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<p>Julho exige atenção redobrada de quem sofre com alergias e <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.tuasaude.com/principais-doencas-respiratorias/" target="_blank" rel="noopener">doenças respiratórias</a>. Além das temperaturas mais baixas e da queda da umidade do ar, o inverno favorece o aumento da concentração de poluentes na atmosfera, criando um cenário que intensifica sintomas como espirros, congestão nasal, tosse e falta de ar.</p>
<p>Nesse sentido, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças alérgicas, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo e costumam se agravar durante os meses mais frios do ano.</p>
<p>Segundo a médica <strong>Dra. Cristiane Passos Dias Levy</strong>, especialista em alergias respiratórias, a qualidade do ar tem papel fundamental na saúde das vias aéreas e, por isso, influencia diretamente a intensidade dos sintomas.</p>
<blockquote>
<p><strong>“A poluição funciona como um agente irritante permanente para a mucosa respiratória. Quando ela se associa ao clima seco do inverno, observamos um aumento importante dos sintomas alérgicos e das doenças respiratórias, especialmente em pessoas que já possuem alguma predisposição”</strong>, explica.</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_11346" aria-describedby="caption-attachment-11346" style="width: 359px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11346" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Milhões de pessoas convivem com alergias respiratórias</strong></h4>
<p>As doenças alérgicas estão entre os problemas crônicos mais frequentes da atualidade. De acordo com dados da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.who.int/pt/about" target="_blank" rel="noopener">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a>, a poluição atmosférica está relacionada a cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o planeta. Além disso, a entidade estima que entre 30% e 40% da população mundial apresente algum tipo de doença alérgica.</p>
<p>No Brasil, a rinite alérgica figura entre as condições mais comuns. Estimativas da <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://asbai.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)</a> indicam que aproximadamente 30% dos brasileiros apresentam sintomas relacionados à doença, que pode comprometer significativamente a qualidade de vida quando não recebe tratamento adequado.</p>
<p>Além do desconforto diário, crises frequentes podem afetar o sono, reduzir o rendimento no trabalho e nos estudos e favorecer o desenvolvimento de outras complicações respiratórias. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para controlar os sintomas e evitar o agravamento do quadro.</p>
<h4><strong>Por que a poluição piora durante o inverno?</strong></h4>
<p>Nos meses mais frios, fatores climáticos dificultam a dispersão dos poluentes presentes no ar. Em primeiro lugar, a redução das chuvas diminui a limpeza natural da atmosfera. Ao mesmo tempo, a inversão térmica impede que essas partículas se dispersem para camadas mais altas.</p>
<p>Como consequência, poluentes provenientes da queima de combustíveis, das emissões industriais e da fumaça permanecem concentrados próximos ao solo, justamente onde as pessoas respiram. Dessa forma, esse acúmulo favorece a irritação das vias respiratórias e aumenta a inflamação da mucosa nasal.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Essas partículas entram em contato direto com as vias respiratórias, provocando irritação, inflamação e aumento da produção de secreções. Em pessoas alérgicas, essa resposta costuma ser ainda mais intensa”</strong>, afirma a especialista.</p>
</blockquote>
<p>Além dos poluentes externos, o inverno também favorece a permanência em ambientes fechados, onde a circulação do ar costuma ser menor. Consequentemente, aumenta a concentração de poeira, ácaros, mofo e outros agentes que desencadeiam crises alérgicas.</p>
<h4><strong>O nariz funciona como a primeira barreira de defesa</strong></h4>
<p>O nariz desempenha um papel essencial na proteção do organismo. A mucosa nasal produz secreções capazes de reter partículas de poeira, vírus, bactérias e outros agentes presentes no ar, enquanto pequenos cílios microscópicos ajudam a eliminar essas impurezas.</p>
<p>No entanto, quando há exposição constante ao ar seco e à poluição, esse sistema de defesa perde eficiência. Com isso, a mucosa fica mais ressecada e irritada, facilitando o surgimento ou agravamento de sintomas respiratórios.</p>
<h5><strong>Entre os sinais mais comuns, por exemplo, estão:</strong></h5>
<ul>
<li><strong>espirros repetitivos;</strong></li>
<li><strong>congestão nasal;</strong></li>
<li><strong>coriza;</strong></li>
<li><strong>coceira no nariz;</strong></li>
<li><strong>irritação na garganta;</strong></li>
<li><strong>tosse persistente;</strong></li>
<li><strong>chiado no peito;</strong></li>
<li><strong>agravamento das crises de rinite e asma.</strong></li>
</ul>
<p>Além disso, durante o inverno, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados e com pouca circulação de ar. Assim, a exposição prolongada aos alérgenos domésticos potencializa os efeitos da poluição e do clima seco sobre as vias respiratórias.</p>
<h4><strong>Crianças, idosos e pacientes crônicos precisam de mais cuidados</strong></h4>
<p>Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos da poluição, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade. Entre eles estão crianças, idosos, pessoas com rinite alérgica, pacientes asmáticos e indivíduos com doenças respiratórias crônicas.</p>
<p>Nas crianças, o sistema respiratório ainda está em desenvolvimento. Já os idosos podem apresentar menor capacidade de defesa do organismo. Da mesma forma, pessoas com doenças respiratórias pré-existentes tendem a sofrer com crises mais frequentes, maior inflamação das vias aéreas e necessidade de atendimento médico.</p>
<p>Por esse motivo, especialistas recomendam atenção redobrada durante os meses mais frios, especialmente quando os índices de qualidade do ar apresentam piora.</p>
<h4><strong>Medidas simples ajudam a proteger as vias respiratórias</strong></h4>
<p>Mesmo sem conseguir eliminar totalmente a exposição aos poluentes, é possível adotar hábitos que reduzem seus impactos sobre o organismo.</p>
<h5><strong>Entre as principais recomendações estão:</strong></h5>
<ul>
<li><strong>manter boa hidratação ao longo do dia;</strong></li>
<li><strong>realizar lavagem nasal com soro fisiológico;</strong></li>
<li><strong>manter os ambientes limpos e ventilados;</strong></li>
<li><strong>evitar exposição prolongada em horários de maior concentração de poluentes;</strong></li>
<li><strong>acompanhar os índices de qualidade do ar;</strong></li>
<li><strong>evitar fumaça de cigarro e queimadas;</strong></li>
<li><strong>manter o tratamento das alergias respiratórias conforme orientação médica.</strong></li>
</ul>
<blockquote>
<p><strong>“A lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas mais simples e eficazes para remover partículas inaladas e manter a mucosa hidratada. Além disso, ela ajuda a reduzir a irritação causada tanto pela poluição quanto pelo ar seco”</strong>, orienta a médica.</p>
</blockquote>
<p>Ainda segundo a especialista, manter uma boa ingestão de água ao longo do dia também contribui para preservar a hidratação das mucosas e fortalecer a barreira natural do sistema respiratório.</p>
<figure id="attachment_11347" aria-describedby="caption-attachment-11347" style="width: 376px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11347" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Quando procurar ajuda médica?</strong></h4>
<p>A avaliação médica deve ser feita sempre que os sintomas se tornarem frequentes, persistentes ou começarem a comprometer a rotina. Dessa maneira, o tratamento precoce pode evitar o agravamento das crises e melhorar significativamente a qualidade de vida.</p>
<h5><strong>Os principais sinais de alerta incluem:</strong></h5>
<ul>
<li><strong>Crises alérgicas recorrentes;</strong></li>
<li><strong>congestão nasal constante;</strong></li>
<li><strong>tosse persistente;</strong></li>
<li><strong>chiado no peito;</strong></li>
<li><strong>falta de ar;</strong></li>
<li><strong>dificuldade para respirar durante atividades simples;</strong></li>
<li><strong>piora progressiva dos sintomas respiratórios.</strong></li>
</ul>
<blockquote>
<p><strong>“Muitas pessoas se acostumam a conviver com sintomas respiratórios e acabam normalizando o desconforto. No entanto, nariz entupido constante, crises frequentes de rinite ou dificuldade para respirar merecem investigação médica”</strong>, conclui a Dra. Cristiane.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/poluicao-agrava-alergias-e-doencas-respiratorias-no-inverno/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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