li>
<li><strong>Indústria de transformação</strong>: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).</li>
</ul>
<p>No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.</p>
<p>Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.</p>
<p>Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:</p>
<ul>
<li><strong>Agropecuária: </strong>soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)</li>
<li><strong>Indústria extrativa:</strong> fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);</li>
<li><strong>Indústria de transformação:</strong> combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).</li>
</ul>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/saldo-da-balanca-comercial-tem-recorde-em-dezembro-mas-encolhe-em-2025">Fonte: Clique aqui</a></p>


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