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Proibição das redes sociais na Austrália pode deixar crianças isoladas?

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>País se tornou o 1º a proibir menores de 16 anos de usar redes&period; Adultos apoiam medida&comma; mas jovens a consideram invasiva&period; Especialistas advertem que proibição pode isolar grupos vulneráveis&comma; como crianças com deficiência&period;À meia-noite de quarta-feira &lpar;10&rpar;&comma; australianos com menos de 16 anos passaram a ser bloqueados da maioria das redes sociais&comma; com a implementação de uma proibição inédita no mundo&period; Apesar de se oporem ao plano&comma; plataformas como Facebook&comma; Instagram&comma; Snapchat&comma; TikTok&comma; X&comma; YouTube e Reddit terão que contar com restrição de idade&comma; em uma lista que será constantemente atualizada&period; Jogos online e aplicativos de mensagens como o WhatsApp permanecem por enquanto sem restrições&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O governo da Austrália acredita que as próprias empresas por trás das redes sociais fiscalizarão a nova lei&comma; afirmando que elas devem tomar &OpenCurlyDoubleQuote;medidas razoáveis” para evitar violações&comma; com punições de até 49&comma;5 milhões de dólares australianos &lpar;R&dollar; 178 milhões&rpar; para reincidências&period; Crianças ou pais não serão punidos caso violem a lei&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os diversos meios através dos quais os menores de 16 anos às plataformas serão bloqueados das plataformas incluirão a exigência de que os usuários forneçam às empresas documentos de identidade emitidos pelo governo&comma; reconhecimento facial ou de voz&comma; ou outras formas de identificação digital para comprovar a idade quando solicitados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O gabinete do Comissário de Segurança Eletrônica da Austrália afirma que a proibição protegerá os jovens &OpenCurlyDoubleQuote;das pressões e riscos aos quais os usuários podem estar expostos enquanto conectados às suas contas de redes sociais”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O primeiro-ministro Anthony Albanese chamou as redes sociais de &OpenCurlyDoubleQuote;flagelo” e disse&colon; &OpenCurlyDoubleQuote;Quero que as pessoas passem mais tempo no campo de futebol ou na quadra de netball &lbrack;esporte semelhante ao basquetebol bastante popular na Austrália&rsqb; do que em seus celulares”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As pesquisas vêm mostrando consistentemente um apoio esmagador dos adultos à proibição&comma; mas a situação é diferente para as crianças diretamente atingidas&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>Adolescentes contestam proibição na Justiça<&sol;h3>&NewLine;<p>Apoiada Projeto de Defesa Digital&comma; um grupo em prol dos direitos digitais&comma; Macy Newland decidiu contestar a lei na Suprema Corte da Austrália juntamente com o também adolescente Noah Jones&comma; alegando fundamentos constitucionais&period; Ela disse à DW que a maioria de seus colegas era contra a proibição&period; Eles expressam preocupações em relação à falta de consulta aos jovens e à perda de direitos e acesso à informação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A proibição impede que os jovens participem plenamente da democracia e do debate público antes dos 16 anos&comma; o que é errado&period; Não se pode capacitar os jovens a participar do debate público e da democracia ao lhes removendo a capacidade de participar plenamente”&comma; disse a jovem&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Acredito firmemente que existem problemas com as redes sociais&comma; assim como os jogos e o tempo de tela em geral&period; Mas não há como voltar atrás ou negar que vivemos em uma sociedade onde os avanços tecnológicos estão se acelerando&comma; e a comunicação online faz parte do nosso dia a dia&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Newland acredita que a maioria dos adolescentes tentará encontrar maneiras de burlar a lei&period; De fato&comma; uma pesquisa realizada pela emissora nacional ABC com mais de 17&period;000 adolescentes australianos revelou que 75&percnt; tentarão evitar a proibição&comma; enquanto apenas 9&percnt; acham que é uma boa ideia e 6&percnt; acreditam que funcionará&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Embora haja uma aceitação geral de que o acesso irrestrito às redes sociais pode ser perigoso tanto para crianças quanto para adultos&comma; a maioria das organizações de direitos humanos e de defesa dos direitos da criança acredita que a nova lei não aborda essas questões&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>Solução &OpenCurlyDoubleQuote;generalizada” aliena crianças<&sol;h3>&NewLine;<p>O braço australiano do Fundo das Nações Unidas para a Infância &lpar;Unicef&rpar; avalia que &OpenCurlyDoubleQuote;as mudanças propostas não resolverão os problemas que os jovens enfrentam online”&comma; enquanto a Comissão Australiana de Direitos Humanos diz que a proibição &OpenCurlyDoubleQuote;generalizada” provavelmente também terá &OpenCurlyDoubleQuote;impactos negativos nos direitos humanos de crianças e jovens”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Essa também foi a conclusão de Kim Osman&comma; pesquisadora do Centro de Pesquisa de Mídia Digital da Universidade de Tecnologia de Queensland&period; Após conversar com 86 pessoas entre 12 e 15 anos sobre a proibição&comma; ela também constatou que os jovens se sentiam ignorados e frustrados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Os jovens nos disseram que sentem que suas experiências digitais estão sendo homogeneizadas pelos adultos e que as diferentes maneiras como usam as redes sociais não estão sendo refletidas no debate nacional”&comma; disse Osman à DW&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eles também sentem que o uso do telefone celular é frequentemente confundido com o uso das redes sociais&comma; quando&comma; na verdade&comma; elas são apenas uma parte de suas vidas digitais&period;” Ao longo de sua pesquisa&comma; Osman e seus colegas também descobriram que os adolescentes estão cientes dos perigos das redes sociais e almejam melhores soluções de proteção&comma; incluindo uma melhor filtragem de conteúdo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A pesquisadora notou ainda uma forte sensação entre os jovens de que as mudanças na lei levariam a uma &OpenCurlyDoubleQuote;perda de comunidade”&comma; particularmente àqueles que &OpenCurlyDoubleQuote;encontraram importantes fontes de apoio nas redes sociais&period; Isso é particularmente verdadeiro para os jovens LGBTQAI&plus; e neurodivergentes com quem conversamos&period;”<&sol;p>&NewLine;<h3>Crianças com deficiência se sentem isoladas<&sol;h3>&NewLine;<p>Isso soa familiar para Jennifer Crowther&period; Sua filha&comma; Lily&comma; de 12 anos&comma; tem paralisia cerebral&comma; autismo e outras deficiências que dificultam a socialização&period; Conversar é mais fácil com o tempo proporcionado pelas mensagens nas redes sociais e outros aplicativos de mensagens&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Enquanto Jennifer gerencia o acesso de Lily às redes&comma; sua filha encontrou uma comunidade online de entusiastas da escrita depois de ter uma história sua publicada e – embora Jennifer reconheça os perigos das redes sociais – ambas se sentem frustradas com a perda de conexão que lhes foi imposta a partir desta quarta-feira&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Para crianças com deficiência ou outros grupos marginalizados&comma; &lbrack;as redes sociais&rsqb; podem ser o único caminho para encontrar outras pessoas como elas”&comma; disse Jennifer à DW&period; &OpenCurlyDoubleQuote;É um grupo tão pequeno de pessoas&comma; então como elas podem encontra umas às outras&quest; Isso é particularmente verdade se elas estão isoladas por causa de suas ansiedades ou pela frequência com que precisam ir a consultas&comma; serem hospitalizadas ou qualquer que seja a situação&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Os escritos de Lily a ajudaram a começar a encontrar uma comunidade por meio de uma página do Facebook administrada por sua mãe&period; Embora a menina de 12 anos agora participe de eventos presenciais com pessoas que pensam como ela&comma; a preocupação é que seus meios de manter esses relacionamentos emergentes e compartilhar seu trabalho estejam sendo prejudicados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A peça que falta é essa conexão contínua&comma; que poderia acontecer por meio das redes sociais”&comma; explicou Jennifer&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Lily conheceu alguns outros jovens com quem ela quer continuar se conectando&comma; mas eles moram em diferentes partes do estado ou no exterior&comma; então isso foi tirado dela&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>Adolescentes e pais também expressaram preocupação com o fato de que as crianças perderão o acesso a grupos de redes sociais para interesses e hobbies mais específicos e às comunidades que esses grupos criam&period; É provável que isso seja sentido com particular intensidade na Austrália rural&comma; onde as populações são esparsas e&comma; consequentemente&comma; as conexões na vida real são difíceis de organizar&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A ministra das Comunicações da Austrália&comma; Anika Wells&comma; admitiu que a proibição será &OpenCurlyDoubleQuote;desajeitada” e &OpenCurlyDoubleQuote;desorganizada” em seus estágios iniciais&period; Dada a sua natureza pioneira&comma; isso talvez seja de se esperar&period; Mas&comma; para muitas crianças e adolescentes australianos&comma; as frustrações com a proibição vão muito além disso&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;acessepolitica&period;com&period;br&sol;noticia&sol;168167&sol;proibicao-das-redes-sociais-na-australia-pode-deixar-criancas-isoladas">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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