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Quem eram os espiões de Putin que agiam no Brasil, e o que faziam

<p><&sol;p>&NewLine;<p>Agentes se aproveitavam de fragilidades no sistema para obter certidões e registros legítimos&comma; mas com nomes de pessoas que nunca existiram de verdade<&sol;p>&NewLine;<div wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"post&lowbar;image"><span class&equals;"image&lowbar;fonte">EFE&sol;EPA&sol;VYACHESLAV PROKOFYEV&sol;SPUTNIK&sol;KREMLIN POOL <&sol;span><picture><source media&equals;"&lpar;max-width&colon; 799px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2025&sol;03&sol;b546086c5e64387941b5ae9ded2af48b704e0d50-301x207&period;jpg"><source media&equals;"&lpar;min-width&colon; 800px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2025&sol;03&sol;b546086c5e64387941b5ae9ded2af48b704e0d50-655x450&period;jpg"><&sol;source><&sol;source><&sol;picture><span class&equals;"image&lowbar;credits">Em uma operação audaciosa e abrangente&comma; esses espiões apagaram os rastros de seu passado russo<br &sol;><&sol;span><&sol;div>&NewLine;<p><&quest;xml encoding&equals;"UTF-8"&quest;&quest;&quest;><&sol;p>&NewLine;<p>Por anos&comma; segundo uma investigação do jornal americano The New York Times&comma; a <strong>Rússia<&sol;strong> usou o <strong>Brasil<&sol;strong> como ponto de partida para a elite de seus oficiais de inteligência&comma; os chamados &OpenCurlyDoubleQuote;ilegais”&period; Em uma operação audaciosa e abrangente&comma; esses espiões apagaram os rastros de seu passado russo&period; Abriram empresas&comma; fizeram amigos&comma; viveram romances – experiências que&comma; com o tempo&comma; se tornaram os alicerces de identidades inteiramente novas&period; Esses agentes russos se aproveitavam de fragilidades no sistema para obter certidões e registros legítimos&comma; mas com nomes de pessoas que nunca existiram de verdade&period; Assim&comma; conquistavam o passaporte brasileiro e se aproveitavam das portas que o documento abre para espionar outros países&period; Alguns desses espiões eram conhecidos&period; Outros foram revelados agora&period; Abaixo&comma; veja quem era os espiões que usaram o Brasil como base de operações&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Gerhard Daniel Campos Wittich<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Gerhard Daniel Campos Wittich era o nome usado por Artem Shmyrev&comma; que morou no Rio de Janeiro durante cinco anos dizendo se chamar Daniel Campos e ser brasileiro de família austríaca&period; Wittich teria saído do Rio e voltado para Moscou em janeiro do ano passado&comma; junto com a esposa Irina Romanova&comma; outra suposta espiã investigada em Atenas&comma; na Grécia&comma; que fingia se chamar Maria Tsalla&period; Ela se passava por mexicana e fugiu do país antes de ser presa pela polícia local&comma; segundo os jornais gregos Zougla e Kathimerini&period; Os dois teriam deixado namorados locais para trás&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Daniel Campos teria alugado recentemente um imóvel próximo ao consulado dos Estados Unidos no Rio&period; Ele dirigia uma série de empresas de impressão 3D na cidade que produziam&comma; entre outras coisas&comma; esculturas de resina para militares brasileiros e chaveiros&period; Ele desapareceu em janeiro&comma; no meio de uma viagem à Malásia&period; Sem mandar mensagens para sua namorada no Rio de Janeiro&comma; ela prontamente iniciou uma &OpenCurlyDoubleQuote;busca frenética por seu parceiro desaparecido”&comma; afirma o Guardian&period; O Itamaraty e as comunidades do Facebook na Malásia se mobilizaram para procurar o desaparecido&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Serguei Cherkasov<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Serguei foi preso no início de abril de 2022 pela Polícia Federal após a polícia holandesa interceptá-lo no aeroporto&comma; onde desembarcou para atuar no Tribunal Penal Internacional&comma; e enviá-lo de volta ao Brasil&period; Ele atuou durante anos como espião do serviço de inteligência militar da Rússia&comma; o GRU&comma; nos Estados Unidos&comma; fingindo ser um estudante brasileiro&period; Como Victor Muller Ferreira&comma; Sergei fez graduação na Universidade John Hopkins&comma; em Washington&comma; a capital americana&comma; onde poderia se aproximar de qualquer setor do establishment de segurança dos Estados Unidos&comma; do Departamento de Estado à CIA&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo um depoimento registrado pelo FBI&comma; o acesso que obteve possibilitou que o espião colhesse informações a respeito das maneiras com que as autoridades do governo Joe Biden responderam à concentração de tropas russas nas proximidades da Ucrânia&comma; pouco antes da invasão&period; Depois que se formou na faculdade&comma; Cherkasov chegou perto de alcançar uma inserção mais influente&comma; ao ser convidado para ocupar uma posição no TPI&comma; em Haia&period; Ele estava prestes a iniciar um estágio de seis meses na corte&comma; no ano passado&comma; no momento em que a instituição iniciava a investigação sobre crimes de guerra da Rússia na Ucrânia&comma; mas acabou rejeitado pelas autoridades holandesas&comma; que receberam informações do FBI sobre a atuação dele em Washington&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O espião segue preso no Brasil e é investigado por atos de espionagem&comma; lavagem de dinheiro e corrupção&period; Em junho do ano passado&comma; ele foi condenado&comma; em primeira instância&comma; a 15 anos de prisão pela Justiça Federal por uso de documentos brasileiros falsos&period; No dia 18 deste mês&comma; o Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar; aprovou o pedido da Rússia para extradição&comma; mas determinou que isso só deve ocorrer após o fim das apurações sobre os supostos crimes cometidos no País&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Cherkasov foi preso inicialmente não por espionagem&comma; mas por uma acusação mais modesta&colon; uso de documentos falsos&period; Até isso se mostrou mais complicado do que imaginavam&period; Durante o interrogatório&comma; Cherkasov manteve uma postura arrogante e insistiu que era brasileiro&period; E ele tinha documentos para sustentar sua versão&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Seu passaporte azul era idêntico ao de qualquer brasileiro&period; Ele tinha título de eleitor&comma; como exige a lei&comma; e até um certificado de conclusão do serviço militar obrigatório&period; Todos os documentos eram autênticos&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Não havia qualquer ligação entre ele e a &OpenCurlyQuote;grande mãe’ Rússia”&comma; disse um policial federal&comma; que falou sob condição de anonimato&comma; como os demais&comma; já que a investigação está em andamento&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Apenas quando a polícia encontrou sua certidão de nascimento é que a história de Cherkasov e toda a operação russa no Brasil começaram a desmoronar&period; No passado&comma; espiões russos costumavam obter documentos usando nomes de pessoas mortas&comma; muitas vezes bebês&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Desta vez&comma; foi diferente&period; Os agentes confirmaram que Victor Muller Ferreira nunca existiu&comma; embora ele tivesse uma certidão de nascimento autêntica&period; O documento indicava que ele havia nascido no Rio de Janeiro&comma; em 1989&comma; filho de uma brasileira real&comma; que morreu quatro anos depois&period; Mas&comma; ao localizar a família da mulher&comma; os agentes descobriram que ela nunca teve filhos&period; Também não havia nenhum registro de alguém com o nome do suposto pai&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Mikhail Mikushin<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Mikhail Mikushin foi preso pela polícia da Noruega em outubro do ano passado após fingir ser pesquisador brasileiro em uma universidade do país&period; Ele foi detido por suspeita de espionagem&comma; mas as supostas ações dele ainda eram desconhecidas no momento da prisão&period; Antes de ser preso&comma; Mikushin estava atuando como pesquisador há cerca de um ano e meio na cidade de Tromso&comma; localizada perto do Ártico&comma; há cerca de um ano e meio&period; Ele se concentrou em estudar a política norueguesa na região&comma; onde o país compartilha 198 quilômetros de fronteira com a Rússia&comma; e ameaças híbridas&period; Segundo Thomas Blom&comma; autoridade do serviço de inteligência norueguês&comma; esse fato por si só pode comprometer a segurança nacional por colocá-lo em contato com pesquisadores que fornecerem informações às autoridades para a formulação de políticas públicas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo os investigadores&comma; Mikushin procurou criar uma rede de contatos&comma; lançar canais de informação e entrar nos círculos que lidam com informações confidenciais&period; Antes de se mudar para a Noruega&comma; Mikhail Mikushin morou no Canadá&comma; onde frequentou a Carleton University e a University of Calgary&period; Em Ottawa&comma; ele se ofereceu como voluntário para uma campanha política&comma; de acordo com a Global News&period; Ele obteve o mestrado no Centro de Estudos Militares&comma; de Segurança e Estratégicos da Universidade de Calgary em 2018&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Aleksandr Utekhin<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Outro espião russo descoberto pela polícia brasileira foi identificado como Aleksandr Utekhin&period; Ele se apresentava como um joalheiro brasileiro&comma; Eric Lopes&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;especialista em pedras preciosas”&period; Mas os investigadores acreditam que a empresa&comma; que chegou a ser destaque no programa Empresários de Sucesso&comma; era de fachada&period; Após deixar o Brasil&comma; ele teria passado um tempo no Oriente Médio&period; Seu paradeiro agora é desconhecido&comma; mas suspeita-se que tenha voltado para a Rússia&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Vladimir Aleksandrovich Danilov e Yekaterina Leonidovna Danilova <&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Os agentes Vladimir Aleksandrovich Danilov e Yekaterina Leonidovna Danilova&comma; por sua vez&comma; se apresentavam como pelos nomes de Manuel Francisco Steinbruck Pereira e Adriana Carolina Costa Silva Pereira&period; O casal&comma; na faixa dos 30 anos desapareceu depois de mudar-se para Portugal&comma; em 2018&period;<&sol;p>&NewLine;<h3><strong>Roman Olegovich Koval&comma; Irina Alekseyevna Antonova e Olga Igorevna Tyutereva<&sol;strong><&sol;h3>&NewLine;<p>Há também três agentes russos que seguiram para o Uruguai&period; Entre eles está o casal Roman Olegovich Koval&comma; Irina Alekseyevna Antonova&period; Eles adotaram os nomes Federico Luiz Gonzalez Rodriguez e Maria Isabel Moresco Garcia&comma; que se dizia modelo&period; Eles deixaram o Brasil de repente&comma; em 2023&comma; e foram para o país vizinho&period; Já Olga Igorevna Tyutereva tinha uma certidão de nascimento brasileira com o nome de Maria Luisa Dominguez Cardozo&comma; com certidão de nascimento brasileira&period; Depois&comma; conseguiu um passaporte uruguaio&period; Sua última localização conhecida foi a Namíbia&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"cta-model cta-model2" name&equals;"model2">&NewLine;<div class&equals;"cta-container-general">&NewLine;<div class&equals;"cta-container-model2" wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"container-image-text" wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"container-img"><&sol;div>&NewLine;<p>&NewLine; <span id&equals;"cta-text" editable&equals;"true" name&equals;"Conteúdo&colon;">Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp&excl;<&sol;span>&NewLine; <&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Com apoio dos serviços de inteligência de outros países&comma; os investigadores no Brasil identificaram pelo menos nove agentes russos com documentos brasileiros&period; Com as identidades registradas em bancos de dados policiais e os nomes reais sinalizados por serviços de inteligência&comma; esses agentes dificilmente voltarão a atuar como espiões no exterior&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&ast;Com informações do Estadão Conteúdo e agências internacionais<br &sol;>Publicado por Fernando Dias<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;jovempan&period;com&period;br&sol;noticias&sol;brasil&sol;quem-eram-os-espioes-de-putin-que-agiam-no-brasil-e-o-que-faziam&period;html">Fonte&colon; 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Redação

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