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<p>A tecnologia tem transformado diversos setores da sociedade, e a saúde é um deles. A <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://portaltelemedicina.com.br/realidade-virtual-na-medicina-veja-5-aplicacoes-da-tecnologia" target="_blank" rel="noopener">realidade virtual</a> vem se consolidando como uma aliada na recuperação funcional de pacientes, ajudando a acelerar o processo e a promover mais qualidade de vida. Por meio de ambientes interativos, essa ferramenta torna os exercícios mais dinâmicos e atrativos, o que contribui para o engajamento e a adesão ao tratamento.</p>
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<p>“<strong>A tecnologia permite um feedback em tempo real e correção dos movimentos de forma imediata, além de proporcionar exercícios personalizados em nível de dificuldade e tipo de tarefa</strong>“, explica Flaviane Ribeiro, fisioterapeuta e coordenadora de Reabilitação da Clínica Florence Unidade Salvador.</p>
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<p>Ela diz que, com essa estratégia, é possível realizar diversos tipos de exercícios voltados ao desenvolvimento motor, cognitivo e funcional. Os treinos envolvem movimentos como alcançar, segurar ou mover objetos em ambientes virtuais, contribuindo para a melhora da força, da precisão e da coordenação. Além disso, a técnica auxilia no equilíbrio e estimula habilidades cognitivas por meio de jogos que trabalham atenção, memória e raciocínio.</p>
<p>“<strong>Outro tipo de atividade bastante utilizado é o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.scielo.br/j/rbcdh/a/xmMhDm4KMrJyYQdcBxPTJWS/" target="_blank" rel="noopener">treino funcional</a>, que simula tarefas do cotidiano, como cozinhar, organizar ambientes ou realizar compras, promovendo mais autonomia, além de exercícios de estímulos visuais e sonoros</strong>“, complementa a fisioterapeuta. Com esse uso diversificado, a realidade virtual ainda tem a vantagem de possibilitar o ajuste em nível de dificuldade, ritmo e complexidade.</p>
<figure id="attachment_7060" aria-describedby="caption-attachment-7060" style="width: 264px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-7060" class="wp-caption-text">Foto: Comunicação Florence</figcaption></figure>
<p><strong>Indicação</strong><br />A realidade virtual é indicada para pacientes que necessitam de reabilitação motora, cognitiva ou sensorial. Ela é especialmente útil em casos de limitações nos movimentos, dificuldades de equilíbrio, sendo eficaz também na estimulação cognitiva ou para pacientes com baixa adesão a terapias tradicionais.</p>
<p>Um exemplo desses benefícios é o caso de Fernanda Lobo, bailarina e integrante da Sambadeiras – primeira bateria feminina de samba de Olinda (PE) – que enfrentou a Síndrome de Guillain-Barré (SGB). Durante sua recuperação, a paciente utilizou óculos de realidade virtual que a transportavam para cenas do grupo musical enquanto ela realizava os exercícios de fisioterapia tocando tamborim.</p>
<p>“<strong>Eu toquei no tamborim a mesma música que estava no vídeo que assistia com os óculos. É um formato que nos aproxima muito da realidade, estimulando e trazendo uma sensação única</strong>“, relata Fernanda, que deu entrada na unidade de Recife em dezembro de 2024 e teve alta em março de 2025. A mesma tecnologia é oferecida na unidade Florence de Salvador.</p>
<p>Flaviane Ribeiro ressalta, porém, que a tecnologia deve ser evitada em casos em que o paciente apresente enjoos frequentes e vertigens, pois o uso prolongado pode causar desconforto e náuseas. Além disso, pessoas com comprometimento visual severo ou dificuldades cognitivas muito acentuadas também possuem limitações para interagir com os ambientes virtuais de forma eficaz.</p>
<p><strong>Desafios</strong><br />Como toda nova tecnologia, o uso da realidade virtual na reabilitação de pacientes também enfrenta desafios: necessidade de uma infraestrutura adequada, com espaço físico suficiente e suporte técnico, a adaptação do paciente à tecnologia e a acessibilidade para pacientes com limitações cognitivas muito severas, dentre outras.</p>
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<h5>“T<strong>ambém é fundamental que os profissionais estejam capacitados para utilizar a tecnologia de forma adequada, tanto no manuseio dos dispositivos quanto na aplicação terapêutica</strong>“, complementa a fisioterapeuta.</h5>
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<p>Mesmo com tantos benefícios, o uso da tecnologia não deve substituir as terapias tradicionais, mas sim integrar, de maneira estratégica, os tratamentos convencionais para potencializar os resultados.</p>
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<h5>“<strong>A combinação de técnicas, aliada à personalização das atividades virtuais conforme as necessidades de cada paciente, é essencial para garantir o tratamento eficaz</strong>“, finaliza Flaviane Ribeiro.</h5>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/realidade-virtual-e-aliada-na-reabilitacao-de-pacientes/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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