Prefeitura promove oficinas gratuitas de educação financeira para estudantes da rede municipal – secretaria de comunicação

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Texto: Fabiane Humildes / Secom PMS
Fotos: Otávio Santos / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Smed), iniciou, nesta quarta-feira (5), uma programação gratuita de oficinas de educação financeira voltada a estudantes do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Realizadas em parceria com o projeto Na Quebrada do Cofrinho, as atividades seguem até o dia 17 de agosto, no Parque da Cidade, com o objetivo de estimular o planejamento financeiro, o consumo consciente e o empreendedorismo entre crianças, adolescentes e jovens.

A iniciativa integra as ações da Smed voltadas à ampliação das oportunidades de aprendizagem para além da sala de aula. Ao longo do primeiro dia de atividades, participaram estudantes das escolas municipais Carvalho Guedes, Paripe e Maria Amélia Paiva, que vivenciaram experiências lúdicas e educativas sobre organização financeira e construção de projetos de vida.

As oficinas são ministradas pelos arte-educadores Vinicius Cattani, do Rio de Janeiro, e Lucas Fonseca, de Recife, e utilizam histórias em quadrinhos como ferramenta para estimular a criatividade, a autonomia e a reflexão sobre finanças pessoais.

Para Lucas Fonseca, o contato com a educação financeira deve começar ainda na infância. “A educação financeira é uma coisa que deve ser trabalhada desde a primeira infância. Isso faz com que nós formemos adultos mais responsáveis em relação ao próprio dinheiro e aos investimentos”, afirmou. Segundo o educador, a proposta também incentiva os estudantes a desenvolverem hábitos financeiros mais conscientes, mostrando que o planejamento é essencial para evitar o endividamento e transformar sonhos em metas possíveis.

Sonhos – Entre os participantes da oficina estava a estudante Evelin Iasmin, de 12 anos, da Escola Municipal Carvalho Guedes. O sonho dela é economizar dinheiro para conhecer a Disney ao lado dos pais e dos quatro irmãos. Durante a atividade, Evelin contou que já começou a dar os primeiros passos para alcançar esse objetivo. “Eu vendo mousse na escola e na rua. Faço de Ninho, morango, limão e maracujá. Cada um custa cinco reais”, contou.

Representando a Smed, Vanilda Ornellas destacou que a iniciativa busca preparar os estudantes para desafios que vão além da sala de aula. “É uma iniciação dos estudantes na educação financeira. Hoje o país enfrenta uma crise de inadimplência, além da influência negativa das apostas on-line entre os jovens. A escola precisa estar atenta a essa nova realidade”, afirmou. Ela acredita que a proposta também incentiva o trabalho com temas interdisciplinares, aproximando os estudantes de situações do cotidiano e despertando a preocupação com o planejamento financeiro desde cedo.

A coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Paripe, Aline Paiva Ramos, ressaltou que a educação financeira ainda é um tema pouco presente na formação das crianças. “Quanto mais cedo elas aprenderem a usar o dinheiro de forma consciente, mais fácil será organizar a vida adulta. Esse conhecimento também chega às famílias, porque os estudantes acabam compartilhando o que aprendem”, afirmou.

Ela também alertou para os impactos das apostas on-line entre os jovens. “As bets têm causado muito sofrimento às famílias. Quando o estudante aprende a dar valor ao dinheiro e a utilizá-lo de forma consciente, aumenta a chance de dizer não a essa realidade.”

O produtor cultural do projeto Na Quebrada do Cofrinho, Cleiton Oliveira, destacou que compreender o valor do dinheiro e diferenciar desejo de necessidade é um passo importante para construir uma reserva financeira e enfrentar situações imprevistas com mais segurança.

Como funciona – Durante as oficinas, os participantes desenvolvem personagens, roteiros e cenários inspirados em sonhos, metas e projetos de vida. Temas como orçamento familiar, consumo consciente, empreendedorismo e planejamento financeiro são trabalhados de forma prática, lúdica e participativa.

De caráter itinerante, o projeto deverá beneficiar cerca de 2 mil estudantes de 48 escolas da rede municipal de Salvador.

Criado em 2026, o Na Quebrada do Cofrinho é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet. A estreia ocorreu em junho, no Parque da Família, em Várzea Paulista (SP). Após a passagem por Salvador, a iniciativa seguirá para o Rio de Janeiro.

Fonte: Clique aqui

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