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<p>De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o país tinha 717 mil crianças nessa situação em 2024 </p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte"> Lyon Santos/ MDS</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/09/imagem-jvp-2025-09-19t112031.768-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/09/imagem-jvp-2025-09-19t112031.768-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">A pesquisa do IBGE mostra que as crianças e adolescentes de famílias beneficiárias somam 13,8 milhões de pessoas, 36,3% da população dessa faixa etária<br /></span></div>
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<p>O percentual de crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil cai mais acentuadamente entre os moradores de domicílios beneficiários do <strong>Bolsa Família</strong>, programa de assistência social do governo federal. Nos lares que contam com a assistência, o percentual de pessoas de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil era de 5,2%, o que representa 717 mil pessoas. No país como um todo, ou seja, sem separar quem recebe o Bolsa Família, a proporção é de 4,3%, o que engloba 1,65 milhão de pessoas.</p>
<p>Ao observar a evolução histórica desse dado, percebe-se que tem diminuído a diferença entre os dois grupos. Em 2016, a distância era de 2,1 pontos percentuais. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a proporção era de 7,3% das pessoas de 5 a 17 anos. No Brasil como um todo, de 5,2%. O menor ponto dessa distância é justamente em 2024: 0,9 ponto percentual.</p>
<p>“Apesar dessa diferença, é interessante observar que ao longo da série histórica, as crianças e adolescentes de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família tiveram redução mais acentuada do percentual daquelas em situação de trabalho infantil, quando comparados ao total de pessoas dessa faixa etária”, avalia o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes. A constatação está em edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo <strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</strong>. As informações referentes aos beneficiários do Bolsa Família incluem os dados do período de 2021 ao início de 2023, quando o programa era chamado Auxílio Brasil.</p>
<h3><strong>O que é trabalho infantil</strong></h3>
<p>Para classificar o trabalho infantil, o IBGE segue orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que o conceitua como “aquele que é perigoso e prejudicial à saúde e ao desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças, e que interfere na sua escolarização”. Acrescentam-se à classificação atividades informais e com jornadas excessivas.</p>
<p>Dessa forma, nem todas as atividades laborais de crianças e adolescentes são consideradas trabalho infantil. A legislação brasileira impõe delimitações:</p>
<p style="padding-left: 40px;">– até os 13 anos, é proibida qualquer forma de trabalho.<br />– de 14 a 15 anos, trabalho é permitido apenas na forma de aprendiz.<br />– aos 16 e 17 anos, há restrições ao trabalho sem carteira assinada, noturno, insalubre e perigoso.</p>
<p>O levantamento do IBGE revela que nos lares que recebiam o Bolsa Família em 2024, a renda mensal por pessoa era R$ 604, cerca de um terço do rendimento dos lares que não recebiam Bolsa Família (R$ 1.812). A pesquisa do IBGE mostra que as crianças e adolescentes de famílias beneficiárias somam 13,8 milhões de pessoas, 36,3% da população dessa faixa etária. Entre os submetidos ao trabalho infantil, são 43,5% das pessoas nessa situação.</p>
<h3><strong>Frequência escolar</strong></h3>
<p>O analista Gustavo Fontes destaca que as crianças e adolescentes beneficiários do Bolsa Família e em situação de trabalho infantil apresentam taxas de frequência escolar superiores ao total de pessoas que realizam<strong> trabalho infantil</strong>. Entre os beneficiários, o percentual é de 91,2%, superando a marca de 88,8% do total de crianças e jovens em situação de trabalho infantil.</p>
<p>“Entre aquelas mais novas, a gente observa praticamente uma universalização da frequência escolar, independentemente de receber Bolsa Família, enquanto para os grupos um pouco mais velhos, o percentual do Bolsa Família era um pouco maior de frequência escolar”, afirma. No grupo de 16 a 17 anos, entre os beneficiários, 82,7% são estudantes. Na média de todos que são submetidos ao trabalho infantil, 81,8% frequentam.</p>
<p>A Pnad mostra que, de fato, o trabalho infantil está associado à menor frequência escolar. Entre as crianças e jovens que não realizam trabalho infantil, 97,5% frequentam a escola. No grupo de 16 a 17 anos, são 90,5%, ou seja, patamares sempre superiores aos dos submetidos ao trabalho infantil, sejam ou não moradores de lares que recebem o Bolsa Família.</p>
<p><em>*Com informações da Agência Brasil </em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/reducao-do-trabalho-infantil-e-maior-entre-beneficiarios-do-bolsa-familia.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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