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<p>Segunda fase da Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro, levou à prisão dos 11 vereadores do município de Turilândia, um secretário, empresários e o prefeito Paulo Curió</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação/Ministério Público do Maranhão</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/01/dsc_0502-1024x683-1-311x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/01/dsc_0502-1024x683-1-676x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">No memorando de exoneração, os promotores afirmam que o parecer &#8220;enfraquece a atuação institucional&#8221;<br /></span></div>
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<p>Os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público do Maranhão, pediram no domingo, 11, a exoneração coletiva de suas funções no órgão. A revolta do Gaeco ocorreu após a Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão emitir, no sábado (10), um parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura a atuação de uma organização criminosa instalada na prefeitura de Turilândia, a pouco mais de 150 quilômetros de São Luís.</p>
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<p>A segunda fase da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco em 22 de dezembro, levou à prisão dos 11 vereadores do município, um secretário, empresários e o prefeito Paulo Curió (União Brasil). Segundo a investigação, o chefe do Executivo municipal teria comandado um esquema que desviou R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social por meio de empresas de fachada.</p>
<p>No memorando de exoneração, os promotores afirmam que o parecer favorável de soltura dos investigados emitido pelo Ministério Público “enfraquece a atuação institucional” do órgão “no combate ao crime organizado”, além de “destoar das premissas que orientaram o criterioso trabalho investigativo desenvolvido no caso”. O Gaeco é um braço estratégico do Ministério Público, com a missão exclusiva de combater a corrupção nas administrações públicas e o crime organizado.</p>
<p>“O entendimento adotado pela Procuradoria-Geral de Justiça não se coaduna com os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelo Gaeco nos últimos anos, tampouco com os objetivos voltados à busca pelo aprimoramento da efetividade da persecução penal e ao aperfeiçoamento da atividade investigativa do Ministério Público”, diz o documento, endereçado ao Procurador-Geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira.</p>
<p>“Os integrantes do Gaeco mantêm absoluto respeito institucional à autoridade da Procuradoria-Geral de Justiça e às atribuições que lhe são constitucional e legalmente conferidas, contudo, entendem que a divergência ora manifestada, compromete a convergência mínima necessária à permanência neste órgão auxiliar, nos moldes atualmente estabelecidos”, destacam os dez promotores signatários do memorando.</p>
<p>O parecer favorável à soltura pelo MP foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, e enviado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. A decisão sobre a eventual soltura dos investigados agora cabe ao colegiado do Tribunal de Justiça do Maranhão.</p>
<p>O pedido de exoneração foi assinado pelos promotores Luiz Muniz Rocha Filho, coordenador do Gaeco; Ana Carolina Cordeiro de Mendonça; Fernando Antônio Berniz Aragão; Marcos Valentim Pinheiro Paixão; Eduardo André de Aguiar Lopes; Fábio Santos de Oliveira; Raquel Chaves Duarte Sales; Francisco Fernando de Morais Meneses Filho; Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira; e Tharles Cunha Rodrigues Alves.</p>
<p>Em nota divulgada nesta segunda-feira, 12, o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, afirmou que “todas as decisões proferidas e as medidas requeridas não extrapolam os limites da lei, tampouco representam qualquer tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal.”</p>
<p>Sobre a debandada dos promotores, o procurador-geral afirmou “que alterações em estruturas administrativas e em cargos de coordenação são eventos naturais na dinâmica institucional e não comprometem a continuidade das ações estratégicas.” (leia a íntegra abaixo)</p>
<p>A liderança do Gaeco e a Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI) será assumida pelo procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito. Para o MP, a nomeação assegura “estabilidade, experiência e liderança à condução dos atos”.</p>
<p>Os demais integrantes da nova equipe do Gaeco ainda devem ser nomeados “para continuidade aos trabalhos abandonados pela equipe anterior”, destaca a nota do Ministério Público.</p>
<h3><strong>Silêncio no depoimento e dinheiro vivo</strong></h3>
<p>Na última quinta-feira, 8, os onze vereadores presos do município permaneceram em absoluto silêncio durante audiência conduzida pelos promotores do Gaeco maranhense. Todos os vereadores seguiram a mesma estratégia e se calaram diante dos questionamentos da Promotoria invocando o ‘direito de permanecer em silêncio’.</p>
<p>Durante buscas no dia da operação, autorizada pela 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, os promotores apreenderam uma pilha de dinheiro vivo. Inicialmente, a contagem indicou R$ 5 milhões recolhidos nos endereços de investigados, informou o Ministério Público.</p>
<p>O nome da operação faz referência a Tântalo, personagem da mitologia grega condenado a uma punição eterna no submundo. Ele permanecia em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance da vista, sem jamais conseguir saciar a sede ou a fome.</p>
<p>De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a “metáfora é utilizada para representar o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos para fornecimento de bens e serviços não resultaram em benefícios efetivos à população”.</p>
<h3><strong>Com a palavra, o MP do Maranhão</strong></h3>
<p>O Ministério Público do Estado do Maranhão vem a público reafirmar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa do interesse público, prestando esclarecimentos sobre a atuação institucional relacionada à operação realizada no município de Turilândia.</p>
<p>Todas as medidas adotadas e propostas no curso da investigação estão rigorosamente conforme à Constituição Federal e à legislação vigente. As decisões proferidas e as medidas requeridas não extrapolam os limites da lei, tampouco representam qualquer tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal. Em verdade, observam os critérios legais que estabelecem que medidas mais gravosas, como a prisão, somente devem ser aplicadas quando estritamente necessárias, sendo legítima a adoção de outras medidas cautelares eficazes e adequadas ao caso concreto, quando suficientes e proporcionais.</p>
<p>A operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) foi bem-sucedida, alcançando resultados concretos e relevantes para a investigação. Foram colhidas provas importantes e adotadas medidas capazes de proteger o andamento do processo, evitar prejuízos à apuração dos fatos e resguardar o interesse da sociedade.</p>
<p>Os investigados foram afastados de suas funções públicas, justamente para impedir interferências nas investigações e garantir a lisura da administração pública. Além disso, foram propostas outras medidas cautelares que, no momento, se mostram capazes de assegurar o controle das situações apuradas e a continuidade do procedimento, não significando que os investigados serão inocentados (absolvidos), caso soltos.</p>
<p>Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público também propôs a representação para intervenção no município, com o objetivo de assegurar o respeito aos princípios constitucionais fundamentais, preservar a normalidade institucional e garantir o correto funcionamento da Administração Pública.</p>
<p>No tocante à saída dos membros do GAECO, é importante destacar que alterações em estruturas administrativas e em cargos de coordenação são eventos naturais na dinâmica institucional e não comprometem a continuidade das ações estratégicas. Nesse sentido, foi nomeado o Procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito para a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), assegurando estabilidade, experiência e liderança à condução dos atos, e que serão nomeados os demais integrantes da nova equipe para continuidade aos trabalhos abandonados pela equipe anterior.</p>
<p>O Ministério Público do Maranhão reafirma que seguirá atuando com responsabilidade, firmeza e respeito às leis, combatendo a criminalidade e defendendo o patrimônio público, sempre com equilíbrio, justiça e compromisso com a sociedade maranhense.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/promotores-do-gaeco-renunciam-apos-mp-pedir-liberdade-de-prefeito-acusado-de-desviar-r-56-mi.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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