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<p>Informações sobre a presença das células na água começaram a circular após um homem morrer no final de abril, apresentando sintomas da fasciíte necrosante, a infecção produzida pelo ser vivo</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Unsplash/CDC</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/05/cdc-y-8fqak1ky-unsplash-272x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/05/cdc-y-8fqak1ky-unsplash-591x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Câmara Municipal de Ubatuba realiza uma audiência pública, no fim da tarde desta sexta (30), para esclarecer sobre a questão<br /></span></div>
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<p>A prefeitura de <strong>Ubatuba</strong>, no litoral norte de <strong>São Paulo</strong>, não identificou a chamada ‘bactéria comedora de carne’ em praias do município. Oito praias da cidade estão impróprias para banho, inclusive a praia do Perequê-Mirim, onde um homem de 30 anos teria contraído a bactéria. Segundo a prefeitura, as informações que circulam sobre o caso são “errôneas”. A Santa Casa, onde o paciente ficou internado, também descartou a doença provocada pela bactéria como causa da morte. O homem morreu no final de abril, após apresentar sintomas da fasciíte necrosante, a infecção produzida pela bactéria letal popularmente chamada de ‘bactéria comedora de carne’. A vítima, que trabalhava em uma marina, havia tomado banho na praia do Perequê-Mirim, uma das mais conhecidas da cidade. O caso repercutiu em redes sociais e gerou alarme.</p>
<p>A prefeitura de Ubatuba diz que, até o momento, não foi identificada qualquer presença da chamada ‘bactéria comedora de carne’ nas análises realizadas nas praias do município. Em comunicado, a Santa Casa de Ubatuba afirma que, após análise criteriosa dos óbitos registrados nos últimos 30 dias, não foi identificada correlação causal com os agentes etiológicos de natureza infectocontagiosa.</p>
<p>A Câmara Municipal de Ubatuba realiza uma audiência pública, no fim da tarde desta sexta (30), para esclarecer sobre a questão da bactéria que causa a fasciíte necrosante. Os vereadores vão abordar também a poluição das praias. Foi confirmada a presença de representantes da Secretaria de Saúde local e da Santa Casa.</p>
<h3><strong>Entenda o caso</strong></h3>
<p>O paciente começou a apresentar sintomas no dia 22 de abril. Ele procurou atendimento médico na Santa Casa e, poucos dias depois, no dia 28, veio a falecer. A causa foi atestada como choque séptico, fasceiíte e infecção da mucosa oral. O caso foi levado à Câmara de Ubatuba por familiares da vítima. Houve reação dos vereadores e o caso foi parar nas redes sociais, causando muita preocupação. A fasciíte necrosante, que teria provocado a morte do paciente, é causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, mas também pode envolver outras, como Vibrio vulnificus, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Os agentes atacam tecidos moles de forma muita agressiva, causando necrose, septicemia e falência múltipla de órgãos em poucos dias. No estágio inicial, não há sintomas visíveis na pele.</p>
<h3><strong>Praias impróprias</strong></h3>
<p>O vereador Gady Gonzalez (MDB) defende que a Cetesb e a prefeitura apresentem os resultados de análises das amostras de água das praias. “Isso daria aos banhistas e visitantes mais tranquilidade. É importante também que a Sabesp conclua as obras para a ligação de esgotos na rede das praias do Perequê-Mirim e Enseada, pois estão sendo lançados nas praias”, diz. Um relatório da Cetesb sobre a balneabilidade das praias divulgada nesta quinta-feira, 29, apontou que um total de 29 praias estão impróprias para banho, sendo 16 no litoral norte. Em Ubatuba, oito praias das 35 praias monitoradas estão com a bandeira vermelha (proibidas para banho), entre elas a Perequê-Mirim, onde o jovem teria se contaminado. As outras são Rio Itamambuca, Iperoig, Itaguá (Av. Leovigildo, 240), Itaguá (Av. Leovigildo, 1.724), Santa Rita, Lázaro e Prainha de Fora.</p>
<p>A balneabilidade é medida com a coleta de amostras que são analisadas em laboratório. Quando são identificadas mais de 100 colônias de bactérias a cada 100 ml de água, a praia é considerada imprópria para banho. Os banhistas são alertados com a colocação de uma bandeira vermelha na praia, com a informação de “imprópria”. Segundo a Cetesb, o banho nas praias sinalizadas pode causar risco à saúde dos banhistas. Dados do monitoramento da Cetesb indicam que, no final de abril, quando o jovem teria se contaminado, a praia do Perequê-Mirim estava própria, ou seja, não apresentava risco à saúde dos banhistas. Os relatórios divulgados nos dias 13 e 20 de abril indicam que de 7 a 20 de abril as condições da praia eram boas. O funcionário da marina teria se banhado neste período – segundo o pai, os sintomas começaram no dia 22.</p>
<p>A fasciíte necrosante é considerada uma infecção rara, mas muito letal. Os sintomas iniciais incluem dor intensa, desproporcional à lesão aparente, inchaço, febre e calafrios. Com o avanço da infecção, a pele pode apresentar bolhas, escurecimento e necrose visível. No comunicado, a Santa Casa afirma que investigou a possível infecção “com base em critérios epidemiológicos, respaldo científico e exames laboratoriais, os quais não evidenciaram a presença de patógenos transmissíveis que pudessem justificar preocupações relativas à disseminação de doenças infecciosas no âmbito hospitalar ou comunitário”.</p>
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<p>A prefeitura de Ubatuba reforçou que a Praia do Perequê-Mirim permanece imprópria para banho, sendo expressamente não recomendado que banhistas entrem no mar em locais sinalizados com a bandeira vermelha, que indica risco à saúde. “Em relação ao caso do homem de 30 anos que veio a óbito, por questões legais e de sigilo médico, não cabe à Prefeitura se manifestar sobre o assunto”, diz em nota. Também em nota, a Sabesp diz que a rede de saneamento básico de Ubatuba está sendo expandida e a região do Perequê-Miim está com 73% da rede coletora de esgoto instalado.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo<br /></em><em>Publicado por Fernando Dias</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/prefeitura-de-ubatuba-diz-nao-haver-risco-de-bacteria-comedora-de-carne-nas-praias.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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