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<p>O Grupo de Arte Popular <strong>A Pombagem (<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.instagram.com/apombagem?igsh=cGd1b3J3Zzh0czVt">@apombagem</a>)</strong> realiza nesta quarta (22/04) mais uma ação de intervenções urbanas do espetáculo-exposição <strong>&#8220;O Museu é a Rua&#8221;</strong>, ocupando praças e ruas do <strong>Pelourinho &#8211; Centro Histórico de Salvador</strong>. As ações acontecem <strong>sempre às quartas-feiras</strong>, <strong>às 19h</strong>, propondo uma experiência artística que reúne <strong>Literatura Periférica, Teatro Popular, música e Museologia Social</strong>, em diálogo direto com o território e o público.</p>
<p>A programação segue um roteiro contínuo e integrado em todas as datas. As atividades têm início no <strong>Largo do Terreiro de Jesus</strong>, com a realização da <strong>Oficina de Percussão para as Artes Públicas</strong>, onde os participantes experimentam ritmos, a partir de instrumentos populares e do próprio corpo. Em seguida, o público é conduzido a um <strong>cortejo performático</strong> pelas ruas do Centro Histórico, no qual o espetáculo-exposição se desenvolve de forma itinerante, misturando teatro, poesia falada, música e intervenção urbana.</p>
<p><strong>Da oficina ao cortejo: a rua como museu vivo</strong></p>
<p>Durante o percurso, os participantes não apenas assistem, mas integram a experiência artística, contribuindo com a construção sonora e cênica do cortejo. A ação culmina em frente ao <strong>Centro Cultural Solar Ferrão</strong>, com uma apresentação final que inclui uma <strong>batalha de rap</strong> inspirada nas coleções etnomusicológicas de <strong>Emília Biancardi e Walter Smetak,</strong> conectando o acervo institucional às expressões contemporâneas da cultura periférica.</p>
<p>Com abordagem participativa e vivencial, a oficina trabalha fundamentos de ritmo, escuta coletiva e coordenação, estimulando a criação artística em grupo e a relação com o espaço público. Estudantes de escolas públicas de bairros periféricos acompanham as atividades e participam dos processos formativos, reforçando o caráter educativo e comunitário do projeto.</p>
<p>&#8220;O Museu é a Rua&#8221; tensiona as fronteiras entre palco, rua e museu ao articular elementos do hip-hop, como a poesia falada e a corporeidade urbana, com tradições afro-brasileiras. Ao ocupar o Pelourinho, o projeto reafirma a rua como espaço legítimo de criação, memória e transmissão de saberes, propondo uma experiência em que o patrimônio cultural se constrói de forma viva, coletiva e em movimento.</p>
<p><strong>Museu vivo e reconhecimento institucional</strong></p>
<p>Mais do que uma ocupação artística, o projeto propõe uma reflexão sobre os modelos tradicionais de museu, defendendo uma museologia viva, acessível e conectada com as dinâmicas culturais da cidade. <strong>A iniciativa foi reconhecida recentemente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)</strong>, através do <strong>Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade,</strong> destacando sua contribuição para a valorização da cultura popular e das práticas comunitárias de preservação da memória.</p>
<p>O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>Temporada &#8220;O Museu é a Rua&#8221; – Grupo A Pombagem</p>
<p>Quando: Quartas-feiras de abril (22 e 29), às <strong>19h</strong></p>
<p>Onde: Largo do Terreiro de Jesus até o Centro Cultural Solar Ferrão – Pelourinho, Salvador</p>
<p>Quanto: Gratuito</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></p>
<p><strong>22 de abril (quarta), 19h</strong></p>
<p>Oficina de Percussão + Cortejo performático + Espetáculo-exposição + Batalha de rap</p>
<p><strong>29 de abril (quarta), 19h</strong></p>
<p>Oficina de Percussão + Cortejo performático + Espetáculo-exposição + Batalha de rap</p>
<hr/>
<p><strong>SOBRE O GRUPO DE ARTE POPULAR A POMBAGEM</strong></p>
<p>Criado em 2009, na periferia de Salvador, o Grupo de Arte Popular A Pombagem nasceu das poesias declamadas em praças e ruas de Fazenda Grande do Retiro e São Caetano, que mais tarde se transformaram em dramaturgias para o teatro de rua. Há 16 anos, o grupo desenvolve o movimento &#8220;O Museu é a Rua&#8221;, a partir de experiências estéticas e poéticas em torno da museologia popular.</p>
<p>Em 2022, o coletivo inaugurou sua sede própria, a Casa do Museu Popular da Bahia, museu comunitário localizado em Fazenda Grande do Retiro. Em 2023, integrou o Programa de Residência Artística do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), com quatro meses de atividades que incluíram exposições, saraus e oficinas. Em 2024 retomou suas ações na sede comunitária, com programação cultural e participação ativa de moradores da região. O grupo também integra a Periferia Brasileira de Letras (PBL), iniciativa da Cooperação Social da Presidência da FIOCRUZ.</p>
</p></div>
<p><a href="https://www.estadodabahia.com.br/noticia/49127/arte-de-rua-e-patrimonio-projeto-museu-e-a-rua-ocupa-pelourinho-em-dialogo-com-estudantes-e-acervo-do-solar-ferrao">Fonte: Clique aqui</a></p>


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