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Reforma tributária mantém carnes e queijos na cesta básica

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O relatório do projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária&comma; apresentado nesta segunda-feira &lpar;9&rpar; à Comissão de Constituição e Justiça &lpar;CCJ&rpar; do Senado&comma; manteve as carnes e os queijos na cesta básica nacional&period; O parecer&comma; no entanto&comma; retirou o óleo de milho da isenção e especificou que o produto terá alíquota reduzida para 40&percnt; da alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Adicionado &lpar;IVA&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o relator do projeto&comma; senador Eduardo Braga &lpar;MDB-AM&rpar;&comma; a retirada do óleo de milho da isenção permite conceder tratamento igualitário com os demais tipos de óleos vegetais&period; Somente o olho de soja será isento&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A versão original do projeto que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo previa apenas 15 itens da Cesta Básica Nacional de Alimentos &lpar;CBNA&rpar;&comma; que terão isenção de IVA&comma; entre os quais arroz&comma; feijão&comma; pão e leite&period; Durante a tramitação na Câmara&comma; os deputados acrescentaram carnes&comma; queijos&comma; todos os tipos de farinha&comma; aveia&comma; sal e óleo de milho&comma; somando 22 itens&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A lista completa com itens da cesta básica com alíquota zerada é a seguinte&colon;<&sol;p>&NewLine;<p>•     Açúcar<&sol;p>&NewLine;<p>•     Arroz<&sol;p>&NewLine;<p>•     Café<&sol;p>&NewLine;<p>•     Carnes bovina&comma; suína&comma; ovina&comma; caprina e de aves<&sol;p>&NewLine;<p>•     Farinha de aveia<&sol;p>&NewLine;<p>•     Farinha&comma; grumos e sêmolas&comma; de milho<&sol;p>&NewLine;<p>•     Farinha de mandioca<&sol;p>&NewLine;<p>•     Farinha de trigo<&sol;p>&NewLine;<p>•     Feijões<&sol;p>&NewLine;<p>•     Fórmulas infantis<&sol;p>&NewLine;<p>•     Grãos de aveia<&sol;p>&NewLine;<p>•     Grãos de milho<&sol;p>&NewLine;<p>•     Leite<&sol;p>&NewLine;<p>•     Leite em pó<&sol;p>&NewLine;<p>•     Manteiga<&sol;p>&NewLine;<p>•     Margarina<&sol;p>&NewLine;<p>•     Massas<&sol;p>&NewLine;<p>•     Óleo de soja<&sol;p>&NewLine;<p>•     Pão comum<&sol;p>&NewLine;<p>•     Peixes e carnes de peixes<&sol;p>&NewLine;<p>•     Queijos tipo mozarela&comma; minas&comma; prato&comma; queijo de coalho&comma; ricota&comma; requeijão&comma; queijo provolone&comma; queijo parmesão&comma; queijo fresco não maturado e queijo do reino<&sol;p>&NewLine;<p>•     Sal<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo Braga&comma; o relatório também padronizou o tratamento tributário entre alimentos in natura&comma; como castanhas&comma; amêndoas&comma; frutas secas&comma; produtos hortícolas secos&comma; cogumelos e frutas frescas&comma; independentemente de sua forma de apresentação&period; Uma mudança foi restringir o redutor de 60&percnt; às frutas com casca dura apenas às frutas com caráter regional&comma; para estimular o emprego e a renda locais&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Alíquota padrão<&sol;h2>&NewLine;<p>Antes da ampliação da cesta básica&comma; as carnes teriam apenas alíquota reduzida em 60&percnt; &lpar;para 40&percnt; da alíquota padrão&rpar;&period; Com a ampliação da cesta básica e outras medidas incluídas pelos deputados&comma; a Receita Federal prevê que a alíquota padrão de IVA suba de 26&comma;5&percnt; para 27&comma;97&percnt;&period; Isso tornaria o Brasil o país com a maior alíquota do mundo&comma; ultrapassando a Hungria&comma; onde o IVA equivale a 27&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o relatório&comma; os ajustes recentes de Braga não trarão impacto na alíquota de referência porque as listas foram aperfeiçoadas&comma; e o próprio mercado se adaptará às regras&comma; aumentando a &OpenCurlyDoubleQuote;eficiência econômica” e reduzindo disputas na Justiça&period; Em relação a outros benefícios incluídos no texto&comma; como o <em>cashback<&sol;em> &lpar;devolução de impostos&rpar; para telecomunicações&comma; isenções para medicamentos de doenças raras ou aumento do redutor social para aluguel&comma; eles serão custeados com o Imposto Seletivo sobre armas&comma; munições e utensílios de plástico de uso único&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Prazo de 90 dias<&sol;h2>&NewLine;<p>O relatório apresentado nesta segunda definiu um prazo de 90 dias a partir de dezembro de 2030 para que o governo envie ao Congresso um projeto de lei complementar que reduza incentivos fiscais&comma; caso a alíquota padrão de referência do Imposto sobre Valor Adicionado fique superior a 26&comma;5&percnt;&period; Dessa forma&comma; o texto terá de ser enviado até o fim de março de 2031&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A versão anterior&comma; aprovada pela Câmara&comma; não estabelecia prazo para o envio&period; O governo poderia mandar o texto ao Congresso a qualquer momento de 2031&comma; para que as mudanças entrassem em vigor em 2032&comma; seguindo o princípio da anualidade&comma; segundo o qual aumentos de impostos só podem valer no ano seguinte à sanção da lei&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a emenda constitucional da reforma tributária sobre o consumo&comma; haverá uma trava sobre a carga tributária &lpar;peso dos impostos sobre a economia&rpar;&period; Em troca&comma; a cada cinco anos&comma; o governo avaliará os efeitos dos incentivos fiscais&comma; podendo reverter as medidas que não trouxerem resultados concretos sobre a economia&period; Durante a tramitação final do projeto de lei complementar&comma; a Câmara enrijeceu a trava&comma; estabelecendo a alíquota máxima de 26&comma;5&percnt; para o IVA&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A primeira avaliação quinquenal será feita em 2031&comma; com base nos dados de 2030&period; A partir daí&comma; as demais avaliações deverão ocorrer a cada cinco anos&period; Nas últimas semanas&comma; Braga e o Ministério da Fazenda discutiram medidas para tornar a trava mais efetiva&comma; mas a principal mudança do relator foi a inclusão do prazo para envio do projeto de lei ao Congresso&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2024-12&sol;reforma-tributaria-mantem-carnes-e-queijos-na-cesta-basica">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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