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<p>Estabelecimento, localizado no Bixiga, região central da capital paulista, está fechado por risco de colapso desde a quarta-feira (8), quando o desabamento de seu mezanino causou a morte de uma funcionária</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">MARCELO ESTEVÃO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/10/design-sem-nome-2025-10-08t154713.363-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/10/design-sem-nome-2025-10-08t154713.363-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Teto do restaurante Jamile, do chef Henrique Fogaça, desabou no início da tarde desta quarta-feira (8)<br /></span></div>
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<p>O <strong>restaurante Jamile</strong>, conhecido por ter o cardápio assinado pelo chef <strong>Henrique Fogaça</strong>, jurado do MasterChef, consta como irregular no Cadastro de Edificações do Município (CEDI) da Prefeitura de São Paulo. O estabelecimento, localizado no Bixiga, região central da capital paulista, está fechado por risco de colapso desde a quarta-feira (8) quando o desabamento de seu mezanino causou a morte de uma funcionária e deixou outras pessoas feridas.</p>
<p>O imóvel, que já abrigou uma agência do antigo Banco Real, foi inaugurado em 2015 após uma série de ampliações que, segundo a Prefeitura, não foram autorizadas. Em nota, o Jamile defendeu sua situação, afirmando possuir alvará de funcionamento (que é autodeclaratório), Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e Habite-se. O restaurante destacou que “regularizou todos os ajustes que haviam sido apontados nos indeferimentos da administração municipal, algo comum em todo projeto, e vinha funcionando dentro dos parâmetros legais”. A nota também expressou solidariedade à vítima.</p>
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<p>Por outro lado, a Subprefeitura Sé confirmou que o pedido de reforma foi arquivado após indeferimentos, e reiterou que os alvarás de funcionamento são autodeclaratórios e “não dependem de vistorias”. A subprefeitura acrescentou que o restaurante possuía documentação de 2022, em que profissionais habilitados asseguravam “as condições de higiene, segurança de uso, estabilidade, habitabilidade da edificação, assim como as condições de instalação no local”.</p>
<p>O desabamento atingiu a cozinheira Suenia Maria Tomé Bezerra, de 57 anos, que faleceu. Ao menos outras cinco pessoas ficaram feridas. O incidente ocorreu na Rua Treze de Maio, um conhecido polo gastronômico. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como desabamento no 5º Distrito Policial (Aclimação). Henrique Fogaça, em nota nas redes sociais, lamentou o ocorrido e esclareceu que sua participação no Jamile se restringiu à concepção inicial e consultoria para o menu, afirmando que “nunca teve envolvimento na gestão operacional ou administrativa” do restaurante.</p>
<p>Os sócios fundadores do estabelecimento seriam Alberto Hiar (o Turco Loco, dono da grife Cavalera e ex-deputado estadual) e Anuar Tacach (fundador da agência Out Out Office). Contudo, os pedidos de regularização estão em nome de Orlando Laurenti, um dos sócios da tradicional Padaria Basilicata, localizada nas proximidades. O Estadão tentou contato com Laurenti, mas não obteve retorno.</p>
<p><strong>Histórico de Irregularidades e Negativas</strong></p>
<p>O alvará de reforma do Jamile foi arquivado em 2023, após uma sequência de indeferimentos da Secretaria de Urbanismo e Licenciamento (Smul). Em janeiro de 2020, um pedido de “reconsideração de despacho” de alvará de aprovação e execução de reforma foi negado, assim como o alvará de aprovação e execução de reforma já havia sido negado em julho de 2015.<br />No processo, em dezembro de 2019, a Prefeitura havia solicitado uma série de esclarecimentos sobre aspectos da obra, incluindo altura e acessibilidade, sendo que um comunicado anterior já apontava “divergência na metragem” do mezanino.</p>
<p>Em dezembro de 2012, uma “reforma com acréscimo” de área foi aprovada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), devido à sua localização em “área envoltória” de imóveis tombados. Na ocasião, os conselheiros ressaltaram que “deverá ser atendida toda a legislação edilícia incidente no local”.</p>
<p>*Com informações do Estadão Conteúdo</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/restaurante-jamile-que-tem-henrique-fogaca-como-chef-consta-como-irregular-e-fez-reforma-sem-alvara.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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